Arquivo da Categoria 'Liberdades'

O centurião exemplar

Donald Trump enviou a Espanha as condolências da praxe pelo atentado de Barcelona e prometeu ajudar naquilo que pudesse. A “ajuda” seguiu na forma de outro tweet em que convidava os espanhóis a estudarem o exemplo do general norte-americano John Pershing. Pershing participou na guerra entre os EUA e a Espanha, em finais do século XIX, na qual os norte-americanos roubaram Cuba e as Filipinas ao império espanhol.
Conta-se que este ídolo de Trump mandou executar guerrilheiros filipinos muçulmanos (“terroristas”, claro, que resistiam à ocupação militar norte-americana) com balas tingidas com sangue de porco. Diz Trump exultante: “Não houve mais terror radical islâmico durante 35 anos!”. Verdade ou não, Ler o resto do artigo »



Povos europeus vão pagando

“Erradicar o terrorismo” é mote para erradicar as liberdades

Manuel Raposo

camarasvigilanciaComo seria de esperar, o atentado de Barcelona deu azo a mais uma frenética campanha dos estados europeus em prol da aplicação de mais medidas securitárias e de limitação das liberdades cívicas. No meio da arenga habitual, foram insistentemente focados por comentadores e “especialistas”, em concerto, dois tópicos: um, a acusação (repetida por Marcelo e Costa) de que os atentados terroristas visam “destruir o nosso modo de vida democrático”, renovando assim a tese imperialista do “choque de civilizações”; e, outro, que é preciso ir mais longe na “integração” das comunidades islâmicas na Europa. Ler o resto do artigo »



Violência sem máscara

Os casos instrutivos dos Comandos e da esquadra de Alfragide

Urbano de Campos

racismomataEm duas recentes investigações levadas a cabo pelo Ministério Público sobre actos de violência praticados por autoridades, foram deduzidas acusações, num caso, contra 19 militares dos Comandos, noutro caso, contra 18 polícias da esquadra de Alfragide. Tratados sempre separadamente pela comunicação social, atenuados pelos comentadores de serviço e finalmente votados ao esquecimento, os dois casos merecem ser postos lado a lado porque mostram aquilo que sempre se procura esconder: os abusos de poder, as arbitrariedades, a violência física, o racismo fazem parte do modus operandi das autoridades. Ler o resto do artigo »



Jornalismo isento… de vergonha

O Congresso dos EUA aprovou novas sanções contra a Rússia, em mais um capítulo da novela sobre a suposta interferência dos serviços secretos russos nas eleições presidenciais norte-americanas. Donald Trump, que teria sido o beneficiário da marosca, e apesar das suas promessas de boas relações com a Rússia, disse-se disposto a aprovar a medida. Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin anunciou a expulsão de 750 funcionários diplomáticos norte-americanos. Comentando esta decisão russa, o correspondente da RTP em Moscovo, Evgueni Muravich, desvalorizou a razão invocada por Putin e sentenciou que a expulsão se deve ao facto de Putin precisar de um “inimigo externo” para manter os níveis de popularidade e agregar os russos em torno da sua política. Ora aqui está Ler o resto do artigo »



Jornalismo livre?

Carlos Completo

caesO tipo de tratamento que alguns órgãos da comunicação social deram aos dolorosos acontecimentos recentes em Pedrógão Grande foi pretexto para a vinda a lume de fortes críticas a parte do jornalismo que hoje se pratica em Portugal. Ecos de falsos suicídios e manchetes sobre listas ampliadas de mortos tiveram grande repercussão na comunicação social, causando grande indignação mesmo até entre muitos dos que ainda acreditavam na independência e seriedade de órgãos da comunicação social como o Expresso do dr. Balsemão. Já não falamos sequer de notícias veiculadas por pasquins como o CM, SOL ou i. Ler o resto do artigo »



Repressão e xenofobia avançam na Europa

Por cá, o tema é a delação premiada

Carlos Completo

RepressaoA grave crise económica que atinge o capitalismo a nível mundial, os problemas criados pelas muitas centenas de milhares de imigrantes que aportaram e aportam ao continente europeu (em grande parte fugidos das guerras desencadeadas e alimentadas pelo imperialismo ocidental), assim como as acções terroristas do chamado Estado Islâmico, são factores poderosos que servem de pretexto aos governos europeus para a adopção de medidas securitárias que afectam grave e diariamente o campo dos direitos sociais e humanos dos cidadãos. Ler o resto do artigo »



