Arquivo da Categoria 'Trabalho'

Trabalhadores do Pingo Doce em luta

Os trabalhadores desta empresa do grupo Jerónimo Martins levaram a cabo no mês de Julho diversas iniciativas de luta. No dia 31, promoveram acções junto aos supermercados Pingo Doce, visando sensibilizar os consumidores para as razões dos seus protestos. Os trabalhadores queixam-se de uma grosseira violação dos seus direitos laborais, nomeadamente quanto a horários de trabalho e discriminações salariais (com actualizações salariais em dívida desde Janeiro de 2008). Caso a empresa não altere a sua teimosa posição, os trabalhadores podem recorrer a outras formas de luta já no mês de Setembro, nomeadamente à greve.



Corticeiros em luta

Os operários corticeiros da região Norte encetaram no dia 27 de Julho uma semana de protestos contra os salários em atraso e os despedimentos, assim como a favor de aumentos salariais para o sector. Pelo meio, denunciam o lay-off, os despedimentos colectivos e as falências fraudulentas. Está marcada uma marcha dos trabalhadores corticeiros pela região e uma vigília frente à associação dos empresários do sector, em Santa Maria da Feira. Os operários procuram envolver nestas lutas, e bem, não apenas os trabalhadores corticeiros mas também a população.



Mais salários em atraso

Nos primeiros seis meses de 2009, os inspectores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) detectaram, em cerca de 11 mil empresas inspeccionadas, quase sete milhões de euros de salários em atraso. Isto representa um aumento de 40% em relação a igual período do ano anterior. Por causa e a pretexto da crise (que é apenas para alguns), agrava-se a praga dos salários em atraso, infelizmente já bem conhecida pelos trabalhadores portugueses.



Trabalhadores ameaçam explodir fábrica

Os operários da francesa Fabris, fábrica de componentes automóveis em liquidação, ameaçam fazer explodir botijas de gás nas instalações da empresa, caso não lhe sejam pagas indemnizações individuais de 30 mil euros, pela perda dos seus postos de trabalho. A Fabris, actualmente ocupada pelos trabalhadores, ainda dispõe de um valioso stock destinado aos seus principais clientes: PSA e Renault. Chamamos a atenção para a radicalização das lutas verificada em França, que depois dos sequestros de executivos de grandes empresas, agora ameaçam a destruição de uma fábrica, caso não vejam satisfeitas as suas reivindicações.



Cinco trabalhadores do MST assassinados no Brasil

Pedro Goulart

mst.jpgNa tarde de 6 de Julho, no estado de Pernambuco, foram assassinados cinco camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e um outro, que ficou ferido, foi hospitalizado. O massacre ocorreu no Assentamento Chico Mendes (na fazenda Garrote), propriedade há anos atribuída legalmente ao MST. Os seis construíam uma casa, quando os assassinos chegaram de moto, obrigaram os trabalhadores a deitar-se no chão e dispararam. Ler o resto do artigo »



Só perde quem não luta

Últimas notícias (10 de Julho) sobre a luta dos imigrantes, em Paris, pela regularização da sua condição de trabalhadores: depois de 14 meses de ocupação das instalações da Bolsa do Trabalho, depois da expulsão musculada efectuada pela CGT, depois de 15 dias de ocupação dos passeios em frente da Bolsa… a decisão do governo apareceu – 300 propostas de regularização! (M. Vaz, Paris)



Estivadores: greve e manifestação

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz estão em greve por três dias (entre 8 e 10 de Julho), tendo já obrigado ao desvio de várias dezenas de navios para portos estrangeiros. Hoje, dia 8, centenas de estivadores (incluindo também trabalhadores de Leixões, Viana do Castelo, Aveiro e Sines) estão a manifestar-se frente à Assembleia da República, invectivando o governo de José Sócrates. Estão em luta contra a nova lei de bases da actividade portuária que, não beneficiando de qualquer consulta às associações sindicais, põe em causa os postos de trabalho no sector.



Paris

Imigrantes expulsos à força da Bolsa do Trabalho pela CGT

Manuel Vaz

101_pana_002.jpgVerão é tempo de férias para quem pode. Não será o caso para mais de metade da população parisiense que não tem meios para tanto. A imprensa por seu lado, já vai falando de uma baixa significativa de turistas em visita à capital. Efeitos evidentes da crise. Mas, se tal não é o seu caso e está a pensar em visitar Paris, aproveite para descobrir uma das facetas do Paris operário actual: o Paris dos imigrantes sans papiers [sem papéis], clandestinos. Ler o resto do artigo »



Segurança Social dá o exemplo

Em Dezembro de 2008, abriu, em Castelo Branco, um call center da Segurança Social. Desde o início que foi objectivo (e prática) deste organismo do Estado recorrer a uma empresa de trabalho temporário para o recrutamento de 200 trabalhadores. Um bom exemplo dado pelo governo no combate ao trabalho precário! Entretanto, já decorreu um mês desde que os Precários Inflexíveis obtiveram da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a garantia de que esta irá dar “tratamento inspectivo” à situação laboral e nada…



Ainda há bons empregos

O Clube Miraflores precisa para entrada imediata de empregado para Cafetaria/Esplanada para trabalhar em part-time ou full-time (incluindo Sábados e Domingos). Pretendem-se “pessoas dinâmicas, comunicativas, com boa apresentação e elevado sentido de responsabilidade”. Paga-se a bonita quantia de 3,5 euros por hora e ainda podem utilizar o ginásio e a piscina. Querem melhor que isto?



Mais encerramentos e despedimentos

A Pioneer, fábrica de auto-rádios, decidiu encerrar a sua fábrica no Seixal, atirando para o desemprego 127 trabalhadores, de um total de 136. A Mateus e Mendes, fábrica de confecções, em Castelo Branco, encerrou despedindo as suas 150 trabalhadoras. Ambas as empresas procuraram fundamentar as suas decisões nos prejuízos e na crise económica.



Os trabalhadores da Autoeuropa precisam de apoio, não de críticas

Urbano de Campos

volkswagen.jpgDepois de terem aplaudido efusivamente o pré-acordo anunciado pela Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa no início de Junho, todas as forças do poder (governo, dirigentes partidários, presidente da República, patrões, imprensa…) pressionam agora sem qualquer pudor os trabalhadores para que alterem a decisão, tomada em 17 de Junho, de chumbar o dito pré-acordo. Percebe-se porquê. É que o pré-acordo, uma vez mais negociado debaixo da chantagem de despedimentos, foi conseguido de novo com sacrifício dos direitos dos trabalhadores; e o chumbo rejeita essa chantagem. Claramente, as vozes que condenam os trabalhadores fazem-se eco dos interesses da Volkswagen.
Sem menosprezar as dificuldades que a luta apresenta – bem pelo contrário, tendo em conta a sua enorme dificuldade – o que os trabalhadores da Autoeuropa precisam não é que os convençam a mudar: é que lhes dêem apoio. Esta solidariedade só pode vir de outros trabalhadores, todos eles no fundo confrontados com o mesmo tipo de ameaças. Ler o resto do artigo »



Luta exemplar dos operários metalúrgicos na Galiza

Pedro Goulart

metalurgicosgaliza72dpi.jpgOs meses de Maio e Junho de 2009 ficam profundamente marcados por uma prolongada e dura luta dos operários metalúrgicos nas empresas e ruas de Vigo e sul da Galiza, com os trabalhadores levando a cabo diversas greves e manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ler o resto do artigo »



Cresce o desemprego a nível mundial

Segundo dados do Eurostat, e apenas no primeiro trimestre de 2009, na União Europeia, a 27, foram atirados para o desemprego mais de 1 milhão e 900 mil trabalhadores. Foi o terceiro trimestre consecutivo em que o desemprego cresceu fortemente no conjunto destes países. Em Portugal, no mesmo período, foram destruídos cerca de 90 mil postos de trabalho. Por outro lado, a nível mundial e segundo dados da OIT, é previsível que, só este ano, aumente em 59 milhões o número de desempregados. Assim, haverá actualmente mais de 240 milhões desempregados em todo o mundo.



Facol: greve e manifestação

Os cerca de 50 trabalhadores da Facol, empresa do sector corticeiro, em Aveiro, estão em greve desde o dia 4 de Junho, reclamando o pagamento dos salários e subsídios em atraso desde Novembro de 2008. No dia 17, os trabalhadores marcharam em direcção à residência dos patrões em defesa dos seus direitos. A luta agudiza-se, com os patrões a tentarem retirar material das instalações e os trabalhadores em greve a impedir. O sindicato dos corticeiros vai avançar com uma providência cautelar, “para impedir a saída de bens da empresa sem controlo e fiscalização”.



Greve na Inapal Plásticos

Os trabalhadores da Inapal Plásticos iniciaram no dia 8 de Junho uma greve de dois dias, exigindo diálogo com a administração da empresa e reivindicando aumento de salários, assim como melhores condições ambientais de trabalho. De salientar que grande parte dos trabalhadores da empresa, devido ao manuseamento de alguns produtos, sofre de graves problemas pulmonares. A Inapal Plásticos fabrica componentes de plástico para a indústria automóvel e é fornecedora da Autoeuropa. Daí que actualmente se esteja a desenvolver uma campanha de solidariedade com os trabalhadores da Inapal entre os trabalhadores de outras empresas do Parque Industrial da Autoeuropa.



Sindicatos da Noruega propõem boicote a Israel

Urbano de Campos

palestinelatuff72dpi.jpgA maior central sindical da Noruega, a LO, lançou em 16 de Maio a todo o país um apelo para liderar um boicote internacional a Israel se não for alcançado um acordo de paz com os palestinianos. A posição foi aprovada durante o congresso da LO realizado na véspera. Ler o resto do artigo »



“Empresas em reestruturação”

Um argumento mais para facilitar despedimentos

Pedro Goulart

riopele.jpgA Riopele, empresa têxtil com sede em Famalicão (Vale do Ave), que hoje emprega 1100 trabalhadores, vai proceder a um despedimento colectivo de mais de 200 dos seus funcionários. Este objectivo é-lhe facilitado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, ao classificar a Riopele como “empresa em reestruturação”. Ler o resto do artigo »



Makro prepara despedimento colectivo

A Makro, o segundo maior grupo de distribuição europeu, pretende levar a cabo em Portugal um despedimento colectivo de 90 trabalhadores. E já pressionou alguns dos seus empregados, conseguindo que parte deles aceitasse o despedimento, mediante indemnização. Como a empresa não tem dificuldades económicas, parece ser mais uma que aproveita a crise para despedir trabalhadores e manter elevados os lucros. Entretanto, comissão de trabalhadores decidiu recorrer aos tribunais e interpor providência cautelar contra o despedimento colectivo.



Solidariedade com os trabalhadores da AutoEuropa

Organizações representativas dos trabalhadores (ORT) do Parque Industrial da AutoEuropa, em Palmela, expressaram a sua solidariedade com os trabalhadores da AutoEuropa.
O apoio foi manifestado num encontro, realizado no dia 25, que reuniu comissões de trabalhadores, comissões sindicais e representantes dos sindicatos das empresas fornecedoras da AutoEuropa. As ORT condenaram a chantagem da administração da empresa, quando tentou colocar os trabalhadores perante o dilema: “ou querem os sábados ou o emprego”. E exigiram, ainda, que as empresas “respeitem os direitos dos trabalhadores” e que não utilizem a actual situação “para usurpar os direitos” de quem trabalha.



Patrões e governo concertam pressões sobre os trabalhadores da AutoEuropa

Pedro Goulart

autoeuropa.jpgNa AutoEuropa, onde o Estado português já muito investiu e os trabalhadores já muito cederam, as negociações entre a comissão de trabalhadores (CT) e a administração da empresa chegaram a um impasse. E durante as negociações, como forma de chantagem, a administração chegou a deixar no ar a hipótese de uma deslocalização desta unidade fabril para a Alemanha. Ler o resto do artigo »



Manifestação dos professores a 30 de Maio

Ao longo de várias semanas os sindicatos foram às escolas ouvir os professores. Nas reuniões efectuadas “destacou-se um clima de grande insatisfação e profunda indignação dos professores”, segundo afirmou Mário Nogueira. Mas, para um sector que este ano lectivo levou a cabo importantes greves e manifestações, a primeira acção de luta decidida nestas reuniões – uma carta aberta ao primeiro-ministro – parece-nos pouco. Serve para relançar a luta? Das várias acções de luta agendadas para Maio destacam-se, para além de paralisações de 90 minutos em todas as escolas, a realização de uma manifestação marcada para o dia 30, em Lisboa.



Reforma por invalidez mais difícil

Em 2008, dos 4519 funcionários avaliados pela Junta Médica da Caixa Geral de Aposentações, apenas 2422 conseguiram reforma por invalidez. Foram recusados casos por cancro, osteoporose e doenças cardíacas. Chegou mesmo a ser recusado o caso de um funcionário a quem tinha sido declarado um grau de incapacidade de 85%. Com tais critérios de avaliação, muitos funcionários públicos, bem como outros trabalhadores, são levados a desistir de apresentar pedidos de reforma. Esta é uma das razões que têm obrigado numerosos funcionários públicos a recorrer às reformas antecipadas, sofrendo com isso penalizações de 4,5% ao ano.



Enfermeiros: greve e manifestação

Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a greve do sector, no dia 12, contou com cerca de 80% de adesão, atingindo particularmente os Centros de Saúde e os Blocos Operatórios. De salientar que esta já é a terceira greve dos enfermeiros desde o princípio do ano. E aconteceu também, em Lisboa, uma grande manifestação destes trabalhadores, com mais de 5 mil participantes. Os enfermeiros têm vindo a protestar (e mostram-se dispostos a continuar a luta) contra o actual processo de renegociação de carreiras, pois as propostas do ministério representam uma desqualificação e um real abaixamento dos salários.



Diminuição dos salários reais e repartição do rendimento

Pedro Goulart

salariosqueda.jpgSegundo estimativa da Comissão Europeia, Portugal vai ter, em 2009, uma redução dos salários reais. Estes irão cair 0,4%, apesar da diminuição dos preços (cerca de 0,3%) que se prevê para este ano. E isto acontece, fundamentalmente, por causa dos inúmeros processos de lay-off (redução temporária do tempo de trabalho e respectivo corte salarial), que têm estado a ser levados a cabo por todo o país e que já atingem vários milhares de trabalhadores. Ler o resto do artigo »



Projecto de lay-off na Platex

Na Platex, fábrica de Tomar onde se produzem fibras de madeira e onde laboram 240 trabalhadores, a administração tem um projecto de lay-off e procura obter um subsídio governamental para a empresa. Os operários correm sério risco de desemprego. Agora, em plenário, os trabalhadores decidiram só retomar a produção (interrompida pela administração, com o argumento de “incapacidade financeira”) quando for apresentada uma proposta para resolver a crise na empresa e pagos os salários em atraso.



