Qimonda: 1 800 empregos em perigo

Sábado, 24 Janeiro, 2009

A Qimonda, em Vila do Conde, é uma fábrica de “chips” para computadores que, em Portugal, emprega 1 800 trabalhadores, e, em todo o mundo, cerca de 13 500. Bancos portugueses e autoridades alemãs prometeram uma solução para os problemas financeiros da empresa, mas chegaram a um impasse. Então, a empresa alemã, que já teve diversos apoios do Estado português, solicitou, em Munique, a abertura de um processo de falência. Assim, apesar de continuar a operar em Portugal a curto prazo, se não houver uma solução, mais dois milhares de operários portugueses irão para o desemprego. Operários, note-se bem, não “classe média”; e de uma empresa de elevada tecnologia, não de baixa produtividade.






3 Comentários a “Qimonda: 1 800 empregos em perigo”

  1. heitor da silva disse:

    Há demasiadas Quimondas por este país fora. Esta guerra de classes que já vem de muito longe atinge neste momento níveis mais que de justificada ruptura. Esta situação apenas se mantem dado o baixo nível de consciência das classes trabalhadoras fruto do abandono a que estão sujeitas por parte de dirigentes políticos e sindicais ir/responsáveis os quais lhes dizem que estão em democracia, onde há lugar ao diálogo, blá, blá, blá….
    Vão conciliando com o inimigo – os capitalistas escondendo dos trabalhadores o facto de que estamos em guerra e no campo de batalha não há lugar a conversas mas sim lugar à luta. Enquanto somos a maioria, …antes que cheguem os robots

  2. Fernand Pinto disse:

    É incrível que depois de tanto se ler sobre a Qimonda ainda se escreva com o U. Esta empresa tecnologicamente avançada tem o potencial para se manter no país e fazer face à concorrência. O problema global que todos estamos a enfrentar só pode ser resolvido com o regresso da confiança dos consumidores, só assim podemos comprar novos aparelhos, tv, rádios, carros, etc.. O povo é o verdadeiro motor da economia e sem ele não há plano de ajuda que resolva a crise financeira que estamos a enfrentar e vamos continuar a sofrer até que fiquemos como uma Ucrânia, cheios de srs. drs. desempregados e miséria humana.

  3. redacção disse:

    Obrigado pelo reparo. Já agora, emendámos também uns errozitos do seu texto.
    Quanto ao que diz, achamos que a “confiança dos consumidores” não significa nada. A crise não se desencadeou por falta de confiança, mas por falta de poder de compra da massa mundial dos assalariados. Grande parte do “dinamismo” dos negócios assentava no sistema de crédito ao consumo. Uma vez falido esse sistema (depois de sugar tudo o que podia aos consumidores), viu-se quão grande é a diferença entre o que o capital consegue produzir e aquilo que os salários podem comprar. O que dá uma imagem do grau de exploração a que os assalariados estão sujeitos.
    Quanto a senhores doutores desempregados e miséria humana, não precisa de ir buscar a Ucrânia – basta olhar por aqui à nossa volta.

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