Em memória de Alípio de Freitas

Alipio_flipMorreu Alípio de Freitas. Nos seus 88 anos de vida podem contar-se várias vidas. Nascido em Trás-os-Montes, foi padre. Viajou para o Brasil e empenhou-se, ainda como sacerdote católico, na luta dos pobres. Passou pela URSS e por Cuba. Regressou ao Brasil depois de 1964, já não como padre, e integrou a luta amada contra a ditadura. Foi preso em 1970 e torturado. Após 9 anos de cadeia, foi libertado na condição de apátrida. Rumou a Moçambique para junto dos camponeses pobres. Regressado a Portugal em 1983, participou nas acções populares e nas lutas da esquerda. Integrou, desde 2004, a Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque.
No início deste ano, inúmeros amigos prestaram-lhe homenagem na forma de um livro — “Palavras de Amigos” (*) — com mais de uma centena de depoimentos. Como evocação do lutador incansável, deixamos aos leitores o texto em que Alípio de Freitas, nesse mesmo livro, conta em traços largos a sua própria vida. Ler o resto do artigo »



Guterres com Trump ao lado de Israel

Manuel Raposo

GuterresCMJ_100Dias depois da proeza de censurar a denúncia do apartheid israelita contra a população palestina (ver texto “Gueterres ajoelhado”, aqui publicado em 2 de Abril), o secretário-geral da ONU António Guterres, discursando a 23 de Abril no Congresso Mundial Judaico, em Nova Iorque, fez uma verdadeira profissão de fé na defesa de Israel.
Quando milhares de prisioneiros palestinos estão em greve de fome, declarou-se “na primeira linha contra o antissemitismo”. Ignorando o desrespeito sistemático de Israel pelas resoluções da ONU, afirmou que Israel deve ser tratado “como qualquer outro” estado. Desprezando a sabotagem israelita à formação de um estado palestino, defendeu “o direito inegável” à existência de Israel. Condenou o “discurso de ódio” antissemita, escondendo o discurso de ódio dos sionistas contra os palestinos. Fugindo de tratar os temas quentes, não disse palavra sobre o recente ataque militar de Israel ao aeroporto de Damasco nem sobre as ameaças ao Irão. Ler o resto do artigo »



Mais de 1500 presos palestinos em greve de fome

Greve geral em 27 de Abril na Cisjordânia e Jerusalém Leste

Urbano de Campos

BargutiEntre 1500 e 2000 palestinos detidos nas prisões israelitas entraram em greve de fome a 17 de Abril, exigindo o fim dos maus tratos a que são sujeitos e reclamando condições de detenção dignas, de acordo com as regras do direito internacional. Liberdade e Dignidade é a bandeira do movimento.
O protesto responde a um apelo lançado inicialmente por Maruan Barguti, um dos líderes da Fatah da Cisjordânia, preso desde 2002 e condenado por Israel a cinco penas de prisão perpétua por ter organizado e conduzido as Intifadas de 1987 e 2000. Negociações feitas nas próprias prisões entre militantes da Fatah e do Hamas estabeleceram um acordo para esta greve de fome conjunta, depois aprovada pelos dirigentes políticos da Cisjordânia e de Gaza. Ler o resto do artigo »



Guterres ajoelhado

EUA e Israel apagam denúncia de apartheid

Manuel Raposo

RimaKhalafDurou menos do que seria de esperar a anunciada “nova era” da ONU, com o recém-eleito secretário-geral António Guterres à frente. Dois meses depois de ter tomado posse, Guterres viu-se confrontado com um relatório publicado sob responsabilidade da Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental, um organismo da ONU liderado pela jordana Rima Khalaf, de que fazem parte 18 países árabes, que acusava Israel de praticar apartheid contra a população palestina. “Israel estabeleceu um regime de ‘apartheid’ que domina o povo palestino como um todo”, dizia o texto.
Cedendo, sem apelo e sem resistência, às pressões dos EUA e de Israel — que não se fizeram esperar — Guterres mandou retirar o relatório do site da ONU. Recusando-se a aceitar a decisão, Rima Khalaf demitiu-se em protesto. Ler o resto do artigo »