A luta de classes ganha novo fôlego

A maioria dos franceses apoia o sequestro de patrões

55% justificam os sequestros e 64% são contra as acções judiciais

Manuel Raposo

patronssequestres.jpgNo passado dia 28, o canal francês TV5 transmitiu um interessante debate intitulado “Patrões sequestrados: até quando?”. Em discussão, não apenas o sequestro de patrões e administradores, mas de uma forma geral as acções cada vez mais destemidas da parte dos trabalhadores franceses em resposta aos efeitos da crise, particularmente os despedimentos. Ler o resto do artigo »



Mais desemprego em 2009

Só nos primeiros três meses deste ano inscreveram-se nos Centros de Emprego, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, mais de 196.000 desempregados. Como os Centros de Emprego, no mesmo período, só conseguiram arranjar pouco mais 12.000 empregos, isto significa que o número de desempregados aumentou efectivamente mais de 180.000 apenas no primeiro trimestre do ano. A este ritmo, é de prever no final de 2009 uma taxa de desemprego próxima dos 12% e a ultrapassagem dos 650 mil desempregados em Portugal.



Indignados com a administração

Trabalhadores da Refer invadem sede da empresa

Urbano de Campos

refer.jpgDezenas de dirigentes e delegados sindicais da Refer – Rede Ferroviária Nacional invadiram as instalações da empresa exigindo ser recebidos pela administração. A concentração foi convocada, no dia 23 de Abril, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário. Protestava contra a recusa da empresa em negociar melhores condições salariais e contra a supressão de direitos e procurava fazer entrega à administração de uma proposta negocial. Ler o resto do artigo »



Semana de consulta dos professores

De 20 a 24 de Abril está a realizar-se uma consulta generalizada aos professores, envolvendo cerca de 1.400 reuniões por todo o país. Estão em debate as propostas do Ministério da Educação (Estatuto da Carreira Docente, Avaliação, Gestão, Concursos). Espera-se que da análise da situação resulte a adopção de uma ou várias formas de luta, propostas pela FENPROF e por várias outras organizações de professores. Vigílias, novas greves, nova manifestação nacional, tais as principais formas de luta que serão propostas aos professores, a levar a cabo no 3.º período deste ano lectivo.



Despedimentos e suspensões

A Qimonda, empresa de alta tecnologia com fábrica em Vila do Conde, despede 600 trabalhadores e suspende (lay-off) outros 800 durante seis meses. Na Coindu, a maior empresa do sector têxtil do país, com fábricas em Famalicão e Arcos de Valdevez, são mais 400 os trabalhadores colectivamente despedidos. Na Yazaki Saltano, que já em 2008 despedira 700 trabalhadores nas suas fábricas de Ovar e Vila Nova de Gaia, são agora cerca de 800 os trabalhadores suspensos durante meio ano. Mas estes, não confiando nas razões dadas pela administração, concentraram-se em protesto, no dia 17, junto à empresa.



Crise do capitalismo

Que resposta dos trabalhadores?

Manuel Monteiro

grevistas72dpi.jpgPerante a crise do capitalismo, e as suas medidas brutais sobre o mundo do trabalho, qual tem sido a resposta dos trabalhadores para se oporem a esta ofensiva?
A reivindicação principal tem sido o direito ao trabalho dentro do quadro capitalista, sem pôr em causa o sistema burguês de exploração. Esta reivindicação é acompanhada em alguns países – Inglaterra e Irlanda, entre outros – por posições chauvinistas, anti-imigrantes (“Trabalho primeiro para nós”). Ler o resto do artigo »



Vitória dos mineiros da Panasqueira

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, devido à acção dos trabalhadores, a Beralt foi obrigada a passar a efectivos 70 contratados a prazo e a realizar os indispensáveis exames médicos a trabalhadores que há anos os não faziam. Igualmente, os mineiros viram reconhecido o direito ao descanso compensatório pelas horas suplementares realizadas. Como a administração da empresa pretende retaliar pela derrota sofrida, recuando nas propostas já apresentadas, nomeadamente sobre os aumentos salariais, a luta dos trabalhadores vai prosseguir.



Mangualde: lay-off na Peugeot-Citroen

Esta empresa do sector automóvel pretende entrar em lay-off durante seis meses, depois de ter despedido 500 trabalhadores já este ano. É uma iniciativa da administração que se segue a uma efectiva perda de direitos e empregos dos trabalhadores nos últimos tempos de vida de uma fábrica que recebe apoios do Estado. Assim, parte significativa dos trabalhadores da empresa pode ser obrigada a entrar neste processo, perdendo cerca de 25% do salário. Será que esta é a última etapa de um processo que leva ao encerramento da empresa?



Vesticon: 200 empregos em risco

A administração das confecções Vesticon, no Tortosendo, concelho da Covilhã, pediu a insolvência da empresa, colocando em risco o emprego de centenas de trabalhadores.
A fábrica, que produz calças e casacos e emprega cerca de 200 trabalhadores, já tem salários em atraso e os seus principais credores são instituições públicas. Daí que os trabalhadores esperem do governo um apoio à situação critica que se vive na empresa. De salientar ainda que o concelho da Covilhã já tem hoje uma taxa de desemprego bastante elevada (12%).



Centenas de milhares de manifestantes em Itália

Dia 4, centenas de milhares de trabalhadores convocados pela central sindical CGIL saíram à rua em Roma contra a política do governo Berlusconi. Manifestavam-se por salários mais altos, por maiores apoios sociais para os reformados, por mais estabilidade para os precários e contra os cortes orçamentais na Educação. Várias personalidades políticas da oposição integraram-se nesta manifestação.



Enfermeiros em greve

Ao convocar uma paralisação para os dias 2 e 3 de Abril, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) quis, essencialmente, demonstrar a “profunda insatisfação” dos trabalhadores pela ausência de uma proposta da ministra da Saúde visando a reestruturação das suas carreiras. Nas negociações anteriormente efectuadas, Ana Jorge assumira um compromisso, que não veio a reflectir-se na nova proposta. A adesão à greve assumiu valores elevados, que se situam entre os 75 e os 95%. E as principais consequências são a paralisação dos serviços não urgentes nos hospitais (nomeadamente nos blocos operatórios) e nos Centros de Saúde. E, talvez, a luta não fique por aqui.



Irlanda: Visteon ocupada

Os trabalhadores da Visteon na Irlanda do Norte acabaram de ocupar a fábrica face à ameaça de desemprego. É importante que os trabalhadores da Visteon em Portugal conheçam mais este exemplo. Eles e todos os outros.(FOR)



Protesto na CM Lisboa

Os trabalhadores da limpeza de Lisboa estão de novo a ser alvo de ataque por parte do executivo da Câmara Municipal que tenta impor um novo horário de trabalho e a alteração do dia de descanso semanal obrigatório. Como sublinha um comunicado do Sindicato datado de 1 de Abril, a legislação obriga à consulta das estruturas sindicais e à afixação do novo horário com 7 dias de antecedência. Em violação desta disposição, a afixação foi feita na tarde de 31 de Março para aplicação a 1 de Abril. “Isto é inaceitável!”, diz o comunicado, que prossegue: “Somos homens e mulheres e não máquinas que podem ser reprogramadas em poucas horas. Respeitar a legislação é uma obrigação! Em toda a sua amplitude”.



Ataque ao MST

Um dos mais recentes ataques ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) surgiu de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Este veio acusar o Governo Federal de incorrer em “ilicitude” ao conceder verbas públicas a entidades que, como o MST, “cometem ilícitos”. Este “ataque legal” de Gilmar Mendes, fortemente apoiado pelos média e por alguns políticos brasileiros, contra o Governo de Lula, faz parte do papel de alguns magistrados ditos acima das classes e enquadra-se na continuada ofensiva dos latifundiários e gente do agronegócio contra os camponeses que lutam pelo direito à terra.



Lay-off nas Confecções Ladário

O patrão da Ladário, Fernando Queirós, que desde Janeiro não paga os salários devidos aos trabalhadores, enviou para casa 100 operárias no dia 24 de Março. E, alegando falta de acessórios para terminar uma encomenda, disse-lhes para só regressarem no dia 30. Além disso, despediu todas as trabalhadoras grávidas ou com licença de parto. Mais, sabe-se que Fernando Queirós pretende colocar todas as trabalhadoras em lay-off.



Qimonda Portugal declara falência

A Qimonda Portugal solicitou a declaração de insolvência. Lembramos que a fábrica de Vila do Conde, com quase 1 800 trabalhadores altamente qualificados, recebeu grandes apoios do Estado português. Diz a administração que o objectivo é reestruturar a fábrica e dar continuidade à produção. Mas tanto o exemplo de outros casos como juristas que se pronunciam sobre o assunto mostram que se trata do primeiro passo para a liquidação da empresa. Às loas do governo pela produção de “semicondutores de vanguarda” sucede o voto piedoso de Manuel Pinho de “tentar” recuperar o dinheiro dispendido “até ao último tostão”! Para já, quem começa a pagar são os trabalhadores cujos empregos correm sério risco.



Visteon despede e aplica lay-off

A Visteon, fábrica de componentes para o sector automóvel, em Palmela, decidiu um despedimento colectivo de 72 trabalhadores e a aplicação de lay-off a outros 35 (dos mais de 1300 trabalhadores da empresa), durante 6 meses. Mais de 70% dos despedimentos é de mulheres, que se consideram discriminadas, visto terem metido baixas devidas, sobretudo, a doenças contraídas na linha de montagem. Os operários, que se manifestaram no dia 10 de Março à entrada das instalações da Visteon, estão convencidos que a administração da empresa quer é livrar-se dos trabalhadores efectivos e, posteriormente, substituí-los por precários.



Sócrates – argumentos e instrumentalizações

Se os protestos dos trabalhadores forem mais contundentes, o governo acabará por ouvi-los

Pedro Goulart

manif13marco2009.JPGQuando Vieira da Silva desvalorizou a manifestação da CGTP do passado dia 13, dizendo que não havia alternativa às medidas do PS (“ investir mais e trabalhar com as empresas, para garantir emprego”) ou Pedro Adão e Silva afirmou que “ a manifestação de ontem é um exemplo de mobilização política do movimento sindical sem uma componente visível de conflitualidade laboral”, cumpriram o seu papel de batedores de Sócrates, preparando a opinião pública para aquilo que o chefe viria dizer a seguir sobre esta manifestação. Ler o resto do artigo »



Cavaco diz-se impotente

À porta da Câmara Municipal de Barcelos estavam várias dezenas de trabalhadores, que confrontaram Cavaco Silva com o problema do desemprego em Portugal. Entre eles, trabalhadores despedidos da Tor e da Carfer. Cavaco disse então: “deixo-vos a minha solidariedade…mas não tenho mais para dar”. Um ingénuo podia interrogar-se: para que serve um Presidente da República se é incapaz de contribuir para uma efectiva resolução deste grave problema? Mas um observador mais atento sabe que tanto Cavaco Silva como José Sócrates são co-responsáveis desta situação, dado o seu papel de gestores do actual sistema.



Leoni corta nos salários

A fábrica Leoni, de Viana do Castelo, produtora de componentes para automóveis e pertença do grupo alemão Leoni, cortou nos salários dos trabalhadores, em resultado de dois dias de paragem imposta pela própria administração no mês de Fevereiro. A empresa vai continuar a aplicar o lay-off, parando todas as sextas-feiras até finais de Julho. E o salário, que já não é alto, vai continuar a ressentir-se destas paragens. Mais uma empresa a justificar as paragens com a crise internacional e as quebras nas vendas. E é mais uma empresa a fazer chantagem e infundir medo entre os trabalhadores.



EUA: salvar os trabalhadores, não os lucros

Workers World / MV

Só depois de décadas de ataques económicos às classes trabalhadoras é que o governo capitalista vem à pressa dar uma ajuda insignificante. Estes curativos nada têm de preocupação com os trabalhadores. Destinam-se a salvar o sistema de lucro. Ler o resto do artigo »



Greves e manifestações em França

Contra o desemprego, em defesa do poder de compra, pelo aumento dos investimentos em políticas públicas, cerca de três milhões de trabalhadores, numa das maiores manifestações de sempre, participaram no dia 19 em mais de duas centenas manifestações por toda a França. Houve paralisações significativas em numerosos locais, nomeadamente nos transportes aéreos e ferroviários. Segundo uma sondagem, 80% dos franceses estavam de acordo com os objectivos destas movimentações populares. E, desta vez, foi também importante a participação dos trabalhadores portugueses emigrados, nomeadamente da construção civil e da indústria automóvel.



Cresce a dificuldade das famílias

A Deco (Defesa do Consumidor) deu a conhecer, no princípio de Março, que um número cada vez maior de famílias portuguesas não consegue pagar os serviços de água, gás e electricidade. A razão está no agravamento da sua situação económica em consequência da crise. Diz a Deco que em anos anteriores as famílias tinham dificuldade em pagar outros bens, mas não, como agora, os que são básicos.



Linha Saúde 24: protestos continuam

Dia 6 de Março, 20 enfermeiros fizeram uma paralisação de solidariedade e protesto à porta das instalações da Linha Saúde 24, pois a Linha de Cuidados de Saúde (LCS), gestora daquela, tem andado a manipular a opinião pública, dizendo que já readmitira os 7 enfermeiros despedidos por terem denunciado o funcionamento caótico (notícia por nós referida no MV 13) da Linha 24. Com esta paralisação os serviços foram seriamente afectados. Segundo Ramiro Mateus, arrogante e prepotente administrador da Linha, se os trabalhadores “fazem paralisação é porque não querem trabalhar”.



Greve geral vitoriosa em Guadalupe

Depois de 44 dias de greve geral, o LKP (União Contra a Exploração, agrupamento de 49 organizações, partidos e sindicatos) assinou um acordo com os representantes do Estado francês, terminando o movimento de protesto. As principais reivindicações foram vitoriosas: 200 euros de aumento para os salários mais baixos e uma baixa no preço dos bens e serviços essenciais. Guadalupe é um arquipélago das Caraíbas, com 450 mil habitantes e faz parte dos departamentos franceses na América. Também na Martinica, igualmente nas Caraíbas, uma greve geral por idênticas razões já dura há mais de um mês.



Editorial

A primeira medida

Uma operária com 54 anos, acabada de ser despedida, dizia à televisão em Fevereiro: “A empresa fecha, mas não fecha por minha culpa, que eu sempre dei mais do que podia”. É um resumo exacto da situação em todo o país: depois de ter sido sugada até ao tutano, a massa operária é atirada para o lado à medida que o capital se retira esperando a ocasião para novas aventuras lucrativas. Ler o resto do artigo »



Manifestação a 13 de Março

Hoje, 13 de Março, pelas 14h30, nos Restauradores, Lisboa. É uma manifestação organizada pela CGTP: pela defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, assim como pelo aumento dos salários e pensões. Os trabalhadores da Administração Pública concentram-se nas Amoreiras e os do Privado nas Picoas. Numa altura em que o capital está na ofensiva, visando a sua indispensável reestruturação, e pretende fazê-lo à custa dos trabalhadores, é preciso resistir. A tua participação é importante.



