Arquivo de Outubro 2019

Derrota “histórica” da direita. Sim, e agora?

Manuel Raposo

Olhando aos factos, a derrota eleitoral da direita começou em 2015. Contra todas as arengas da altura, a coligação PSD-CDS foi despedida por uma maioria de eleitores. Argumentar, como ainda hoje se ouve, que o PSD ficou então à frente do PS ilude o essencial: a rejeição do bloco que foi braço direito da troika. A derrota de agora apenas confirma, com valores mais claros, a de há quatro anos. (*) Ler o resto do artigo »



Barbárie sob bandeira democrática III

Rand Corporation: como abater a Rússia

Manlio Dinucci (*)

As conclusões de um relatório confidencial da Rand Corporation foram tornadas publicas recentemente, num brief [realizado em Maio de 2019]. O documento revela como gerir a nova Guerra Fria contra a Rússia. Algumas recomendações já estão a ser concretizadas, mas esta apresentação sistemática ajuda a compreender o seu verdadeiro objectivo. Ler o resto do artigo »



Autoritarismo de Costa não tira férias

António Louçã

A cena em que o primeiro-ministro se exalta contra um idoso e cresce para ele é, talvez, uma derrapagem que em retrospectiva o próprio Costa preferia ter evitado. Mas é daquelas derrapagens que nos revelam, até pela sua espontaneidade, o que poderia tornar-se um PS descontrolado, a reinar sobre o país com maioria absoluta. Ler o resto do artigo »



O internacionalismo deles

António Louçã

Donald Trump é um chauvinista furioso, que sonha em voz alta com fossos cheios de crocodilos para deter os migrantes latino-americanos na fronteira dos Estados Unidos, que arranca as crianças migrantes dos braços das suas mães e que manda abrir fogo para as pernas de quem pede para entrar. Tudo isto não é apenas retórica: o chauvinismo de Trump mata. Ler o resto do artigo »



Barbárie sob bandeira democrática II

EUA: 20 a 30 milhões de mortes desde 1945

Manlio Dinucci (*)

Não é uma análise, nem mesmo uma opinião: é um facto. A “ordem internacional livre e aberta”, promovida desde 1945 pelos Estados Unidos, custou a vida de 20 a 30 milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum presidente, fosse ele qual fosse, conseguiu mudar o ritmo desta máquina da morte.
No resumo de seu último documento estratégico — Estratégia de Defesa Nacional dos EUA, 2018 (cujo texto completo permanece em segredo) — o Pentágono afirma que “depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e os seus aliados instauraram uma ordem internacional livre e aberta para salvaguardar a liberdade e os povos da agressão e da coerção”, mas que “agora esta ordem está a ser minada pela Rússia e pela China, que violam os princípios e as regras das relações internacionais”. Eis uma alteração completa da realidade histórica. Ler o resto do artigo »