Para reeducação

Uma agente da CIA, a luso-americana Sabrina de Sousa, foi condenada em 2007 por um tribunal italiano a quatro anos de cadeia por cumplicidade no rapto do imã de Milão Abu Omar. A operação foi planeada e executada pela CIA e pelos Serviços Secretos Militares italianos em Fevereiro de 2003 no âmbito das operações “extraordinárias” ditas de luta contra o terrorismo desencadeadas pela administração Bush. Omar foi enviado para o Egipto e aí torturado a cargo do ditador Hosni Mubarak, a quem os EUA encomendavam tais serviços. Apesar de inocente de quaisquer acusações, Omar só foi libertado em 2007.
Nesse ano, a justiça italiana julgou o caso e condenou os implicados no crime, incluindo os agentes da CIA, mas todos acabaram por ser perdoados, por intervenção das autoridades dos EUA. Restava Sabrina. Ler o resto do artigo »



Terror contra ciganos no Alentejo

SOS Racismo denuncia ataques racistas em Santo Aleixo da Restauração

KKKimage12Em comunicado divulgado em 24 de fevereiro, o SOS Racismo dá conta de uma série de ataques recentes cometidos contra os ciganos residentes na povoação de Santo Aleixo da Restauração, Moura, que surgem na sequência de outros ataques e ameaças cometidos entre setembro e novembro do ano passado. Nos últimos dias houve ameaças de morte pintadas por toda a povoação, bombas foram lançadas para os quintais das casas. Antes disso, tinham sido colocados caixões junto das portas, um cavalo foi envenenado, e foram incendiados carros, casas e uma igreja. Como refere o SOS Racismo, apesar da gravidade destes actos e das denúncias feitas, as autoridades nada fizeram, encorajando deste modo os criminosos, que continuam impunes. É este o texto divulgado. Ler o resto do artigo »



Resistir contra o genocídio de um povo

Israel lança mais colonatos contando com apoio de Trump

Comité de Solidariedade com a Palestina

muro_israelNakba é a palavra árabe para designar a catástrofe que foi a fundação do Estado de Israel no território da Palestina. A “catástrofe” deveu-se ao facto de existir um povo de carne e osso nessas terras supostamente desabitadas que iriam abrigar a invenção de um “povo judeu”. A catástrofe foram os massacres de 1947-48 pelas milícias sionistas, a destruição de aldeias palestinianas e a expulsão dos seus habitantes.
A grande tragédia desta catástrofe é a voracidade insaciável do Estado de Israel, que até hoje omite desenhar as suas fronteiras nacionais em qualquer atlas geográfico, na certeza de que elas serão sempre e sempre alargadas. Ler o resto do artigo »



Chef Avillez colabora

A fachada do restaurante Cantinho do Avillez, no Porto, foi pintada de vermelho por causa da participação do chef José Avillez num festival gastronómico em Israel. Na fachada podia ler-se: “Liberdade para a Palestina”, “Avillez colabora com a ocupação sionista” e “Entrada: uma dose de fósforo branco”.
O chef José Avillez participou no festival gastronómico Round Tables, em Israel. Trata-se de um festival que decorre até final de Novembro e que conta com a participação de vários chefs internacionais de renome. Mas a visita de Avillez a Tel Aviv gerou críticas, nomeadamente por parte do movimento pró-palestiniano Boicote, Desinvestimento e Sanções, ou BDS — um movimento criado em 2005 para exigir a imediata descolonização israelita e o derrube do muro da Cisjordânia.
O blogue Palestina Vence informa que vários activistas contra o regime israelita de ocupação e apartheid lançaram Ler o resto do artigo »



Marrocos: de novo a revolta árabe

Manuel Raposo

MarrocosÀ vista das manifestações de rua realizadas em Marrocos há dias, no final de Outubro, as declarações sucessivas de que a Primavera Árabe de 2011 estaria morta mostram-se prematuras. Uma onda de revolta abalou as principais cidades marroquinas depois de um vendedor de peixe de 30 anos, Mouhcine Fikri, ter morrido de forma bárbara, em Al-Hoceima, no norte do país. Abordado pela polícia, Fikri teve a mercadoria apreendida e acabou por morrer esmagado dentro do camião de lixo chamado para recolher o peixe confiscado. Milhares de pessoas saíram às ruas logo no dia 28, dia da morte, e até 30, altura do funeral — não apenas em Al-Hoceima, mas também em Tetuão, Casablanca, Marraquexe e na capital Rabat. Ler o resto do artigo »