Quando não há justiça social, cresce a caridade

Manuel Monteiro

caridade.jpgDiz-se que o capitalismo está em crise, mas os capitalistas não estão. As fabulosas fortunas continuam, no essencial, intactas. A crise do capitalismo abate-se, sobretudo, sobre os trabalhadores. O desemprego cresce em ondas avassaladoras. E isto só agora começou. As grandes multinacionais anunciam milhares e milhares de despedimentos para, escudados na crise, se reestruturarem e retomarem os seus lucros fabulosos. No curso da crise surgem novas fortunas, sobretudo fortunas feitas com base na especulação e na miséria de milhões de seres que perdem trabalho e casa. Ler o resto do artigo »



Lucros máximos, salários mínimos

Lições da negociação salarial da EDP e REN

Urbano de Campos

cifrao.jpgEm meados de Fevereiro, a Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energias e Minas) acusou a EDP e a REN de quererem apressar a negociação da revisão salarial que estava em curso. A razão era fechar o acordo antes de serem conhecidos os lucros das empresas, que se imaginavam já de grande monta, evitando assim que os sindicatos ganhassem razão para maiores exigências. Os valores que estavam em causa na negociação eram bastante afastados: a comissão negociadora que representa os grupos EDP e REN propunha aumentos que iam de zero (para os escalões mais altos) a 1,6 por cento; enquanto os sindicatos exigiam 7 por cento. Ler o resto do artigo »



Encontro Nacional de Professores em Luta

Realiza-se a 14 de Março, a partir das 10h, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva.
É promovido por diversos movimentos de professores (MEP, MUP, APEDE, PROMOVA e CDEP) que se têm oposto à política de ensino deste governo. Trata-se de um encontro de professores resistentes nas escolas e que visa discutir, reflectir e dar perspectiva à luta dos professores até ao fim deste ano lectivo.



Professores fazem Cordão Humano, dia 7

No dia 7 de Março, pelas 15h, em Lisboa, a Fenprof organiza um Cordão Humano, que ligará o Ministério da Educação, a Assembleia da República e a residência oficial do primeiro-ministro. É uma manifestação enquadrada na luta dos professores contra o Modelo de Avaliação, assim como pela revisão do Estatuto da Carreira Docente. Há outras iniciativas dos professores em marcha.



Jotex em risco de encerrar?

A Jotex, fábrica de malhas, em Espinho, corre o risco de encerrar, colocando 60 trabalhadores no desemprego. O receio dos trabalhadores radica no facto de a administração ter decidido suspender o trabalho até 16 de Março e de ter retirado 21 máquinas da fábrica, com o argumento de que iria dar curso a uma reestruturação da empresa. O Sindicato dos Têxteis de Aveiro estranha a “reestruturação” e diz manter-se vigilante. A pressão dos oerários à porta da fábrica obrigou os patrões a reporem as máquinas, mas, como dizia à rádio uma trabalhadora: “Eles, assim como as tiraram uma vez, podem tentar fazê-lo segunda vez”.



Desemprego e luta dos professores

Sindicato afirma que o desemprego entre os professores é 5 vezes maior do que diz o Governo

Pedro Goulart

O governo de José Sócrates tem-se revelado useiro e vezeiro na arte de mentir. No que respeita a estatísticas (número de desempregados, número de grevistas, etc.), tanto o governo como os seus comissários políticos, têm demonstrado alguma elaboração na tortura dos números, falseando a realidade. Ler o resto do artigo »



Coindu anuncia despedimento colectivo

A Coindu, a maior fábrica têxtil do país, que emprega quase 2 000 trabalhadores, anunciou que vai proceder a um despedimento colectivo. Esta empresa, que dispõe em Portugal de unidades fabris em Famalicão e em Arcos de Valdevez, produz assentos e acessórios para a indústria automóvel e já tem procedido a várias paragens da produção desde Setembro de 2008. Ainda se desconhece o número de trabalhadores que virão a ser afectados por este despedimento.



Amoníacos de Portugal despede 152

A empresa, do grupo Mello, vai fazer um despedimento colectivo de 152 trabalhadores (dos cerca de 240) de duas fábricas no Lavradio, Barreiro. A administração justifica este despedimento com a falta de competitividade, dizendo que a produção de amoníaco e ureia em Portugal deixou de ser viável. Por outro lado, mantém a produção de ácido nítrico e nitrato de amónio (assim como a logística de amoníaco), onde ficam apenas 85 trabalhadores. E diz que esta é a única solução capaz de “a médio e longo prazo salvaguardar o futuro das restantes actividades e respectivos postos de trabalho”. O desemprego soma e segue.



Fehst em lay-off

O lay-off está na moda. Triste moda. Muitas empresas servem-se do pretexto da crise para aplicar o lay-off. A fábrica de componentes e material eléctrica Fehst, em Braga, há mais de um mês (a partir de 6 de Janeiro) que impôs este processo a 169 trabalhadores, a aplicar durante três meses. Já então a CT da empresa dava o seu parecer negativo, considerando tal processo inadequado. Desde essa altura que os trabalhadores desta empresa são obrigados a parar às segundas e terças-feiras, perdendo mensalmente 30 a 40% do seu salário.



Carfer encerra, mais 150 no desemprego

A administração da fábrica de malhas Carfer, em Esposende, anunciou no dia 6, pouco antes da saída dos trabalhadores, que no dia 9 entregava no tribunal o processo de insolvência da empresa e que esta ficava desde logo encerrada. Não tendo sido formalmente despedidos, os trabalhadores reuniram seguidamente em plenário e decidiram concentrar-se no dia 9 à porta da fábrica. São mais 150 trabalhadores no desemprego, na maioria mulheres. Entre eles estão vários casais e alguns trabalhadores que laboravam na empresa desde a sua inauguração, há 40 anos.



FrutiNatura encerra de surpresa

A fábrica da FrutiNatura, em Vila do Rei, Castelo Branco, faz parte do grupo espanhol Rocafort. Tem produzido fruta descascada e higienizada para a TAP e para diversas multinacionais. No dia 2 de Fevereiro, os cerca de 30 trabalhadores chegaram à empresa e encontraram as portas fechadas a cadeado. Apesar de saberem da situação difícil da empresa, os trabalhadores foram apanhados de surpresa. E, face à insólita situação, decidiram permanecer à porta da unidade fabril, à espera de explicações da administração.



Corticeira Amorim despede 200

Duas empresas da Corticeira Amorim, em Santa Maria da Feira, que fabricam rolhas e aglomerados compósitos, vão iniciar um processo de despedimento colectivo envolvendo quase 200 trabalhadores. O Grupo Amorim, que é líder mundial do sector corticeiro, justifica os despedimentos com a crise económico-financeira mundial e a queda nas exportações, mas os trabalhadores acham que a empresa está a aproveitar-se da situação para reduzir mão-de-obra e aumentar os lucros. Os trabalhadores marcaram uma vigília para o dia 7, em defesa dos seus postos de trabalho.



Edscha: 180 empregos em risco

A unidade fabril da Edscha, em Vendas Novas, com 180 trabalhadores, corre o risco de encerrar. A multinacional alemã Edscha, fabricante de componentes para a indústria automóvel, apresentou um pedido de insolvência para as 15 unidades de produção que laboram na Europa, incluindo Portugal. O parque industrial de Vendas Novas é dominado pelo sectores automóvel e corticeiro, dois sectores em dificuldades, o que faz prever o surgimento de graves questões sociais na região.



Crise gera onda de chauvinismo

A crise económica está a gerar, entre os trabalhadores dos diversos países, reacções nacionalistas e de rejeição dos imigrantes. Nos EUA os alvos são sobretudo os trabalhadores de origem latina, e também crescem os ataques racistas. No Reino Unido, centenas de trabalhadores têm-se manifestado contra italianos e portugueses que trabalham nas refinarias do norte do país, exigindo prioridade de emprego para os nacionais britânicos. Na Islândia, levada à bancarrota, igualmente os estrangeiros, portugueses nomeadamente, foram hostilizados. Factos que mostram a importância de travar um combate ao nacionalismo que divide as classes trabalhadoras e que as torna instrumentos do capital em crise.



Desemprego em Alcanena

Cerca de 100 trabalhadores da centenária fábrica de curtumes Constantino Mota, em Alcanena, vão pedir a suspensão dos seus contratos de trabalho, depois de a administração da empresa ter decidido pedir a insolvência. Além das elevadas dívidas à Banca, à Segurança Social e aos fornecedores (perto de 9 milhões de euros), a empresa ainda deve dois meses de salários aos trabalhadores que, neste momento, estão a passar por grandes dificuldades económicas.



Em defesa do emprego na Euronadel

A Euronadel, fábrica de agulhas para a indústria têxtil, em Abóboda, Cascais, através do director-geral e da gerência, informou os trabalhadores e a comunicação social que ia iniciar um processo de despedimento colectivo dos 182 trabalhadores da empresa. A multinacional, que tem vindo a deslocalizar a produção para outras unidades, está a tentar aproveitar a crise para liquidar a produção nesta fábrica. Os trabalhadores, que estão dispostos à luta para defender os seus postos de trabalho, concentram-se, dia 3 de Fevereiro, junto ao Ministério da Economia, onde pretendem ser recebidos.



Greve geral em França

A greve geral em França, dia 29, promovida pelos principais sindicatos, foi um protesto contra o desemprego (já este ano foram despedidos mais de 100 mil trabalhadores, no país), contra o ataque aos serviços públicos e contra o dinheiro gasto para salvar os grandes empresários e banqueiros (lá como cá), em detrimento de quem vende a sua força de trabalho. Na greve participaram muitos milhares de trabalhadores dos transportes públicos, dos aeroportos, das escolas e universidades, dos hospitais e correios, da indústria automóvel, dos bancos, rádios e televisões. Numerosas manifestações realizaram-se por todo o país, envolvendo cerca de um milhão e meio de trabalhadores.



A crise – e os pretextos que a crise dá…

A parte substancial dos despedimentos atinge a classe operária

Pedro Goulart

qimonda.jpgA parte mais significativa dos trabalhadores que estão a ficar sem emprego não são “classe média”, mas sim operários. Nem são apenas trabalhadores de fraca qualificação, como alguns pretendem, mas também em grande parte trabalhadores qualificados. Na dezena e meia de casos que abaixo apontamos, todos recentes, entre 4 500 e 5 000 trabalhadores, na maioria operários fabris, foram ou estão em risco de desemprego. Ler o resto do artigo »



Qimonda: 1 800 empregos em perigo

A Qimonda, em Vila do Conde, é uma fábrica de “chips” para computadores que, em Portugal, emprega 1 800 trabalhadores, e, em todo o mundo, cerca de 13 500. Bancos portugueses e autoridades alemãs prometeram uma solução para os problemas financeiros da empresa, mas chegaram a um impasse. Então, a empresa alemã, que já teve diversos apoios do Estado português, solicitou, em Munique, a abertura de um processo de falência. Assim, apesar de continuar a operar em Portugal a curto prazo, se não houver uma solução, mais dois milhares de operários portugueses irão para o desemprego. Operários, note-se bem, não “classe média”; e de uma empresa de elevada tecnologia, não de baixa produtividade.



Eccolet despede 180 operários

A fábrica de calçado Eccolet vai despedir 180 dos 320 trabalhadores da sua unidade fabril, em Santa Maria da Feira. Esta fábrica, pertença de uma multinacional dinamarquesa, chegou a empregar cerca de 1 700 trabalhadores no início, antes de proceder a diversas reestruturações. Segundo um sindicalista, pensa-se que a empresa pretende deslocalizar a unidade de produção para um país asiático.



Greve de trabalhadores corticeiros

Após decisão em plenário, cerca de 160 trabalhadores das corticeiras Vinicor e Subercor, começaram quarta-feira, dia 21, uma greve por tempo indeterminado, exigindo o pagamento dos salários em atraso. De salientar as dificuldades com que vivem os trabalhadores: para além dos salários em atraso, já de si baixos, verifica-se que mais de uma dezena de casais trabalham nas empresas em causa.



Greve dos professores, no dia 19

No dia 19, os professores e educadores portugueses levam a cabo uma greve:
– exigindo a suspensão do actual modelo de avaliação;
– protestando pelo clima de intimidação e ameaça instaurado pelo ME;
– em luta pela revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Salienta-se que na jornada de reflexão e luta nas escolas, promovida no passado dia 13 pela Plataforma Sindical dos professores, participaram milhares de docentes que debateram a continuidade da acção e da luta dos professores e educadores.



Direitos ou esmolas?

As Pensões e o Complemento Solidário para Idosos

Pedro Goulart

esmola.jpgO governo do PS é um governo que não respeita os direitos de quem trabalha nem os direitos de quem vive das suas pensões, respondendo habitualmente às justas reivindicações de trabalhadores e pensionistas com arrogância e prepotência. Mas, a par disto, a propaganda, a encenação e as preocupações eleitoralistas, que estão sempre presentes na actuação governamental, acabam por se traduzir, muitas vezes, em actos demagógicos, caso da atribuição do Complemento Solidário para Idosos. Ler o resto do artigo »



EUA

Operários ocupam fábrica em protesto contra encerramento

La Jornada / FK blog / MV

euaocupacaowindowsanddoors72dpi.jpgOs 260 operários da fábrica de janelas e portas Republic Windows and Doors, em Chicago, ocuparam a fábrica no dia 6 de Dezembro depois de terem sido notificados pelos patrões de que a empresa seria encerrada dentro de três dias. A razão que os patrões invocaram foi a suspensão pelo Bank of America da linha de crédito à indústria. Ler o resto do artigo »



Dia Internacional d@ Migrante

Diversas organizações de imigrantes, anti-racistas, de defesa dos direitos humanos e outras, têm desenvolvido trabalho conjunto, designadamente, na mobilização contra a Directiva da Vergonha e na manifestação do 12 de Outubro. Na sequência desse trabalho, houve no passado sábado uma reunião na Casa do Brasil em que decidiram fazer um folheto para distribuir no Dia Internacional d@ Migrante (18 de Dezembro) no metro do Chiado, em Lisboa. Os promotores convidam outras organizações a subscreverem o referido folheto (contactar a Casa do Brasil em Lisboa) e apelam a todos os que desejem ajudar na distribuição a comparecerem, no dia 18, quinta-feira, pelas 16h45 na saída do metro do Chiado.



Debate sobre a acção nos sindicatos

Francisco d’Oliveira Raposo (*)

stml3.jpgPublicámos nesta página, em 28 de Novembro, um artigo de Francisco Raposo, “Contra a privatização da recolha de lixos em Lisboa”, em que o autor dava conta da preparação da greve dos trabalhadores da Limpeza Urbana de Lisboa, que decorreu entre 8 e 11 de Dezembro. Martins, ex-sócio do STML, enviou um comentário em que perguntava “Porque é que o STML não marcou pelo menos um dia de greve para os restantes trabalhadores da Câmara?”. Francisco Raposo responde agora ao comentário de Martins. Ler o resto do artigo »



Tyco Electronics pára

A administração da multinacional Tyco Electronics, fábrica de componentes para a indústria automóvel, em Évora, decidiu parar duas semanas a partir de 19 de Dezembro. E procura obrigar os trabalhadores a gozarem agora as férias do próximo ano. A atitude da administração da fábrica, que emprega cerca de 1600 pessoas e que tem bastantes encomendas em carteira, surpreendeu os trabalhadores, pensando alguns deles que a administração está a fazer pressão para receber algum apoio dos 900 milhões de euros que o governo reservou agora para o sector automóvel. Isto, a juntar aos 23 milhões de euros de apoios que a empresa já recebeu.



