Os fora-da-lei

M. Raposo - Sexta-feira, 5 Outubro, 2007

Repetindo o expediente de há 5 anos contra o Iraque, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros teve a falta de originalidade de exigir da “comunidade internacional” mais sanções sobre o Irão. Se existe uma comunidade internacional, boa ou má, é a que tem assento na ONU. Mas a ONU não vê razões para aplicar as sanções reclamadas pelo senhor Kouchner. Então, o mosqueteiro, fazendo coro com Bush, ameaça lançar unilateralmente as sanções que entende. Contra a vontade da ONU, os actuais dirigentes franceses querem fazer passar a sua política imperialista por vontade… da “comunidade internacional”. Colocam-se fora da lei, como Bush e Blair em 2003.
O silêncio do governo português diante desta enormidade é um evidente sinal de consentimento.Mais. Sabendo-se que o governo português conhece perfeitamente os preparativos de guerra, os contactos de Sócrates com Bush – em que expressou franco acordo com à política dos EUA – representam um claro apoio a uma nova ofensiva militar. Sócrates cumpre afinal o papel de Durão Barroso na cimeira das Lajes.
Os perigos da situação exigem uma oposição firme aos propósitos dos EUA, e isso quer dizer um repúdio igualmente firme à colaboração que Sócrates e o governo lhes presta. Este é um dos momentos em que todos os que se opõem aos planos imperiais norte-americanos e europeus devem unir forças e tomar posição pública.






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