Governo afasta PJ de formação israelita para interrogatórios

Pedro Goulart

PoliciaIsraelUma decisão do anterior governo PSD/CDS levou a Polícia Judiciária (PJ) a participar, desde Junho de 2015, no Law Train, um projecto de desenvolvimento de tecnologias e métodos para interrogatórios policiais coordenado pela Universidade Bar-Ilan, e que incluía a Polícia Nacional de Israel. Em Agosto último, segundo o Jornal de Negócios, o Ministério da Justiça, com Francisca Van Dunem, decidiu pôr fim a esta parceria, supostamente devido à escassez de meios e redefinição de prioridades. Ler o resto do artigo »



13 anos depois

EUA “comemoram” aniversário da invasão do Iraque com ataque aéreo à Universidade de Mossul

Comunicado do Tribunal-Iraque

UniMossul_antesEntre 19 e 22 de Março, a força aérea dos EUA bombardeou a Universidade iraquiana de Mossul, causando dezenas de mortos e feridos civis. O ataque, desencadeado sob o pretexto de que o Estado Islâmico procedia ao fabrico de bombas nas instalações da Universidade, foi iniciado três dias antes dos atentados de Bruxelas e não mereceu qualquer destaque na comunicação social ocidental. Pode mesmo dizer-se que foi simplesmente ignorado — a melhor forma de tornar “inexistentes” para a opinião pública os actos de terror maciço praticado pelas exemplares democracias europeias e norte-americana.
O mesmo não se passa com as vítimas e em geral no mundo árabe. A iraquiana Souad Al-Azzawi, professora e investigadora em engenharia geológica e ambiental, difundiu nas redes sociais os seguintes testemunhos sobre o ataque, dando conta da barbaridade dos EUA e da revolta das populações atingidas. Ler o resto do artigo »



Agora a Bélgica

A guerra chegou à Europa

Carlos Completo

BombMosul2Claro que os recentes actos de terror praticados em Bruxelas, espalhando a morte e o horror entre a população, e levados a cabo por elementos afectos ao chamado Estado Islâmico, do mesmo modo que os anteriormente verificados em Paris, Madrid, Londres, Nova Iorque e outros locais, são altamente condenáveis. Como também o são (não o esqueçamos) as agressões militares efectuadas no Iraque, Palestina, Afeganistão, Jugoslávia, Líbia, Síria (e não só) pelos EUA, pela NATO e por vários países cúmplices desta política imperialista. Política que, sob o pretexto de levar a “democracia ocidental” a outros países e continentes, o que pretende é, de facto, apropriar-se das matérias primas, nomeadamente do petróleo, abrir mercados para os seus produtos e subjugar os povos. Ler o resto do artigo »



O arrastão de Colónia

Urbano de Campos

ColoniaEm Junho de 2005, toda a comunicação social portuguesa fez parangonas com o que chamou o “arrastão” de Carcavelos. A PSP de Lisboa acusou “cerca de 500 indivíduos negros” de atacarem, roubarem e agredirem banhistas. “Testemunhas” confirmaram os maiores desmandos, comerciantes da praia fecharam os estabelecimentos. O presidente da CM de Cascais, verberou os “delinquentes” e “marginais”. A polícia aconselhou “os políticos” a “saber ler os sinais”. Dirigentes partidários reclamaram medidas de segurança reforçadas. Tudo se revelou falso. Ler o resto do artigo »



Operação Condor: “Na história do mundo”

Manuel Contreras e muitos outros agentes das ditaduras sul-americanas foram formados na Escola das Américas, dirigida por militares e pelos serviços secretos norte-americanos. Foi uma academia de instrução militar onde os EUA treinavam militares aliados da América Latina durante a Guerra Fria. O insuspeito congressista Joseph Kennedy II chamou-lhe em 1994 (em todo o caso já depois do fim da ditadura chilena…) “escola de ditadores“, dizendo que “produziu mais ditadores e assassinos que nenhuma outra na história do mundo”.



Operação Condor: “500 anos por pagar”

A Operação Condor (ver artigo ao lado) foi da responsabilidade de Manuel Contreras, general chileno, braço direito de Pinochet. Chefe da polícia política criada pela ditadura militar em 1974, a DINA, concebeu e montou em 1975 a Operação Condor, reunindo Chile, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Terão sido eliminados 100 mil opositores dos regimes em menos de duas décadas. Com o fim da ditadura chilena, Contreras, acusado de implicação directa em milhares de assassinatos, foi julgado e condenado a 529 anos de cadeia dos quais cumpriu perto de 20. Morreu em 8 de Agosto de 2015. Quando se soube que Contreras estava à beira da morte, houve manifestações nas redes sociais chilenas “rezando” para que ele não morresse, dizendo “Ainda faltam 500 anos por pagar”; ao mesmo tempo, muitos outros chilenos saiam à rua festejando o fim do torcionário.