Apelo de solidariedade

Contras as privatizações na CM de Lisboa

Francisco d'Oliveira Raposo (*)

Caros amigos:
Convido-vos a visitar o blogue Em Defesa dos Serviços Municipais e Públicos e a deixar o vosso comentário.
Nos últimos anos, o negócio dos resíduos sólidos (lixos) tornou-se muito lucrativo e apetecido pelo grande capital. Através da privatização de serviços de Limpeza Urbana Municipais, foram-se construindo grandes grupos nesta área, como a HIPODEC e a SUMA. Esta última faz parte da holding Mota Engil. Ler o resto do artigo »



Precisamos de uma vitória

Boas razões para dar todo o apoio à luta dos professores

Urbano de Campos

escolacadeado.jpgA intransigência demonstrada pelo governo – ao declarar apoio sem reservas à ministra da Educação num conselho de ministros extraordinário, depois de mais de 90% dos professores terem estado em greve – revela a percepção de Sócrates de que uma cedência seria uma derrota e uma derrota enfraqueceria toda a política do governo.
Mais uma boa razão para dar todo o apoio à luta dos professores. Ler o resto do artigo »



Greve dos professores

A Plataforma Sindical dos Professores, que não abdica da suspensão da actual avaliação, convocou uma greve nacional de professores e educadores para o próximo dia 3 de Dezembro. A ministra “anarquista” – como ela própria se qualifica em entrevista dada ao Público – parece cada vez mais isolada na sua política. De salientar que a elevada participação de docentes (cerca de 70 mil) verificada nas diversas concentrações realizadas de norte a sul do País, leva à previsão de uma ampla paralisação nas escolas, no próximo dia 3.



Nova greve nos CTT

Terça-feira, dia 2, os trabalhadores dos CTT começam uma greve de 4 dias contra a imposição do novo Acordo de Empresa, que lhes retira direitos adquiridos e os exclui do aumento salarial de 2,8% concedido a outros trabalhadores cujos sindicatos assinaram o referido Acordo. Esta paralisação vem na sequência de vários dias de greve e manifestações efectuadas já este ano. Segundo informação do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) “a greve abrange todos os trabalhadores dos CTT, mas será na distribuição da correspondência que ela se fará sentir mais”.



Contra a privatização da recolha de lixos em Lisboa

Trabalhadores da Limpeza Urbana da CML defendem o serviço público e preparam greves entre 8 e 11 de Dezembro

Francisco d'Oliveira Raposo (*)

cml.jpgVárias foram as falsas partidas num projecto longamente acarinhado pelos capitalistas: abocanhar os lixos da cidade, já que este é um dos sectores mais lucrativos e há especialistas que o apontam, juntamente com a água, como o “negócio do futuro”.
Mas desta vez, na sequência de várias declarações em reuniões do famigerado “Orçamento Participativo” e outras, António Costa respondeu aos munícipes que se queixavam da falta de limpeza da cidade com sinais de que haveria mudanças. E as mudanças parecem estar a chegar: António Costa, anunciou na sessão da CML de 29 de Outubro que a Baixa Pombalina vai ser adjudicada a terceiros. Motivo: falta de pessoal para todas as frentes de trabalho. E eis que aí está! Ler o resto do artigo »



Não sabemos como agradecer

Apesar da intransigência em manter a proposta de aumentos salariais dos funcionários públicos nos 2,9%, o governo mostra-se um verdadeiro mãos-largas no que respeita ao subsídio de refeição: mais 4 cêntimos e não se fala mais nisso. A generosidade do engenheiro Sócrates não tem limites.



Pastelaria Lua-de-Mel, Lisboa

Patrão despede sem aviso 30 trabalhadores

ROF (reportagem MV)

luademel.jpgA afamada pastelaria Lua-de-Mel, na Rua da Prata, em plena baixa de Lisboa, está novamente na berlinda, desta vez devido ao despedimento selvagem dos cerca de 30 trabalhadoras e trabalhadores, muitos deles com dezenas de anos de casa.
O patrão anunciou o encerramento da pastelaria para limpezas, mas os trabalhadores desconfiaram. Chegaram cedo e deram com as arcas frigoríficas e outros equipamentos a serem transportados para viaturas. Naturalmente, tentaram impedir a saída dos equipamentos e, então, a “nossa” Polícia de Segurança Pública veio, apressada, espancar os que defendiam a legalidade e proteger o patrão que levava a cabo um despedimento selvagem. Ler o resto do artigo »



Que lata!

Por ocasião do lançamento do Boletim de Outono do Banco de Portugal, fica-se a saber que o dr. Vítor Constâncio responsabiliza o “generoso regime do subsídio de desemprego” vigente pela existência do desemprego de longa duração. Não é a primeira vez que este senhor, que recebe anualmente centenas de milhar de euros como governador do Banco de Portugal e que é detentor de diversas propriedades imobiliárias e fundos de investimentos, ousa falar contra os “salários elevados” dos trabalhadores ou os “subsídios generosos” dos desempregados. É preciso não ter nenhuma vergonha na cara! É assim o capitalismo: paga muito bem à minoria que lhe dá boas razões para pagar muito mal à maioria.



Minas de Aljustrel

Que futuro para os trabalhadores?

Pedro Goulart

mineirosaljustrel.jpgEm 27 de Maio passado, José Sócrates e Manuel Pinho assistiam ao início simbólico da produção e actividade comercial das minas de Aljustrel. Com produção e comercialização sobretudo voltadas para a exportação. Na altura, foram feitos grandes encómios a esta iniciativa pelos governantes presentes. José Sócrates chegou a afirmar que este era um “investimento ideal” para o país e que estava garantido o funcionamento da mina “pelo menos por mais dez anos”. E augurou, então, um futuro risonho para a empresa e trabalhadores. Ler o resto do artigo »



Bons ventos vindos de Espanha

Trabalhadores despedidos atacam sede da Nissan

Urbano de Campos

nissanespanha.jpgNo passado dia 11, mais de um milhar de trabalhadores espanhóis desfilaram em Barcelona, desde o centro da cidade até à sede da Nissan, protestando contra o despedimento de 1680 trabalhadores da empresa, cerca de 40% dos efectivos. Sem temerem o dispositivo policial, os manifestantes atacaram o edifício com pedras, garrafas e até com as próprias barreiras metálicas que a polícia tinha colocado no local. Ler o resto do artigo »



Nova greve na Soflusa

A luta dos trabalhadores da Soflusa contra o processo de revisão salarial continua. Já nos inícios de Outubro se verificara uma greve semelhante. Luta que resulta do facto da administração da empresa não atender às questões colocadas pelos trabalhadores.
Desde as 5h da manhã (e até às 10h) desta segunda-feira, dia 3 de Novembro, foi iniciada uma nova greve de duas horas por cada turno, num processo de luta que se estende por três dias. A adesão esteve na ordem dos 100%, com os barcos parados e as bilheteiras encerradas. Como era prevista esta situação, a administração da empresa viu-se obrigada a disponibilizar transportes alternativos aos utentes.



Desemprego no Vale do Cávado

Situação pode tornar-se pior que a do Vale do Ave

Pedro Goulart

fidar09_72dpi.jpgJá, por diversas vezes, denunciámos a situação de desemprego e dificuldades várias por que têm passado os trabalhadores do Vale do Ave. Caso grave e bastante conhecido a nível nacional. Embora, e infelizmente, situações deste tipo se tenham multiplicado pelo país, cavando ainda mais fundo o já enorme fosso que, no campo do rendimento, separa ricos e pobres. Agora é a vez de falarmos sobre o Vale do Cávado – uma situação que piora de dia para dia. E que a própria comunicação social do sistema se vê obrigada a relatar. Ler o resto do artigo »



Marcha indígena na Colômbia

Mais de 8 mil indígenas iniciaram dia 21 uma marcha entre a província de Cauca e a cidade de Cali, reivindicando a posse das terras retiradas aos seus antepassados e que lhes haviam sido prometidas pelo governo de Álvaro Uribe. Protestam, igualmente, contra a violência exercida sobre as suas comunidades. A marcha conta já com adesões em mais 16 províncias. Em vez de entregar as terras prometidas, o governo enviou a polícia e o exército, que já fizeram vários mortos e feridos. Face ao carácter terrorista do governo de Uribe, é de temer o que possa acontecer aos milhares de indígenas que marcham para Cali.



Greve na Grécia

Os trabalhadores dos transportes e dos serviços públicos gregos estiveram em greve no dia 21 de Outubro contra a política económica e social do governo de direita do seu país – contra as privatizações, a austeridade salarial e a reforma das pensões. Esta greve envolveu mais de 800 mil trabalhadores, do metropolitano, dos autocarros, dos aviões, assim como dos bancos e do sector público. Estava igualmente prevista uma manifestação no centro de Atenas. Os trabalhadores gregos têm-se destacado no panorama europeu pela sua grande combatividade.



17 feridos no Rio Grande do Sul

Em 16 de Outubro, a “Marcha dos Sem”, manifestação dos sindicatos e movimentos populares do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, que tem ocorrido desde 1995 e agora contou com 5 mil participantes, foi reprimida por 400 soldados da Brigada Militar. Para impedir que o carro do som se aproximasse da sede do governo do estado, os militares lançaram bombas e feriram 17 manifestantes, a maioria na cabeça. Foram ainda agredidos três deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores (o partido de Lula) e um do Partido Comunista do Brasil (que integra a coligação governamental). Os manifestantes não arredaram pé e afinal o carro do som pôde alcançar o seu objectivo.



Fidar

Patrões e polícias apostados em enganar os trabalhadores

A.Sereno / Ursula Zangger (*)

fidar12_72dpi.jpgA empresa FIDAR integra um conjunto de empresas que gradualmente foram fechando, sem que os trabalhadores recebessem as indemnizações respectivas por parte do patronato. No que é igual a tantos casos de manipulação e desrespeito por quem se vê subjugado pelas duras leis do trabalho capitalista, a luta destes trabalhadores em concreto constitui um caso de resistência raro porque continuado no tempo e de forma, diremos, apartidária. Ler o resto do artigo »



Salários em atraso

A praga dos salários em atraso tem vindo a crescer. É o próprio ministro Vieira da Silva a reconhecê-lo no Parlamento. A Autoridade para as Relações de Trabalho detectou a existência de cerca de 8 mil trabalhadores com salários em atraso. E os outros? Um dirigente da Associação das Pequenas e Médias Empresas justifica o facto pela forte ofensiva do Fisco e o receio dos patrões perderem as empresas. Perder a empresa pode compara-se com perder o salário? E, assim, os trabalhadores ficam em último lugar, quanto a pagamentos. Claro que a próxima entrada em vigor do novo Código de Trabalho também ajuda a criar um ambiente mais favorável ao patronato, facilitando situações como esta.



A crise do capitalismo e as limitações e inconsequências do sindicalismo reformista

José Manuel Andrade Luz

Em recente artigo da responsabilidade do corpo redactorial do MV, critica-se o movimento sindical e em particular a CGTP por não dar uma maior consequência às manifestações e outras formas de luta, inconsequência essa que tem contribuído para uma maior arrogância do governo na aplicação das suas politicas anti-sociais, que têm agravado de forma drástica a situação económica e social das classes trabalhadoras. Ler o resto do artigo »



Denúncia

“Estes senhores do capital fazem o que querem de nós”

Salários na mão do patrão da Capepresso

Sérgio Gomes / MV

capepresso.jpg“Estamos já no limiar da pobreza e em grande desespero. Ajudem-nos, pois um dia poderão estar na nossa situação”. Este o apelo de cerca de 30 trabalhadores despedidos da empresa Capepresso, de Gemunde (Maia), com salários em dívida que chegam a atingir 4 mil euros; sem subsídio de desemprego porque formalmente não foram despedidos e a empresa só lhes dá os papéis se assinarem uma declaração em como não lhes deve nada; obrigados a recorrer a empréstimos informais para poderem fazer face às despesas mínimas de sobrevivência. Ler o resto do artigo »



Apoios às PME não se destinam aos trabalhadores

Mais de mil milhões de euros beneficiam pequenos e médios patrões

Manuel Raposo

camionista72dpi.jpgNo mesmo dia em que Ferreira Leite criticava o governo por não apoiar as pequenas e médias empresas, o governo destinava mais 400 milhões de euros de crédito para as ditas PME, depois de outros 750 milhões se terem esgotado em pouco tempo.
A imprensa brincou com a coincidência, dizendo, conforme a cor, ora que o PS ia a reboque do PSD, ora que as propostas do PSD eram tardias e inúteis. Mas há algo mais do que este lado anedótico. Ler o resto do artigo »



Denúncia

“Trabalho num call center

AML

Trabalho num call center da TMN em Lisboa vai para dois anos. Atendo as reclamações dos clientes do serviço de telefones móveis. Eu e todos os demais trabalhamos a recibos verdes.
Faço seis horas por dia. As pausas (para descansar, tomar qualquer coisa ou ir aos sanitários) são curtas, não mais de 10 minutos, e só as podemos fazer quando os responsáveis permitem. Apenas um número reduzido de trabalhadores, de cada vez, é autorizado a interromper o atendimento. Já me aconteceu trabalhar as seis horas seguidas sem sequer ir à casa de banho. Ler o resto do artigo »



Há mais 11 mil emigrantes portugueses na Galiza

Celestino Braga

imigracaogaliza_72dpi.JPGA União de Sindicatos de Braga (USB) assegura que os dados recentes sobre a emigração portuguesa na Galiza apontam para um crescimento de 11 mil trabalhadores em 2008, de 40 para 51 mil.
Segundo Adão Mendes, coordenador da USB, os dados obtidos junto do Instituto de Emprego galego, «contrariam a ideia de que muitos trabalhadores portugueses começariam a regressar, devido aos problemas conjunturais vividos pela economia espanhola». Ler o resto do artigo »



Greve na Função Pública

O dia de luta dos trabalhadores da função pública realizado hoje, dia 1, começou com forte adesão em muitos sectores. Em cinco hospitais de Lisboa e no INEM a greve foi a 100 por cento; e em vários outros hospitais do país as paralisações situaram-se entre 50 e 90 por cento. Também a recolha de lixo e a circulação de comboios foram afectadas desde as zero horas. Outros serviços, como escolas, centros de saúde, postos de segurança social, repartições de finanças, conservatórias, museus paralisaram também. Estão previstas concentrações e desfiles em diversas localidades levantando as exigências dos trabalhadores por melhorias salariais e contra o código do trabalho.



GNR e trabalhadores guardam bens da fiação Fidar

Celestino Braga

fidar-2_72dpi.jpgAgentes da GNR estão a guardar as instalações da fiação Fidar, em Gondar Guimarães, por ordem do Tribunal, que atendeu a um pedido dos trabalhadores. A medida tem carácter cautelar e destina-se a salvaguardar o património da empresa, surgindo depois de algumas escaramuças com a administração. Ironicamente, depois de ter sido chamada para obrigar trabalhadores despedidos da empresa de Gondar, Guimarães, a abandonar as instalações da fábrica, por solicitação da administração, a GNR efectua, juntamente com os operários – acantonados numa tenda às portas da unidade industrial – a acção de vigilância às instalações da Fidar. Ler o resto do artigo »



Enfermeiros em greve

A direcção do Sindicato dos Enfermeiros informou que a adesão à greve nacional de dois dias iniciada dia 30 se situou entre 60 e 80 por centro, com muitos serviços hospitalares e centros de saúde paralisados a 100 por cento. Dia 1 será realizada uma assembleia geral de enfermeiros para debater formas de radicalizar a luta que podem incluir mais dias de greve; e no final será feita uma manifestação-concentração diante do ministério da Saúde. Os enfermeiros exigem que 5 mil profissionais contratados a prazo passem a efectivos e reclamam a contratação de mais enfermeiros dada a sua escassez para as necessidades de atendimento à população.



