Gente humilde

Quarta-feira, 22 Outubro, 2008

Em entrevista ao Público (12 de Outubro), o escritor António Lobo Antunes revela-nos ser filho de gente humilde. Diz não ter “nobreza de espécie nenhuma”; dá a saber que “o avô do meu avô era um pobre camponês”; e conta que em casa dos pais “era tudo muito austero e com muito pouco dinheiro”. Lembra-se, ainda assim, de o pai, médico, pedir à mulher “cem escudos para encher o depósito do Lância” e de “ter ido fazer a primeira comunhão a Pádua” onde passou um mês com a família. “Está a ver, diz ALA à entrevistadora, o que é atravessar Espanha, França, Suíça, Itália há 60 anos, para fazer a comunhão em Itália?”. Estamos a ver, sim. Todos os trinetos de campónios deste país passaram por isso.






Um Comentário a “Gente humilde”

  1. AGRY WHITE disse:

    Há uma expressão interessante, que recordo do meu pai, que não era camponês:
    “o rato foge sempre para o palheiro”

Deixe o seu Comentário