Operação Condor ainda voa

Manuel Raposo (*)

Pinochet_PBNuma entrevista conduzida pelos jornalistas Pedro Caldeira Rodrigues e José Manuel Rosendo (Lusa) o activista dos direitos humanos paraguaio Martín Almada revelou que a Operação Condor continua activa na América Latina e ameaça os regimes progressistas do continente.
O testemunho, prestado em 18 de Dezembro passado — e que assinalou o 40.º aniversário da assinatura do pacto de colaboração policial entre várias ditaduras latino-americanas — não teve eco na imprensa portuguesa, apesar da gravidade da denúncia feita por Martín Almada. Quando todos os regimes do nosso Ocidente democrático se mostram tão preocupados com os actos de terror que os atingem de vez em quando, é bom que se atente na escala industrial de mais este exemplo de terror de Estado de âmbito não já nacional, mas multinacional. Ler o resto do artigo »



Activistas pró-Palestina interrompem concerto do Jerusalem Quartet na Gulbenkian

Comunicado de imprensa do Comité de Solidariedade com a Palestina


IsraelPalestina_100Activistas dos direitos humanos interromperam esta noite [16 de Dezembro] o concerto de música clássica do Jerusalem Quartet na Fundação Gulbenkian em protesto contra a associação do grupo israelita com o exército de Israel.
O concerto decorria quando da plateia se levantou um grupo de pessoas gritando palavras de ordem contra os crimes de guerra israelitas. Quando eram levadas para fora da sala pelos seguranças, ainda lançaram para o ar panfletos explicando a razão do seu acto. Passados uns minutos, a cena repetiu-se com um segundo grupo que conseguiu fazer parar os músicos quando gritava “boicote Israel, Palestina vencerá”. Ler o resto do artigo »



Leis e salsichas

A Inquisição contra a lei da IVG

Manuel Raposo

AutodeFe1682Numa sessão maratona que praticamente culminou a legislatura (a 4 de Outubro haverá eleições), a Assembleia da República aviou no dia 22 de Julho, numas quantas horas, a discussão e votação de dezenas de diplomas, antes de ir para férias.
Poderia pensar-se que, por respeito pelos cidadãos, a Assembleia guardaria para este final de etapa apenas os diplomas de menor importância ou de menor controvérsia. Mas não. Entre a catadupa de leis e alterações de leis guardadas para a última hora figurou uma proposta de modificação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, aprovada por referendo em 2007.
Avançada por uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, que alberga os mais reaccionários e os mais inquisitoriais opositores da IVG, a proposta foi acolhida de modo discreto, mas de braços abertos, pelo governo e pela maioria PSD/CDS. E acabou por ser aprovada contra a vontade de toda a oposição. Ler o resto do artigo »



Strangelove Schäuble

António Louçã

Schauble1Wolfgang Schäuble, antes de ser ministro das Finanças, foi duas vezes ministro do Interior. Entretanto, foi apanhado a aceitar contribuições para o seu partido da parte do traficante de armas Karl-Heinz Schreiber, condenado por fuga ao fisco. A verdadeira vocação de Schäuble era para chefiar as polícias e não para dirigir as finanças públicas. Por algum motivo foi parar às Finanças, quando começou a ser procurado para o cargo um perfil de polícia.

Mais alma de polícia do que Schäuble era difícil. Quando ministro do Interior. distinguiu-se por uma constante paranóia securitária. Em Outubro de 2009 recebeu o prémio negativo “Big Brother”, pela sua concepção autoritária do Estado. Ler o resto do artigo »



Dito

Se [a civilização do mundo ocidental] está em crise, é preciso transformá-la. (…) Para isso deveriam servir os meios de comunicação de massas. Será que foram, até hoje, para isso utilizados? Evidentemente que não. Foram utilizados para fazer da opinião pública um enorme bloco de gelo, completamente petrificado. Somos como ursos brancos, vivemos uma civilização de ursos brancos, num décor de silêncio e frio.
Este desvio explica-se, como sempre, pela vontade que têm os privilegiados de conservar os seus privilégios frente à formidável vaga de conhecimentos que os ameaça. Ler o resto do artigo »



O “segredo de justiça”

A propósito da prisão de José Sócrates, o “segredo de justiça” tem sido muito badalado pelos defensores (juristas e políticos) do ex-primeiro ministro, por diversos analistas na comunicação social, assim como por algum pessoal do aparelho repressivo de estado (particularmente procuradores e juízes). Como sabemos, a violação do chamado segredo de justiça surge habitualmente ao sabor de interesses políticos ou mediáticos. E, para além de tal segredo não ser manifestamente respeitado (neste como noutros processos), ressaltam, aqui, uma aparente falta de memória e uma refinada hipocrisia. A muitos, a questão só os preocupa quando lhes chega próximo. Ler o resto do artigo »



Base das Lajes, local de crime

Agora reconvertido num centro de espionagem?