Contra a perseguição aos imigrantes na Europa

Manifestação no domingo 12 de Outubro, 15h, no Martim Moniz (Lisboa)

imigrantecc72dpi.jpgEm 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá os chefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o “Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo”, aprovado no conselho de ministros de 25 de Setembro.
O Pacto proposto por Sarkozy, no contexto da presidência francesa, visa definir as linhas gerais da União Europeia nesta matéria e assenta em cinco pontos fundamentais: organizar a imigração legal, priorizando a adopção do “cartão azul”, para recrutamento de mão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão e estabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito; concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras; proibir os processos de regularização colectiva. Ler o resto do artigo »



Depois de ponderarem regresso ao trabalho

255 operários da TOR suspenderam contratos

Celestino Braga

Os 255 trabalhadores da empresa têxtil TOR, de Barcelos, analisaram, em plenário, a possibilidade de regresso ao trabalho, fazendo depender a resolução final do pagamento dos salários em atraso. A decisão definitiva foi tomada a 25 deste mês: como não receberam os seus salários, os operários recorreram ao mecanismo da suspensão do contrato de trabalho, para poderem aceder ao subsídio de desemprego. Ler o resto do artigo »



Paralisação nos STCP

Os trabalhadores do SNM (Sindicato Nacional dos Motoristas) e do STRUP (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos de Portugal) decidiram, em plenário no dia 23, paralisar os STCP (Serviços de Transportes Colectivos do Porto) a 10 de Outubro. Fazem-no como protesto contra a discriminação promovida pela empresa contra os trabalhadores do SNM e do STRUP, no acordo recentemente realizado com outros dois sindicatos. São assim os patrões – dividir para reinar. Mas o caminho certo é a luta.



Tor encerrada

Mais uma empresa que encerra. A Tor, fábrica têxtil de Barcelos, sem qualquer aviso da administração, fechou as portas e deixou 255 trabalhadores no desemprego. Em protesto, os trabalhadores concentraram-se à porta da empresa, cumprindo os horários. E reúnem, para decidir o que agora podem fazer. As condições de trabalho na empresa eram más. Quase todos os trabalhadores auferiam apenas o salário mínimo e a repressão exercia-se de diversos modos: multas para quem não atingisse as metas e, mais recentemente, até o recurso a câmaras de vigilância. São mais 255 trabalhadores que se vão juntar aos cerca de 500 mil desempregados já existentes.



Beiralã próxima da falência

A administração da Beiralã, fábrica têxtil de Seia, anunciou aos seus 208 trabalhadores que vai pedir a insolvência da empresa e que já não tem possibilidade de pagar o mês de Agosto. Assim, 150 a 170 trabalhadores, escolhidos pela administração, vão suspender os seus contratos de trabalho. Segundo o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, que parece conformado com esta saída “temporária” dos trabalhadores, se os credores não viabilizarem o plano de recuperação será decretada a falência da empresa. Ainda segundo ele, a solução apontada pela administração é um “mal menor” se, de futuro, a fábrica puder continuar a laborar apenas com 100 trabalhadores.



Camac em luta

Desde finais de Agosto que os trabalhadores da Camac (única fábrica portuguesa de pneus), em Santo Tirso, estão em greve pelo pagamento integral dos salários em atraso. E, em 9 de Setembro, cerca de 100 trabalhadores reuniram-se frente à Câmara Municipal em protesto contra esta situação. Com salários baixos e 4 meses em atraso, é fácil compreender as dificuldades económicas em que se encontram estes trabalhadores. Assim, 130 já tiveram que suspender os contratos de trabalho com a empresa, como forma de receber o subsídio de desemprego. Quem sabe, talvez seja outro “mal menor”…



Monstros

Ex-patrão dos patrões propõe reduzir salários reais dos trabalhadores em 30%!

Faria de Almeida *

A receita é conhecida. Quando a economia, estatal ou empresarial, está em dificuldades, as primeiras medidas incidem sobre os trabalhadores e os salários. Reduzir custos é a fórmula garantida, mas sempre com enfoque imediato sobre o custo da mão-de-obra. Despedir, reduzir direitos de quem trabalha, com o crescimento da precariedade em primeira linha, cerceando as reivindicações e aumentando a subserviência, colocar os trabalhadores em limbos com a rescisão em pano de fundo, são os principais, quase sempre os únicos, factores escolhidos pelos gestores. Ler o resto do artigo »



Mensagem de um trabalhador da Multivending

“Em meu nome e de todos os meus colegas, quero agradecer o apoio de todos os que estão connosco nesta luta que estamos a travar com a administração da Multivending – administração esta constituída pelo Dr. José Mendonça, Dr. Mário Pinto, Dr. Caetano Beirão da Veiga, Dr. Carlos Beirão da Veiga e Dr.ª Isabel Silveira (que por sinal é esposa do Dr. José Mendonça).
Até à data de hoje, ainda não houve da parte de nenhum destes senhores qualquer palavra para com os trabalhadores, que estão à porta da empresa desde o dia 1 de Agosto, sem saberem o que o futuro lhes reserva.
Um muito obrigado a Manuel Monteiro. Um abraço a todos (em especial aos meus colegas de luta).
Paulo Reis” Ler o resto do artigo »



Greve na Soflusa

Uma greve dos trabalhadores da Soflusa, iniciada em 1 de Setembro e que se prolongou pelos dias 2 e 3, registou elevada taxa de adesão e afectou seriamente os transportes fluviais entre o Barreiro e Lisboa. Só com transportes alternativos foi possível minimizar a situação. Segundo o Sindicato, a greve foi convocada por não ter havido acordo com a empresa sobre a revisão salarial para 2008. Os trabalhadores vão agora reunir para decidir novas formas de luta. Entretanto, o Ministério do Trabalho já convocou a empresa para uma primeira reunião de conciliação.



Dossiê sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto, Brasil

“Construir formas colectivas e solidárias de existência e organização”

Manuel Raposo

lizanda.jpgDesde há uma década que o MTSTdesenvolve, nas periferias de algumas das grandes cidades brasileiras, acções de ocupação de terrenos desafectados para aí instalar casas de trabalhadores e de desempregados que não têm tecto (ver dossiê do MV 4 e notícia sobre o MTST publicada neste site em 30 de Julho). Centenas ou mesmo milhares de famílias participam nestas acções que chocam com os interesses dos proprietários e fazem movimentar políticos e poderes policiais locais e nacionais.
Sobre o assunto, entrevistámos Lizandra Guedes, activista brasileira do MTST, por ocasião da sua passagem por Lisboa, onde participou numa sessão organizada em Julho pelo MV. Ler o resto do artigo »



Denúncia

Negócios escuros em torno do vending

Leitor identificado

vending.jpgOs agora administradores da MultiVending foram no passado sócios e representantes de empresas ligadas ao mesmo sector. Iniciaram-se no vending com uma empresa chamada Vendingportugal (quiçá até antes). Depois da dissolução dessa sociedade, apareceram à frente da Autocafé, Lda. Se pesquisarem no Google a palavra “autocafé”, uma das primeiras opções da lista reencaminhar-vos-á aos Contribuintes Colectivos Devedores entre 100 mil e 500 mil euros, pelo que não creio estar longe da verdade. Ler o resto do artigo »



GM poupa

A General Motors (GM), transnacional com sede nos Estados Unidos e que fechou a sua fábrica de automóveis na Azambuja, prevê encerrar mais quatro unidades no mundo até 2010. Esta uma das medidas com as quais a empresa visa poupar mais de 6 mil milhões de euros nos próximos anos. A GM planeia reduzir em 20% os custos com a força de trabalho, e vai adoptar uma outra medida bem significativa do tipo de relação que o capital mantém com a força de trabalho que explora: os reformados com mais de 65 anos deixarão de ter direito a assistência médica gratuita – ou seja, quando a força de trabalho, como mercadoria que é, deixa de lhe ser útil, o capital não se preocupa já em mantê-la em boa forma.



A fantasia e a dura realidade

Seiscentos dos 2.300 empregados dos três hotéis da Disneylândia da Califórnia, que se considera “o lugar mais feliz do mundo”, manifestaram-se em frente das instalações da empresa contra os novos contratos de trabalho, que incluem discriminações salariais e seguros de saúde incomportáveis. Os manifestantes, sob o olhar atónito de milhares de turistas, envergavam trajes das principais personagens do mundo Disney. Desfilaram, cantando e empunhando cartazes. Os patrões não gostaram nada, e a polícia também não. Resultado: o Rato Mickey, a Gata Borralheira, o Peter Pan, a Fada Sininho e outros acabaram por ser presos, algemados e levados para a esquadra. (ver fotos do incidente aqui)



Encerrou a Fidar

Enquanto José Sócrates propagandeia o aumento de emprego, numerosas empresas vão encerrando. Desta vez foi a têxtil Fidar, em Guimarães. São mais 300 operários para o desemprego. E a fábrica encerrou sem satisfazer os seus compromissos com os trabalhadores, que deixou sem subsídios e sem férias. Entretanto, deu entrada no tribunal judicial de Guimarães um pedido de insolvência da empresa, requerido pelos operários, com vista a garantirem os seus direitos. Como precaução, os trabalhadores não arredam pé das instalações fabris. E a União dos Sindicatos de Braga vem lembrar que nos últimos meses já foram extintos cerca de 7 mil postos de trabalho na região.



UGT – quem defende, afinal?

Manuel Monteiro

Pedro Jorge é operário electricista. Trabalha na Cerâmica Torreense. No dia 28 de Janeiro deste ano, foi ao programa “Prós e Contras” e atreveu-se a denunciar a empresa onde trabalha, porque há anos que não é aumentado (desde 2004) ganhando um salário ilíquido (sem descontos) de 541,2 euros.
A toda-poderosa empresa moveu-lhe um processo disciplinar e, na sua conclusão (agindo como juiz em causa própria), aplicou ao trabalhador uma suspensão de 12 dias. Até aqui tudo certo – ou seja, tudo conforme a lei do quero, posso e mando. Ler o resto do artigo »



Duplo emprego e duplo emprego

Segundo dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de trabalhadores que em Portugal desempenham uma segunda actividade atingiu 342 mil no segundo trimestre de 2008, o valor mais alto dos últimos 10 anos. Estas centenas de milhares de trabalhadores vêem-se obrigados a ter uma segunda actividade para poderem sobreviver, atendendo aos miseráveis salários que recebem. Será que este número do INE também inclui as poucas centenas de administradores de empresas públicas e privadas, que, do lado oposto da escala social, ocupam múltiplos cargos com enormes ordenados e, ao fim de alguns anos, se retiram com reformas milionárias?



Há um mês em greve da fome

O Ministério da Educação argelino abriu concurso para 27 mil colocações mas excluiu desse concurso os professores eventuais actualmente sem trabalho. Meia centena destes decidiram entrar em greve da fome em meados de Julho, reivndicando a integração no quadro de professores. No dia 4 de Agosto, após 21 dias de greve, 28 deles foram hospitalizados de urgência em estado comatoso. No dia 11, a polícia de Argel dispersou pela força uma concentração de apoiantes junto à Presidência da República. Os grevistas da fome declararam-se decididos a “ir até ao fim”. Sindicatos franceses e espanhóis estão solidários. O silêncio do governo argelino é total. O dos sindicatos portugueses também.



O governo sul-coreano vinga-se do “Movimento das Vacas Loucas”

Loren Goldner

coreiaprotestos.jpgEm 25 de Julho o governo da Coreia do Sul emitiu mandatos de captura contra os dirigentes sindicais, entre eles o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Confederação Coreana dos Sindicatos (CCS), bem como dirigentes de sindicatos filiados na Confederação [ver artigo recente neste site Governo sul-coreano persegue dirigentes sindicais]. Ler o resto do artigo »



Aproveitando as férias de Agosto

Governo sul-coreano persegue dirigentes sindicais

LabourStart / MV

coreia1.jpgHá cerca de dez dias o governo sul-coreano de Lee Myung-bak emitiu mandatos de captura contra dirigentes do movimento sindical. Entre as pessoas incriminadas figuram o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Confederação Coreana dos Sindicatos (CCS) e dirigentes dos sindicatos nela filiados. Ler o resto do artigo »



32 trabalhadores despedidos

O Primeiro de Janeiro tem edição ilegal

Rui Pereira / Rui Ferreira

Após dois meses de salários em atraso, o despedimento ilegal dos jornalistas e outros trabalhadores e um reinício clandestino da edição, às mãos de redactores de um outro órgão de comunicação do grupo, O Primeiro de Janeiro, título com 140 anos de vida na imprensa portuguesa e portuense, tornou-se um exemplo emblemático da selvática gestão capitalista da comunicação social. Ler o resto do artigo »



Multivending: trabalhadores resistem

O patrão da Multivending (ver notícia ao lado) entrou ontem nas instalações da firma e tentou sair, protegido pela polícia, com dinheiro que estava no cofre da empresa, cerca de 20 mil euros, ao que se julga. Mas os trabalhadores que faziam piquete formaram cordão e disseram que ele podia sair mas o dinheiro ficava. Perante a determinação mostrada, o patrão teve que deixar o dinheiro no cofre, o que para já representa uma pequena vitória. Entretanto, a SIC Notícias passou imagens no noticiário das 20 horas, facto que animou os trabalhadores por verem que a luta está a ser conhecida.



Poupar nos subsídios de desemprego

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) costuma usar várias artimanhas para atenuar os números oficiais do desemprego e reduzir o montante dos subsídios que paga aos desempregados. Em auditoria da Provedoria de Justiça (que a CGTP agora divulgou) denuncia-se a situação de vários desempregados que perderam os respectivos subsídios, por, tendo sido convocados por carta, não comparecerem nos centros de emprego, devido a não terem recebido as notificações. E como nem sempre é fácil provar que não se recebeu…Fosse por falha dos correios ou por outra qualquer, o certo é que o MTSS fica a poupar nos subsídios.



Abóboda, Cascais

Trabalhadores da Multivending exigem pagamento de salários atrasados desde Novembro

Manuel Monteiro

Novos dados: Patrão impedido de sair com dinheiro da empresa. Ver na coluna ao lado Multivending: trabalhadores resistem.

multivending3_reduz.jpgO Mudar de Vida esteve com os trabalhadores da Multivending que cercam as instalações da empresa, situadas na rua Alfredo da Silva, na Abóboda, perto de Cascais. O ramo de actividade da empresa é o chamado “vending”, isto é, coloca máquinas de café e de sandes nos locais de trabalho. Os cerca de 40 trabalhadores estão em luta porque, desde Novembro do ano passado, têm ordenados e subsídios em atraso. A divulgação e o apoio às suas exigências são muito importantes, pois, como salientou um dos trabalhadores que falaram para o MV, “se ficarmos reduzidos à nossa pouca força e ao silêncio, poucas hipóteses teremos”. Ler o resto do artigo »



Actividade do Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto divulgada numa sessão em Lisboa

mtst_72dpi.jpgO Mudar de Vida levou a cabo em Lisboa, na tarde do passado dia 27 de Julho, um encontro em que foi divulgada a actividade do Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto, do Brasil. A exposição esteve a cargo de Lizandra Guedes, uma activista do Movimento que se encontrava em Portugal na altura e que explicou os propósitos e as acções concretas do MTST, ilustrados depois com a projecção de alguns vídeos. Ler o resto do artigo »



Câmara do Porto: como resistir à privatização da recolha do lixo?

José David Gregório, trabalhador da Administração Local

lixoporto.jpgA Câmara Municipal do Porto discute hoje uma proposta de concessões da Recolha de Resíduos Sólidos da Cidade. A proposta contempla a GSC – Compañia General de Servicios y Construcción, SA e outra a SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, SA. A velha receita continua a funcionar: primeiro deixa-se degradar serviços, não se investe nem se planeia: depois aparecem os “salvadores” que vão ajudar a autarquia/Estado a controlar o défice e “reduzir” as despesas. O problema é que a recolha de resíduos se tornou num negócio de milhões e as empresas não trabalham para a satisfação do bem público mas para a obtenção de lucro. Ler o resto do artigo »



As maravilhas do capitalismo global

João Bernardo

Publicámos recentemente uma notícia e uma Breve acerca da utilização do trabalho de menores por empresas subcontratantes que produzem para o grupo Zara. Tendo em vista o público leigo, os administradores das grandes firmas elaboram códigos de conduta e emitem comunicados onde dizem desconhecer o que se passa e lavam as mãos do assunto.
Na realidade eles sabem muito bem quais são as condições vigentes nas subcontratantes, porque no actual modelo económico as empresas principais exercem um controlo rigoroso e permanente tanto sobre a tecnologia usada pelas subcontratantes como sobre os sistemas de trabalho a que estas recorrem; se não fosse assim, as próprias empresas principais entrariam em colapso, já que a sua actividade depende do fluxo produtivo das subcontratantes. Ler o resto do artigo »



Trabalho infantil alimenta o império Zara

Pedro Goulart

zara_felgueiras_72dpi.jpgA Cunha & Alves Lda é uma empresa de confecções de Paços de Ferreira que emprega cerca de 150 trabalhadores e que utiliza trabalho infantil no vestuário que fornece à Zara, uma das marcas do grupo Inditex. Quando recentemente a Autoridade para as Condições do Trabalho fez uma fiscalização a esta subcontratada da Inditex, os responsáveis da empresa tentaram que dois menores de 14 e 15 anos que lá trabalhavam na altura escapassem aos inspectores. Ler o resto do artigo »



Mais um despedimento colectivo feito à margem da lei

Perto de 160 trabalhadoras têxteis postas na rua da noite para o dia

Urbano de Campos

soniadelaunay72dpi.jpgA empresa têxtil Meneses e Pacheco (Vila Verde, Braga) encerrou em 15 de Julho enviando os perto de 160 trabalhadores, na maioria mulheres, para o desemprego. Este desenlace seguiu-se a quatro dias de paralisação em que as operárias montaram vigília permanente na fábrica impedindo a saída de produtos acabados. Como em muitos casos semelhantes, a empresa mantinha uma actividade contínua e dispunha de encomendas suficientes para prosseguir a laboração. Ler o resto do artigo »



Encontro de inflexíveis contra o trabalho precário

Renato Teixeira

precariosnosquerem.jpgRealizou-se no domingo passado, no teatro da Comuna em Lisboa, um encontro de trabalhadores precários, promovido pelos Precários Inflexíveis, sob o lema: “Não há acordo para a precariedade”. Respondeu à chamada meia centena de pessoas, na sua maioria jovens, de diferentes áreas laborais e inseridos em diferentes tipos de plataformas de acção política e sindical. Ler o resto do artigo »



Estado social e assistência pública

Menos subsídios de desemprego, mais sobre-exploração, mais economia paralela

Pedro Goulart

economiaparalela72dpi.jpgA existência actual e oficial de mais de 430 mil desempregados (embora a realidade seja bastante mais grave do que os números oficiais) conduz-nos a uma série de interrogações. Como é que a estes 430 mil desempregados correspondem apenas 250 mil subsídios de desemprego (números também oficiais, referentes ao primeiro trimestre de 2008)? E às outras quase duas centenas de milhar de desempregados, o que lhes acontece? Dão-lhes dinheiro para montarem uma empresa? Dão-lhes o Rendimento Social de Inserção? Dão-lhes a Remuneração Mínima Garantida? Ou, simplesmente, sugerem-lhes que vão roubar? Ler o resto do artigo »



Milhares na rua em 28 de Junho

Manifestações em todo o país contra o governo e as leis laborais

manifporto28junho.jpgEm mais de 20 cidades em todo o país os trabalhadores saíram à rua em protesto contra a reforma das leis laborais, promovida pelo patronato e pelo governo do PS e apoiada pela direcção da UGT.
Dezenas de milhares de trabalhadores manifestaram o seu repúdio por umas leis crescentemente favoráveis aos capitalistas (que já falam na necessidade de se ir ainda mais longe nesta legislação) e expressaram a vontade de prosseguir a luta contra o patronato e o governo de José Sócrates. Ler o resto do artigo »



Teviz, Textil de Vizela

Quase 300 trabalhadores em risco de desemprego

Pedro Goulart

teviz72dpi.jpgMais uma fábrica falida a juntar à já longa lista de empresas que nos últimos tempos têm passado por idêntica situação. E é o emprego de 270 trabalhadores que está em causa.
Este é mais um caso de uma administração ruinosa (ou os empresários terão outros planos?) pois, apesar de a empresa estar a trabalhar em pleno, com os trabalhadores a fazer horas extraordinárias e de haver encomendas ainda para vários meses, chegou-se a esta situação. E os trabalhadores têm estado a receber os salários “a prestações”, tendo várias vezes, no decurso dos últimos meses, recorrido à greve em defesa dos seus direitos. Ler o resto do artigo »



Greve feita por mulheres, na Chapelaria, em 76

“Trabalho igual, salário igual”

Liliana Guimarães / Jornal LABOR

chapeleiras72dpi.jpgNo terceiro aniversário do museu [o Museu da Chapelaria, em S. João da Madeira] celebram-se também os 32 anos de uma greve muito especial. “Trabalho igual, salário igual” foi o mote que levou as mulheres a fecharem a Empresa Industrial de Chapelaria durante dois dias.
A história foi contada ao LABOR por Deolinda Silva, 54 anos, antiga chapeleira. Tinha 22 anos quando, grávida de oito meses, liderou a revolta das mulheres mais jovens da fábrica. A Pequena, como era conhecida na altura, por empregados e patrões conta a história das mulheres que queriam ganhar tanto como os homens. Ler o resto do artigo »



Plenário do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa

Trabalhadores exigem melhoria das condições de trabalho

Manuel Monteiro

plenariostml72dpi.jpgRealizou-se hoje, dia 25, um plenário do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. A reunião decorreu em plena Praça do Município e teve a presença de um número significativo de trabalhadores, na sua maioria ligados ao sector da limpeza.
A finalidade do plenário era discutir os antigos problemas de segurança, higiene, e saúde com que os trabalhadores se debatem, assim como a falta de material para executar as tarefas de limpeza e recolha do lixo: luvas, botas e fatos.
Foram aprovadas duas moções. A primeira exigindo às chefias que resolvam os problemas acima referidos. A segunda apelando aos trabalhadores para que participem na jornada de luta convocada pela CGTP para o próximo dia 28. Ler o resto do artigo »



«O ministro não sabe pescar»

Pequenos armadores de Quarteira em luta

M. Costa / F. Cabral

Fomos a Quarteira, em pleno lockout dos armadores (a que a comunicação social chamou «greve dos pescadores»). Pescadores, empregados e patrões, juntavam-se indistintamente no largo entre a lota e a Praça do Peixe, de atalaia, com o objectivo de impedir que aí fosse descarregado peixe encomendado pelos comerciantes para tentarem boicotar a sua luta. Pedimos para falar com pescadores: das duas primeiras vezes, dirigiram-se a nós pequenos armadores. Para conseguirmos entrevistar um pescador operário, tivemos que explicitar que gostaríamos de falar com pescadores «que só fossem empregados». Ler o resto do artigo »



O que está em jogo no protesto dos pescadores e dos camionistas?

camionistas3_72dpi.jpgNa luta dos pescadores e agora dos camionistas misturam-se interesses distintos de patrões, de trabalhadores por conta própria e de assalariados. De resto, os termos gerais usados pela comunicação social para designar os intervenientes – “pescadores” e “camionistas” – mascara as diferenças sociais presentes no protesto. E o termo “greve” mascara também o facto de se tratar sim de um lockout dos patrões da pesca e dos transportes rodoviários com o apoio dos trabalhadores propriamente ditos. Ler o resto do artigo »



Como a empresa estatal Parpública se livrou de responsabilidades

Comentário ao artigo “A liquidação da Cerâmica da Portela” (MV, 25 de Fevereiro)

Alice Marques

Falta acrescentar no relato apresentado, uma questão importante: a Comissão de Trabalhadores de Fábricas Mendes Godinho questionou diversas vezes a Administração sobre este duvidoso negócio [a venda da empresa à Certomar-Cerâmicas] tendo em conta os prejuízos sérios que traria aos trabalhadores afectos à actividade de cerâmica, pois seriam “absorvidos” pela nova empresa, sem serem indemnizados por FMG, ou garantidos os seus direitos de antiguidade. Ler o resto do artigo »



“Inadaptação”, alçapão para os despedimentos

António Louçã

Bem podem os patrões queixar-se de que a montanha pariu um rato e de que todas as promessas de “flexi-segurança” se reduziram à figura jurídica do despedimento por inadaptação a inovações tecnológicas. Representam desse modo aquela rábula sacramental dos descontentes, que não investem porque não lhes dão condições e que fariam desta economia um oásis de prosperidade se em tudo obtivessem satisfação. Ler o resto do artigo »



Mais trabalho precário com o novo código laboral

E aumento dos lucros dos patrões

Pedro Goulart

precario1_72dpi.jpgComo se esperava, na linha daquilo que tem sido a política do governo de José Sócrates e na continuidade da orientação resultante do Livro Branco das Relações Laborais, as normas e as alterações ao Código do Trabalho que o PS pretende fazer passar na Assembleia da República são, no essencial, favoráveis aos interesses do patronato e lesivas dos interesses das classes trabalhadoras. Ler o resto do artigo »



Desigualdades, pobreza e exploração

Pedro Goulart

Segundo um relatório da União Europeia, Portugal é o país com mais desigualdade na distribuição de rendimentos no conjunto dos 25 países da Comunidade. Em 2004, havia em Portugal 957 mil pessoas a viver com 10 euros por dia, entre as quais cerca de 230 mil com menos de 5 euros. E também há as notórias desigualdades internas entre regiões e entre homens e mulheres. Ora, por aquilo que se conhece no que respeita ao agravamento do fosso que separa ricos de pobres em Portugal, de 2004 para cá a situação ainda deve estar bem pior. Ler o resto do artigo »



Brasil: gangsterismo nos sindicatos dos transportes

MV / Conlutas

Em quase todo o Brasil os motoristas e os cobradores de autocarro trabalham, para além da tradicional jornada de 8 horas, muito tempo extra, chegando a 16 ou até em casos extremos 20 horas diárias. Várias empresas de autocarro instalam colchões onde os trabalhadores dormem. E tudo por um salário mensal equivalente, no máximo, a 330 euros. A maior parte dos sindicatos deste sector nada faz pelos trabalhadores; em vez disso associam-se aos patrões e desmobilizam as greves. Ler o resto do artigo »



Também no Japão

Um terço dos japoneses vive de trabalho precário

João Bernardo

operariosjaponeses_72dpi.jpgTerminada a segunda guerra mundial, o Japão, ocupado pelos vencedores norte-americanos, era um país em escombros e onde as forças políticas de esquerda tinham peso e existiam sindicatos combativos. Para reforçar os sindicatos reformistas e evitar o perigo revolucionário instituiu-se o hábito de proceder a negociações anuais entre os sindicatos e as maiores empresas, em que se estabeleciam os aumentos salariais, tomados depois em consideração pelas restantes firmas. Estas negociações anuais, juntamente com o emprego vitalício garantido a numerosos trabalhadores e as promoções por tempo de serviço, constituíam a base do pacto social em que assentou a considerável estabilidade daquele país. Ler o resto do artigo »



“O outro lado da moda”(*)

500 despedimentos no sector têxtil de Barcelos, só no primeiro trimestre do ano

Urbano de Campos

vilorbarcelos_72dpi.jpgNo final de Abril, mais uma empresa têxtil de Barcelos, a Vilor, fechou as portas mandando para o desemprego 67 trabalhadores. Uma semana antes, uma outra empresa dos mesmos patrões, a Lor & Lor encerrou igualmente despedindo 33; e mais duas, a Districelus e a JSL, fecharam também e despediram 20 trabalhadores cada uma.
Invocando “falta de condições para laborar”, os proprietários da Vilor e da Lor & Lor anteciparam as férias dos trabalhadores – não certamente para lhes conceder esse direito mas para não os ter por perto quando fosse anunciado o encerramento que todos já anteviam. Ler o resto do artigo »



Como a “reforma do Estado” dá dinheiro a ganhar

INA e privados facturam milhões em "cursos" e "acções de formação"

Urbano de Campos

siadap_72dpi.jpgO Instituto Nacional de Administração (INA), que pertence ao ministério da Economia, está a organizar acções de formação sobre a avaliação de desempenho dos professores. O curso custa 200 euros por pessoa. Como se pode ver no respectivo site, do total de nove acções de formação previstas, quatro já estão esgotadas. Em cada uma podem participar no máximo 25 professores, o que significa que só nestas quatro o INA arrecadou 20 mil euros. A Fenprof acusa o Governo de «fazer negócio à custa dos professores». Ler o resto do artigo »



Greve na cervejeira Cintra

Os operários, na maioria jovens, concentraram-se em protesto na entrada da empresa

Pedro Goulart / Urbano de Campos

Os trabalhadores da cervejeira Cintra, em Santarém, estiveram em greve de três horas por turno, em 30 de Abril. Protestam contra a falta de actualização salarial desde há 7 anos e contra a insegurança dos postos de trabalho. A greve responde também à interrupção, pelos patrões, da negociação do Acordo Colectivo de Empresa, que estava em curso. Ler o resto do artigo »



Greve na British Petroleum: um «dia triste»?