Pedro Goulart

LajesA Base das Lajes tem servido claramente, e por diversas vezes, de apoio a numerosos crimes praticados pelo imperialismo norte-americano à escala global. Como exemplos significativos e ainda recentes desta política submissa e cúmplice de Portugal em relação à política dos EUA, destacamos o papel desempenhado pela Base das Lajes no assalto, mortes e destruição do Iraque ou como local de escala de presos torturados pela CIA e polícias congéneres.
Com a recente decisão do governo norte-americano relativa à saída da Base de cerca de mil militares e civis, portugueses e norte-americanos, antes do fim do ano, os EUA prevêem uma poupança anual de cerca de 500 milhões de dólares. Com inevitáveis consequências no abaixamento do rendimento das famílias açorianas, particularmente na Ilha Terceira. Ler o resto do artigo »



Os média e a repressão policial em Guimarães

Pedro Goulart

GuimaraesAs imagens amplamente divulgadas do polícia Filipe Silva a espancar José de Magalhães (e o pai) na presença dos filhos, em Guimarães, foram suficientemente elucidativas do modo como actuam alguns “agentes da ordem”. Contestado em acção, o subcomissário Filipe Silva, que comanda a esquadra de investigação criminal da PSP de Guimarães, e que tem fama de duro, não contente com o bastão que usava, e para ser mais eficaz, recorreu a um bastão extensível de aço. E foi o que se viu.
Lamentavelmente, com esta acção, o homem tão gabado por colegas e amigos, o “excelente profissional” Filipe Silva, viu adiada a entrega de um louvor que o comandante distrital da PSP de Braga tinha “em cima da mesa” para lhe entregar! Ler o resto do artigo »



Abril e as lágrimas de crocodilo

António Louçã

48anosterrorAs comemorações do 25 de Abril costumam ser ocasião e pretexto para grandes farsas unitárias. Façamos delas, nas páginas do “Mudar de Vida”, ocasião e motivo para alguma, tão necessária, divisão de águas.
E, com esse propósito em vista, nada melhor do que um caso concreto. Noticiou alguma imprensa, com ecos modestos e sempre abafados pelo foguetório comemorativo, que a filha de Salgueiro Maia, Catarina como a lutadora baleada pela GNR, seguiu aos vinte e poucos anos o caminho que este Governo apontou a toda a juventude adulta do país: “Emigrai!” Ler o resto do artigo »



Despejos em Santa Filomena, Amadora

No passado dia 26, foram detidos dois activistas pela PSP, quando um grupo de dezenas de manifestantes protestavam contra as demolições ordenadas pela Câmara da Amadora, no bairro de Santa Filomena. Salientamos que vários despejos e demolições violentas têm acontecido neste bairro desde de Junho de 2012.
As demolições agora retomadas traduziram-se, nos últimos dias, no despejo de cerca de 40 pessoas, entre as quais crianças e idosos, que não têm qualquer alternativa de alojamento. Ler o resto do artigo »



Prisão de antifascistas no estado espanhol

Motivo: terem combatido por Donbass

Pedro Goulart

NoPasaranEm 27 de Fevereiro último, a polícia do estado espanhol deteve oito jovens, de origens comunistas diversas, que terão combatido no Donbass em solidariedade com a revolta popular contra o regime de Kiev. As detenções agora efectuadas, foram levadas a cabo no âmbito da operação antiterrorista Danko, dirigida pela Audiência Nacional espanhola (em muitos casos, um digno sucessor do Tribunal de Ordem Pública da Ditadura) e realizaram-se em Madrid, Barcelona, Pamplona, Cartagena, Gijón e Cáceres. Ler o resto do artigo »



Uma “democracia exemplar”

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou recentemente analisar dois recursos relativos aos maus-tratos infligidos aos detidos em Guantânamo e proibiu a divulgação de imagens. Num dos casos, o ex-preso político sírio Abdul Rahim Abdul Razak al Janko pretendia processar a Administração norte-americana pelos prejuízos decorrentes da forma como foi tratado em Guantânamo durante sete anos. O ex-preso afirmou ter sido sujeito a métodos que o tentavam derrubar, física e psicologicamente, que lhe causaram “grave sofrimento”, citando, entre outros: os anos de isolamento, as longas crises de privação de sono, as “severas agressões”, as ameaças, incluindo contra a sua família, bem como a falta de assistência médica e a “contínua” humilhação e assédio. Ler o resto do artigo »



Contra a violência policial racista. Concentração em Lisboa, hoje, dia 12, às 17h, Assembleia da República

Num comunicado divulgado ontem, dia 11, o SOSRacismo denuncia as recentes agressões da polícia a moradores da Cova da Moura, apontando-as como actos com motivações racistas, e apela a uma concentração contra a violência policial. Publicamos na íntegra o texto do comunicado.

“A violência policial nos bairros periféricos da Área Metropolitana de Lisboa é sistémica. Muitos já o sabem, outros teimam em não admiti-lo.
Tal como acontece sempre que a polícia exerce violência física e simbólica nos bairros, a maior parte dos meios de comunicação social, através de um circo mediático metodicamente montado pela narrativa oficial das forças policiais, anuncia, grosso modo, que a polícia foi “obrigada a intervir”. E mais uma vez, como é prática corrente para não dizer quotidiana nos bairros em geral e, na da Cova Moura em especial. Ler o resto do artigo »



Em apoio do povo grego

bandeiragrega

Convocadas através das redes sociais, vão realizar-se vigílias e concentrações de apoio ao povo grego, hoje e domingo que vem, em vários pontos do país.

Hoje 11 Fevereiro
Lisboa, 18h, Centro Jean Monet
Porto, 18h, Praça Carlos Alberto
Coimbra, 17h30, Praça 8 de Maio

Domingo 15 de Fevereiro
Lisboa, 15h, Largo Camões
Porto, 15h30, Praça da Batalha
Braga, 15h30, Arcada
Faro, 14h30, Consulado da Alemanha
Portimão, 15h30, CM Portimão



Repressão violenta na Cova da Moura

A violência policial voltou, uma vez mais, a um dos bairros populares onde se verifica um autêntico apartheid. Segundo várias testemunhas, os incidentes começaram com a detenção e brutal espancamento de um jovem. Face aos protestos populares, a polícia respondeu com balas de borracha, ferindo, entre outros, uma mulher de 35 anos, que foi atingida por disparos da PSP quando se encontrava na varanda da sua casa. A polícia admite ter disparado “tiros para o ar” quando tentava deter um rapaz.
Na sequência dos incidentes, um grupo de jovens negros, da Associação Moinho da Juventude, deslocou-se à Esquadra da PSP de Alfragide para apresentar queixa. Os jovens foram detidos e violentamente espancados. Cinco ficaram a aguardar julgamento sob a acusação de “invasão à esquadra”.



Terror artesanal vs terror industrial

Manuel Raposo

police-partout-justice-nulle-partA onda de condenação do “terror islâmico” lançada pelos governos da UE e dos EUA atinge proporções de histeria. E a coberto disso são tomadas medidas de reforço da vigilância policial com evidentes efeitos imediatos sobre a liberdade de movimento dos cidadãos.
Em França, na sequência dos ataques em Paris, o governo decidiu contratar mais 2680 agentes para os serviços secretos, de segurança e de justiça e gastar com isso mais de 730 milhões de euros nos próximos três anos. Também a redução dos efectivos militares sofre uma travagem. Anuncia-se que mais de 3 mil pessoas “suspeitas” de jihadismo serão alvo de vigilância. Recentemente, uma criança árabe de 8 anos foi interrogada numa esquadra de polícia em Nice acusada de “apologia do terrorismo” depois de ter dito na escola que estava do lado dos homens que atacaram a redacção do Charlie Hebdo.
Por cá, também o Sindicato Nacional da Polícia, seguindo o conselho dos colegas espanhóis, recomenda aos agentes que andem sempre armados, mesmo nas horas de folga e em férias — tudo, uma vez mais, à conta das “ameaças terroristas”. Ler o resto do artigo »