A primeira paralisação de uma refinaria britânica em mais de 70 anos

João Bernardo

Em protesto contra as alterações introduzidas no sistema de reformas, cerca de 1.200 trabalhadores da única refinaria de petróleo da Escócia iniciaram a 27 de Abril uma greve de 48 horas, que obrigou a British Petroleum (BP) a fechar o oleoduto por onde passa 30% da produção diária de petróleo no Mar do Norte. Tratou-se da primeira paralisação de uma refinaria britânica em mais de 70 anos. Ler o resto do artigo »



FERVE e Precários-Inflexíveis calados no “Prós e Contras”

A precariedade é uma bomba-relógio social que acabará por rebentar nas mãos dos que dela se aproveitam

João Pacheco, jornalista, membro dos Precários-Inflexíveis

precarios_72dpi.jpgFoi divertido ir ao programa “Prós e Contras” de segunda-feira. Passo a explicar: fui convidado a ir ao dito programa, para falar em nome dos Precários-Inflexíveis. Quando cheguei ao local (Casa do Artista, na Pontinha) conduziram-me aos camarins e disseram-me, numa escada de acesso, que afinal não iria falar. Havia muita gente para intervir e a apresentadora teria decidido que falaria apenas um dos representantes de um dos movimentos anti-precariedade, no caso o movimento FERVE (Fartos/as d’Estes Recibos Verdes). Ler o resto do artigo »



Delphi e Yasaki

Quase mil operários despedidos em empresas de alta tecnologia

Afinal nem só a baixa qualificação é pretexto para despedir

Pedro Goulart

yazaki_aveiro_72dpi.jpgContinua a onda de encerramentos e deslocalizações. As multinacionais chegam, recebem facilidades e subsídios e exploram o que podem. Depois, abalam e vão explorar para outras paragens. Quase um milhar de trabalhadores para a rua é o que prometem a Delphi e a Yasaki. Ler o resto do artigo »



Por subidas salariais e direitos iguais

Trabalhadores ferroviários manifestaram-se em Lisboa

Pedro Goulart

ferroviarios.jpgNa tarde do dia 1 Abril, realizou-se na Estação do Rossio, em Lisboa, uma manifestação dos trabalhadores do sector ferroviário, convocada pelas comissões de trabalhadores da CP (Caminhos de Ferro Portugueses), REFER (Rede Ferroviária Nacional) e EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), assim como por vários sindicatos do sector. Os manifestantes dirigiram-se depois ao ministério das Obras Públicas onde apresentaram as suas reivindicações. Ler o resto do artigo »



28 de Março, 14:30h, Lisboa (Rossio)

Manifestação nacional de jovens contra o trabalho precário

Urbano de Campos

Tem lugar em Lisboa uma manifestação nacional de jovens trabalhadores promovida pela CGTP. Sob a palavra de ordem Lutar para Garantir a Estabilidade, a acção tem por alvo combater o trabalho precário nas suas diversas formas.
No nosso país, existem quase 900 mil trabalhadores assalariados com vínculos precários, não se incluindo neste número os casos de recibos verdes que encobrem regimes de trabalho permanente. Entre os assalariados jovens (dos 15 aos 34 anos) mais de 35% são precários. Ler o resto do artigo »



A “ética” e o lucro

Pedro Goulart

Da Carta Reivindicativa aprovada no XI Congresso da CGTP fazem parte, entre outras exigências, a revogação das normas gravosas do actual Código do Trabalho e a rejeição da flexi-segurança contida na proposta do Livro Branco das Relações Laborais; a defesa da contratação colectiva e das convenções colectivas; o combate à precariedade de emprego e ao desemprego; a promoção da igualdade no trabalho, com combate a todas as discriminações; a melhoria da Segurança Social; o investimento na Educação Pública e no Serviço Nacional de Saúde. Ler o resto do artigo »



A reconstrução do sindicalismo brasileiro

Paulo Marques, professor e dirigente sindical

sindicatosbrasil.JPGNo Brasil, o Partido dos Trabalhadores, de Lula, representa a elite de capitalistas sindicais que está a colonizar o aparelho do Estado com seus quadros gestoriais, convertendo-se em poderosa máquina de gestão da crise capitalista a serviço das grandes empresas. O golpe foi justamente colocar no poder a burocracia sindical, que ascendeu através da luta popular contra as reformas neoliberais, para continuar e radicalizar tais reformas. O PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), e outras centrais sindicais, viraram os cães de guarda do Capital, ao congelar as lutas dos trabalhadores, com seu sindicalismo burocrático, assistencialista e reformista. Ler o resto do artigo »



Cresce a luta de massas, mesmo em condições adversas

Pedro Goulart

manifprofsabaixo_72dpi.JPGApesar da manipulação, da prepotência e da repressão do governo, do patronato e das polícias, as lutas dos trabalhadores e de diferentes camadas da população prosseguiram ao longo destes dois meses de 2008.
Terminamos Fevereiro com uma greve dos CTT pela redução da carga horária e contra a diminuição do número de dirigentes sindicais; e com os trabalhadores do serviço de limpeza da Câmara Municipal de Lisboa exigindo melhores condições de trabalho e ameaçando também voltar à luta. Ler o resto do artigo »



Venham mais cem mil

Depois da grande manifestação dos professores, greve nacional da Função Pública a 14 de Março e jornada de luta dos jovens contra o trabalho precário a 28 de Março

Renato Teixeira

manifprofs_72dpi.JPGAs mobilizações e os protestos que se tinham já feito sentir um pouco por todo o país materializaram-se de forma impressionante no passado sábado, 8 de Março. Dos 160 mil professores que existem cerca de dois terços vieram protestar nas ruas de Lisboa. Não há memória de uma percentagem tão grande de um dado sector envolvido num protesto. Ler o resto do artigo »



GNR agride grevistas em Sines

Uma manifestação de apoio aos trabalhadores da Etar de Sines, há cerca de um mês em greve, foi atacada, no dia 6 de Março, pela GNR tendo sido detido um dos manifestantes. Os trabalhadores, que contam com o sindicato da Química e com os presidentes das câmaras de Sines e Santiago do Cacém, lutam por um aumento salarial mínimo de 800 euros e por condições de segurança no trabalho, uma vez que lidam com lamas oleosas e resíduos industriais perigosos. O piquete de greve, defendido pelos populares e atacado pela GNR, procurava impedir a entrada de camiões na Etar para furar a greve. Das bastonadas da GNR (que, mais uma vez, “estava ali para cumprir ordens”) resultaram ferimentos em vários trabalhadores.



Tráfico de imigrantes clandestinos africanos praticado por navios portugueses

MV/Lusa

Cinco portugueses, o capitão e tripulantes do navio ”Albimar”, e mais um estrangeiro não identificado, estão em prisão preventiva nas Canárias por terem transportado e tentado introduzir em Espanha onze imigrantes ilegais provenientes da Guiné-Bissau e da Mauritânia. Ler o resto do artigo »



“Temos de virar a revolta contra quem nos explora”

Entrevista com Timóteo Macedo, dirigente da Solidariedade Imigrante

timoteomacedo_72dpi.jpgNa preparação do dossiê sobre imigração publicado no último Mudar de Vida (edição em papel, de Fevereiro) entrevistámos Timóteo Macedo, dirigente da Solidariedade Imigrante, associação que presta apoio aos imigrantes no nosso país.
Diz o nosso entrevistado: “São os patrões que já não querem empregar os portugueses, nem os imigrantes legais. Querem a imigração indocumentada fragilizada, ilegal, para poderem praticar esse sistema dos negreiros e da escravatura moderna. Os patrões seleccionam, de acordo com a lógica do lucro. Os imigrantes não vêm roubar coisa nenhuma. Há trabalho para todos. Temos que virar essa revolta contra quem nos explora. Contra quem não nos dá trabalho com dignidade, com direitos, com melhores salários.” Ler o resto do artigo »



A liquidação da Cerâmica da Portela, em Tomar

Como a “má gestão” pode ser um óptimo negócio

Urbano de Campos

O grupo Mendes Godinho vendeu a Cerâmica da Portela, em Tomar, em Julho de 2006 à Certomar-Cerâmicas por mais de um milhão de euros. Na altura, os novos patrões afirmaram-se dispostos a renovar a empresa e a dar-lhe outra projecção. Presentemente, a fábrica – que chegou a ter 98 trabalhadores em 2001 – está em vias de encerramento definitivo, tendo os 32 trabalhadores decidido (como referimos numa notícia breve) rescindir colectivamente os contratos depois de terem esperado, sem resultados, o pagamento dos salários atrasados desde Novembro. Deste modo, perdidas as esperanças de pagamento dos salários, os trabalhadores podem reclamar os subsídios de desemprego. Ler o resto do artigo »



Dossiê Imigração

Ninguém é ilegal!

Imigrantes sem direitos só interessam aos patrões, que assim os exploram por baixo preço, pressionando o custo da mão-de-obra de todos os trabalhadores

José Mário Branco

mineirosbudryk8_72dpi.jpgAs migrações humanas são resultado de necessidades básicas de alimento e abrigo, de fuga à miséria, à subvida, à guerra, às perseguições. Nunca haverá meios repressivos suficientes para deter estes grandes movimentos sociais. Como nos diz Timóteo Macedo, da Solidariedade Imigrante, as autoridades do Estado “insistem no problema das quotas, o que para nós é uma política completamente incorrecta. Porque nós sabemos que é impossível regular os fluxos migratórios.” Ler o resto do artigo »



Por um sindicalismo de classe

Urbano de Campos

A CGTP promoveu em 24 de Janeiro uma manifestação em defesa da contratação colectiva. Apesar de se ter tratado de uma acção de delegados e dirigentes sindicais, a deficiente divulgação pública não ajudou a dar à iniciativa a amplitude que o assunto merece.
Os objectivos são justos, mas uma mobilização limitada aos quadros e delegados sindicais deixa de fora a massa trabalhadora. Cabe perguntar que efeitos são de esperar deste tipo de acção; em que projecto de luta se insere; que propósitos de mobilização dos trabalhadores existem. Ler o resto do artigo »



Nada de bom a esperar do novo Código do Trabalho que o governo prepara

Pedro Goulart

codigotrabalho_72dpi.jpgO Livro Branco das Relações Laborais é um relatório/receituário elaborado a mando do governo e que visa aplanar o caminho para a aprovação de um novo e mais gravoso Código do Trabalho. Sob a capa de “estudo objectivo”, o relatório prenuncia já o que o governo e os patrões preparam no domínio da legislação laboral. Ler o resto do artigo »



A greve valeu a pena

Vitória dos trabalhadores da Valorsul

José Mário Branco

valorsulgnr_reduz72dpi.jpgA greve dos trabalhadores da Valorsul, de 13 a 20 de Novembro, acompanhada de perto pelo MV, deu origem a um período de negociações com a administração desta empresa de capital público que assegura o tratamento dos resíduos de cinco concelhos da região de Lisboa (Lisboa, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas e Loures).
Fonte sindical do SINQUIFA informou-nos de que o desfecho da luta foi, no essencial, favorável aos trabalhadores. Estes sentem que o processo de greve, que lhes custou algum cansaço físico e sacrifícios económicos, valeu a pena. Vejamos os vários aspectos decorrentes da negociação. Ler o resto do artigo »



Em greve desde Dezembro

A maior ocupação de minas na história da Polónia

M. Raposo

mineirosbudryk1.jpgQuinhentos mineiros da mina de carvão polaca de Budryk estão em greve, desde meados de Dezembro, com ocupação das galerias a mil metros de profundidade. Exigem salário igual ao dos trabalhadores da Jastrzebska Coal Company, que acabou de comprar a mina. Apesar de terem uma produtividade duas vezes superior à média da industria mineira na Polónia, os mineiros de Budryk têm os salários mais baixos do sector. Ler o resto do artigo »



"Demagogia e populismo"?

Gestores chegam a ganhar 219 vezes mais que os trabalhadores

Pedro Goulart

salaires_72dpi.jpgA propósito dos reparos feitos por Cavaco Silva à enorme desproporção entre o que ganham os gestores “de topo” e os trabalhadores das respectivas empresas, apareceram uns senhores (J. Miguel Júdice, Pacheco Pereira, Lobo Xavier & Cª) – daqueles que não precisam de contar até ao fim do mês os euros que lhes restam – a dizer que diminuir as diferenças salariais não resolve o problema e que o discurso de Cavaco cedeu à “demagogia e ao populismo”. Ler o resto do artigo »



Boim, Lousada

Sessenta operárias impedem saída de equipamento de produção

A multinacional alemã Irskens fechou fábrica de confecções sem pré-aviso

Urbano de Campos

Desde sábado passado, 60 operárias de uma fábrica têxtil de Boim, Lousada, bloqueiam a entrada das instalações para impedirem a retirada das máquinas. Na noite de sexta para sábado, depois da saída dos trabalhadores, a administração empacotou e selou as máquinas e demais equipamento de produção preparando-se para os carregar para fora da empresa. Ler o resto do artigo »



Greve desconvocada

Administração da UNICER obrigada a recuar em despedimento colectivo

Rui Pereira

unicer_72dpi.jpgA administração da UNICER recuou na sua intenção de despedimento colectivo de 18 trabalhadores, perante a ameaça de uma greve na empresa marcada para quarta-feira, 19 de Dezembro. Os trabalhadores previam ainda manifestar-se em Lisboa, defronte da embaixada da Dinamarca, de onde provém a Carlsberg, um dos accionistas maioritários da cervejeira. Ler o resto do artigo »



Fiães

Trabalhadores reclamam direitos frente à casa do patrão

A empresa foi encerrada em Junho sem pagar indemnizações

MV / Terras da Feira

fiaes_72dpi.jpgSegundo noticia o jornal Terras da Feira, na edição de dia 17, os trabalhadores da corticeira “Moisés Alves de Sousa & Filhos”, de Fiães, concentraram-se na sexta-feira, dia 14, em frente da casa do patrão reclamando o pagamento de indemnizações pelo encerramento da empresa. A corticeira foi fechada em Junho sem que a situação dos trabalhadores ficasse resolvida, apesar das promessas do patrão de que tenciona pagar as indemnizações. Ler o resto do artigo »



Os aristocratas das profissões liberais e a malta a recibo verde

Urbano de Campos

Da troca de insultos entre o ex-bastonário da Ordem dos Advogados J. M. Júdice e os que lhe sucederam, o argumento mais interessante foi o que Júdice lançou contra o bastonário recém eleito. Disse ele que Marinho Pinto é um “sindicalista”, com isso significando que não é homem para o lugar. Ler o resto do artigo »



Mais desemprego, diz o governo

Pedro Goulart

desemprego8_72dpi.jpgÉ o próprio governo a prever um aumento do desemprego até 2010 nos novos dados a enviar a Bruxelas ainda esta semana. Segundo eles, haverá nessa data um acréscimo de 9% em relação à taxa de desemprego projectada o ano passado.

No número zero do MV, em Abril, chegávamos a uma taxa real de desemprego acima de 10%, isto é, cerca de 560 mil pessoas desempregadas, incluindo aqui os habitualmente considerados como desempregados, os inactivos disponíveis, os desencorajados de procurar o primeiro emprego e os que trabalham menos de 15 horas por semana. Ler o resto do artigo »



Repressão sobre os imigrantes na Coreia do Sul

Indymedia (adaptação)

coreiasul.jpgEm 27 de Novembro, três funcionários do Sindicato dos Migrantes da Coreia do Sul (SMCS) foram presos à saída de casa ou do emprego. A direcção do SMCS tem sido um alvo preferencial da intensificação geral da repressão do governo sobre os imigrantes indocumentados naquele país. Desde Agosto, cerca de 20 membros e funcionários foram detidos pelas autoridades. Reside na Coreia do Sul cerca de 1 milhão de estrangeiros, calculando-se que 230.000 deles sejam trabalhadores sem documentos. Atraídos pelo “sonho coreano”, o número de trabalhadores imigrantes na Coreia do Sul não pára de crescer. Como a política de imigração tem sido incapaz de encontrar soluções legais, o governo resolveu recorrer à brutalidade das detenções e das deportações. Ler o resto do artigo »



Com o apoio dos metalúrgicos estadunidenses

Mineiros mexicanos entram no quinto mês seguido de greve

Indymedia (adaptação)

mineirosmexicanosgrevecananea.jpgEstão em greve há cinco meses os 1.200 operários da Mina de Cobre de Cananea (Sonora, México), a maior mina de cobre do México e uma das maiores do mundo. O Sindicato dos Trabalhadores das Minas e da Metalurgia, que os representa, reivindica o respeito pelas condições de saúde e de segurança na mina. Cananea tem um longa história de lutas laborais, entre as quais se destacam a greve de 1906 que contribuiu para desencadear a Revolução Mexicana e uma greve muito dura em 1999 que terminou com a derrota dos trabalhadores. A maior parte do cobre extraído na mina é exportado para os Estados Unidos, onde é utilizado na indústria de equipamentos electrónicos. Ler o resto do artigo »



Maquinistas alemães: uma greve sectorial que paralisou o país

Cândido Guedes

grevecfalemanha.jpgEm luta desde Março passado, os maquinistas dos caminhos de ferro alemães fizeram no mês de Novembro a mais longa e participada greve da sua história, paralisando o tráfego de passageiros em todo o leste do país, a actividade portuária e a quase totalidade do tráfego de mercadorias – fundamental para as indústrias, sobretudo automóvel e química, cuja laboração foi seriamente afectada. Ler o resto do artigo »



Valorsul

Apoio popular foi decisivo para uma luta que durou oito dias

valorsulgnr3_72dpi.JPGDepois de uma greve de três dias em Setembro, foram desta vez oito dias seguidos de luta, de 13 a 20 de Novembro. Enfrentando a chantagem da administração da empresa – que só queria discutir aumentos salariais a troco da alteração de cláusulas do acordo de empresa que implicavam com as horas extra – os trabalhadores da Valorsul exigiam um aumento salarial de 3,7% sem redução dos períodos de descanso entre turnos. Ler o resto do artigo »



Porto

Greve dos trabalhadores dos STCP paralisa transportes

Teve início à zero horas de hoje, dia 21, uma greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) que durará até às 2 horas de amanhã. Segundo informações fornecidas pelo Sindicato Nacional dos Motoristas, a adesão inicial foi de 40%, pelo facto de a paralisação afectar apenas as duas últimas horas de cada turno de trabalho. Calcula-se que os efeitos da greve se farão sentir mais pelo final da tarde de hoje, disse um sindicalista, por ser cerca das 17 horas que termina o maior número de turnos. Ler o resto do artigo »



Valorsul: passos de uma luta, 18-19 de Novembro

“Nós a dialogar e eles a bater”

valorsulnoite18nov_72dpi.jpg“Precisamos da solidariedade de todos. Venham apoiar os trabalhadores da Valorsul!” É este o apelo transmitido ao MV hoje ao fim da manhã. David Costa, delegado sindical da empresa, contou-nos como a força de choque da GNR atacou o piquete de greve presente no aterro sanitário de Mato da Cruz no preciso momento em que uma delegação dos trabalhadores se encontrava no gabinete do primeiro-ministro Sócrates a exigir negociações com a administração: “Nós a dialogar, e eles a bater!”. A Valorsul é uma empresa comparticipada pelos 4 municípios que utilizam os seus serviços: Lisboa [PS-BE], Vila Franca de Xira [PS], Loures [PS] (que inclui o serviço de Odivelas [PS]) e Amadora [PS]. Ler o resto do artigo »



Valorsul: passos de uma luta, 16-17 de Novembro

Com apoio de populares, piquete neutraliza GNR e impede entrada do lixo

valorsulpoliciavspiquete.jpgO MV tem estado a acompanhar a luta dos operários da Valorsul, cujo foco principal se passou a centrar no aterro sanitário do Mato da Cruz, perto de Bucelas. Quando chegámos, cerca das 22h, fomos informados de que a GNR, às 20h, dispersara o piquete e abrira caminho à entrada dos camiões. Todavia, às 22h30, o piquete – agora reforçado com o apoio de muitas dezenas de populares – conseguiu interromper a entrada de camiões, que foram formando uma longa fila na estrada. Tudo isto sob a vigilância de uma dúzia de GNRs e com a presença continuada de uma equipa de reportagem da SIC, que fez dois “directos” com entrevistas ao delegado sindical David Costa. Três camiões, à vez, deram meia volta e foram-se embora sob aplausos. Ler o resto do artigo »



Nandufe, Tondela

Patrão fecha a MECOIN com cinco meses de salários em atraso

Trabalhadores protegem património da empresa

mecointondela72dpi.jpgOs trabalhadores da fábrica Mecoin, na freguesia de Nandufe (Tondela, Beira Alta), estão em luta. A administração encerrou a empresa na terça-feira, dia 6, deixando os 40 operários com cinco meses e meio de salários em atraso. A Mecoin é uma metalúrgica de componentes para automóveis, o que – como o MV comentou há dias, em “Despedimento colectivo redobra” – “contraria a ideia de que são os sectores de menor qualificação profissional ou de capitalismo atrasado (com menor produtividade) os mais atingidos pelo desemprego”. Ler o resto do artigo »



Mudar de Vida entrevista trabalhadores da Valorsul

“Estamos em greve a 100%”

João Repas e Vladimiro Guinot

valorsul1_72dpi.jpgFomos esta manhã, dia 15, a S. João da Talha, à sede da Valorsul, e encontrámos os operários determinados na sua greve. “Estamos em greve a 100%!”. Quisemos saber em que consiste e como está a decorrer esta luta.
“Em Setembro levantámos a greve porque acreditámos nas promessas da administração que, afinal, não se cumpriram. Desta vez só paramos a greve se eles nos garantirem, por escrito, que aceitam discutir o aumento salarial sem retirar direitos consignados no nosso contrato colectivo de trabalho”, começou por nos dizer Rui Magno, operador de central. “Eles querem negociar os salários em troca de direitos e isso nós rejeitamos!” Ler o resto do artigo »



Vale a pena lutar

Cantoneiros de limpeza fazem recuar a Câmara de Lisboa

Urbano de Campos

cmlplenario7nov-noite72dpi.jpgUm comunicado da direcção do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) informa que foram retiradas pela Câmara de Lisboa as faltas injustificadas marcadas aos cantoneiros de limpeza que se tinham recusado a prestar serviço por não lhes serem fornecidas luvas de trabalho. Ler o resto do artigo »



A França social a ferver

José Mário Branco

grevefrancanov2007_72dpi.jpgO movimento grevista alastra em França. E está com jeitos de se prolongar caso as negociações não sejam desbloqueadas, pois muitos sindicatos anunciaram greves “renováveis”. No dia 13 começaram os caminhos de ferro e os estudantes universitários. A 14 juntaram-se-lhes os trabalhadores do metro de Paris, os motoristas dos autocarros e os trabalhadores da electricidade e do gás. Para a semana será a vez de funcionários públicos, professores e juizes. Ler o resto do artigo »



Ataque ao direito de greve a pretexto dos serviços mínimos

Urbano de Campos

grevepbreduz.jpgNa tarde de dia 13, primeiro dia da greve dos trabalhadores da Valorsul, agentes da PSP e da GNR foram destacados para a central de incineração de S. João da Talha, perto de Lisboa. Estavam encarregados de abrir as portas do recinto a fim de que os lixos recolhidos nos concelhos servidos pela firma fossem depositados. Hoje, dia 15, ainda lá permaneciam, a mando do ministério da Administração Interna – no que os trabalhadores consideram, e bem, uma provocação. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores dos Seguros em luta

Pedro Goulart

Numa concentração realizada em 30 de Outubro junto à sede do Grupo Caixa Seguros, no largo do Calhariz, em Lisboa, mais de 100 trabalhadores protestaram contra a tentativa de lhes retirarem direitos consagrados no seu seguro de saúde e dos seus familiares. Na altura, foi apresentada uma moção subscrita por 825 trabalhadores do grupo. Ler o resto do artigo »



Valorsul de novo em greve por tempo ilimitado

Em defesa do direito de greve, os trabalhadores contestam serviços mínimos decretados pelo governo

Urbano de Campos

valorsulcaixote72dpi.jpgOs trabalhadores da Valorsul (empresa que procede ao tratamento dos lixos dos concelhos de Lisboa, Amadora, Odivelas, Loures e Vila Franca de Xira) entraram em greve, por tempo ilimitado, às zero horas do dia 13 em defesa de um aumento salarial de 3,7% que a administração da empresa se nega a aceitar, contrapondo apenas 2%. Os trabalhadores lutam também pela defesa dos períodos de descanso entre turnos de trabalho, a que têm direito por contrato, e que a empresa quer reduzir de 12 para 8 horas. Ler o resto do artigo »



Os burocratas sindicais no poder

Lições da pseudo-esquerda brasileira

Paulo Dias e Marcelo de Souza

O Partido dos Trabalhadores (PT), de base popular e classista, ao chegar ao poder, via eleição, acendeu a luz da esperança para os trabalhadores brasileiros. Os movimentos sociais explodiram em alegria. Entretanto, o castelo de ilusões logo ruiu. E ruiu no primeiro ano de mandato do governo Lula. Ler o resto do artigo »



Convocadas pelos sindicatos alternativos de base

Manifestações e greves em Itália contra o Orçamento 2008 e a flexi-segurança

José Mário Branco

Grandes manifestações tiveram lugar no dia 10, por toda a Itália, em apoio à greve “geral e generalizada” convocada pelas organizações sindicais alternativas, em oposição aberta às centrais sindicais do sistema, CGIL, CISL e UIL – em Bolonha, o cortejo abria com três burros ostentando os nomes das três centrais. Mais de 2 milhões de grevistas por todo o país provocaram fortes perturbações nos transportes, na educação (professores e estudantes), na saúde, na administração pública e em centenas de grandes empresas, com destaque para a Fiat, com 70 a 90% de participação operária. Houve manifestações de 50.000 em Roma e em Milão, e mais 400.000 em 25 manifestações por toda a Itália. Ler o resto do artigo »



Um serviço aos doentes ou um negócio?

Unidade de Saúde de Coimbra em risco de fechar

José Mário Branco

Está em risco de fechar, por insolvência financeira, a Unidade de Saúde de Coimbra (Fernão Mendes Pinto), um centro privado de cuidados continuados situado na Avenida Fernão de Magalhães naquela cidade. A situação põe em risco, além dos doentes que a ela recorrem, os postos de trabalho de cerca de 100 trabalhadores, dos quais 37 enfermeiros. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa em luta contra a repressão

Manuel Monteiro

cmlplenario7nov-dia_reduz.JPGOs trabalhadores de limpeza da CML, um dos sectores mais sacrificados de entre os funcionários do município, estão em luta porque dois deles, do Posto de Limpeza da Infante Santo, recusaram – conforme prevê a lei – trabalhar sem luvas protectoras. Qual a reacção das chefias? Penalizaram os dois trabalhadores com faltas injustificadas. Ler o resto do artigo »



Acordo entre sindicatos da CGTP e da UGT

Greve na Função Pública marcada para 30 de Novembro

Manuel Monteiro

fp_plenario-frent-comum-7-nov-2reduz.jpgRealizou-se no dia 7 de Novembro, em frente ao ministério das Finanças, em Lisboa, um plenário nacional dos delegados da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, a que Mudar de Vida assistiu. A essa mesma hora, as delegações das centrais sindicais realizavam uma das últimas rondas negociais com o governo em torno das propostas reivindicativas para 2008, contemplando os aumentos salariais e outras condições de trabalho. Ler o resto do artigo »



“Está em formação uma enorme onda de descontentamento”

Entrevista com Francisco Raposo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa

fraposo1_72dpi.jpgSurpreendeu-te número de pessoas que a manifestação de 18 de Outubro trouxe à rua?

FRANCISCO RAPOSO Sim, porque foi patente que o esforço da mobilização foi menor agora que, por exemplo, em Novembro passado. Mas, por outro lado, nos plenários que realizámos na Câmara Municipal de Lisboa e Empresas Participadas tive um sinal interessante: em muitos sectores onde existem dificuldades de trabalho sindical, os plenários estiveram concorridos e participados e muitos trabalhadores manifestaram o compromisso de estar presentes. Na verdade, o número de trabalhadores da CML foi muito acima do normal. Ler o resto do artigo »



Acordo de viabilização da Maconde é bom negócio para o BCP

Continua incerto o futuro da empresa e dos postos de trabalho

Urbano de Campos

O banco liderado por Jardim Gonçalves (BCP) é o principal beneficiário do acordo de viabilização da Maconde, empresa têxtil e de confecções de Vila do Conde. Ler o resto do artigo »



Greve dos funcionários públicos em Novembro

Mobilização dos trabalhadores é fundamental para travar a ofensiva do governo. Baixar valores mínimos é mau começo

Urbano de Campos

maniffp17julho07bis.JPGA Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública marcou, no passado dia 26, uma greve dos funcionários públicos para a segunda quinzena de Novembro. Ao mesmo tempo, foi anunciada a realização de um plenário de trabalhadores em 7 de Novembro, em frente ao ministério das Finanças. Ler o resto do artigo »



Fusão de bancos

Trabalhadores do BPI e do BCP rejeitam despedimentos

A comissão de trabalhadores do BPI manifestou-se desiludida à saída de uma reunião com a administração do banco em que procurou obter garantias de que os direitos dos trabalhadores serão respeitados, no caso de a fusão com o BCP ir para a frente. Ler o resto do artigo »



Camionistas de longo curso morrem em acidentes à razão de um por mês

camionistas1.jpgA Festru (federação sindical dos transportes) iniciou, em conjunto com as Comisiones Obreras espanholas, uma acção de denúncia das condições desumanas em que trabalham os camionistas de longo curso. Ler o resto do artigo »



Rio Mau, Penafiel

Cinquenta operárias despedidas quando estavam de férias

M. Gouveia

modailustrepenafiel.jpgSegundo notícia publicada on-line pelo JornalAberto.com, meia centena de operárias de Rio Mau, Penafiel, foram apanhadas de surpresa com o encerramento da fábrica de confecções “Modailustre, Lda” onde a maioria trabalhava há cerca de uma década. Ler o resto do artigo »



Açores

Operárias e operários conserveiros em greve por igualdade salarial

Vladimiro Guinot

operariascofaco.jpgFim à discriminação salarial entre homens e mulheres, subsídio de alimentação igual para todos e progressão nas carreiras profissionais, são as razões que levaram os cerca de 600 trabalhadores da unidade fabril da Cofaco, na Ribeira Grande, Açores, a entrar em greve. Ler o resto do artigo »