Ver as origens políticas dos atentados de Paris

Manuel Raposo

jesuismusulman_pakistan“Loucos”, “fanáticos”, etc. são os nomes mais comuns dados aos autores dos atentados de Paris pelos governos europeus, seguidos por grande parte da opinião pública. A “irracionalidade” seria portanto a marca da acção destes “extremistas” que não teriam outro objectivo senão destruir a “civilização ocidental”, pelo ódio que os mobilizaria contra a liberdade e a democracia.
Na verdade, este é o caminho mais curto para evitar a pergunta crucial: quais são as motivações políticas dos atentados?
É esta a questão a que os poderes da Europa querem fugir, porque admitir que haja motivações políticas na origem dos atentados será abrir a porta para julgar o comportamento da União Europeia (bem como dos EUA) em relação ao mundo árabe e muçulmano. Ler o resto do artigo »



País Basco: sindicatos de classe contra a repressão

Vários sindicatos de Espanha divulgaram, em 13 de Janeiro, um abaixo assinado repudiando a detenção de 16 pessoas, entre as quais se encontram vários advogados, assim como a busca a sedes como a do sindicato LAB (*), que se verificaram no País Basco. Afirmam os subscritores: “todas estas actuações pretendem criar um clima de medo e de insegurança e criminalizar pessoas e organizações bascas, como o sindicato LAB, num momento de grande mobilização do povo basco”. E, acrescentam, “não foi por acaso que a operação tenha tido lugar um dia depois da manifestação massiva que se realizou para exigir o respeito pelos direitos humanos dos presos e presas e para a resolução do conflito pela via democrática e do diálogo”. Ler o resto do artigo »



EUA, que democracia?

Manifestações contra o racismo, os assassinatos e a impunidade

Pedro Goulart

washington-protesA democracia formal vigente nos EUA – que tantos incensam e veneram – é todos os dias manchada de sangue e vergonha pelos crimes cometidos por aquela potência imperialista dentro e fora do seu país. São exemplos do repúdio gerado por alguns destes crimes e pela impunidade dos seus responsáveis as recentes manifestações de dezenas de milhares de americanos em várias cidades dos EUA – em Washington, Nova York ou na Califórnia – contra o racismo e os assassinatos de negros levados a cabo pela polícia. Tais manifestações incluíram negros e brancos e envolveram as famílias de Garner e Akai Gurley, assassinados pela polícia de Nova York, de Trayvon Martin, morto por um vigia na Flórida, de Michael Brown, assassinado por um polícia em Ferguson, e Tamir Rice, de 12 anos, também assassinado por um polícia em Cleveland. Muitos dos manifestantes empunhavam cartazes com dizeres como “A vida dos negros importa” e “Não consigo respirar” — última frase da vítima Eric Garner. Ler o resto do artigo »



A justiça burguesa e a prisão de José Sócrates

Pedro Goulart

jose-socratesA recente detenção e aprisionamento de José Sócrates levantou uma onda de choque, particularmente entre os seus correligionários e amigos. A indignação e as críticas focaram, não tanto a substância das acusações, mas em especial o modo como o aparelho repressivo de estado agiu neste caso. E, provavelmente, têm alguma razão em relação a este comportamento (às habituais fugas planeadas de informação, às amálgamas da acusação, às medidas de coacção inexplicadas, etc). Mais uma vez, a arrogância e a arbitrariedade do poder judicial ficaram aqui bem patentes. Pena é que muitos só protestem quando também lhes acontece a eles. Mas, sobre a arrogância e a arbitrariedade de alguma magistratura, do mesmo se poderão queixar, igualmente, vários elementos de outros partidos do regime. Ler o resto do artigo »



Confissões de um nazi

Numerosos países acabaram de aprovar, no Cairo, um crédito de 5,4 mil milhões de dólares para ajudar a reconstruir a Faixa de Gaza, destruída por Israel entre Julho e Agosto deste ano. No massacre então perpetrado por Israel morreram mais de 2000 palestinianos e foram feridos cerca de 10 mil. A propósito deste crédito, Israel Katz, ministro dos Transportes israelita e influente membro do Likud, afirmou temer que parte do dinheiro agora atribuído aos palestinianos acabe nas mãos do Hamas para ser utilizado num rearmamento, ou que o material de construção cedido seja usado para construir novos túneis. E, enquanto Ban Ki-moon, nas suas deslocações à Faixa de Gaza, condenava as actividades de Israel Ler o resto do artigo »



Detenção e tortura no País Basco

Este é um documento importante, que recolhe os testemunhos de várias pessoas do País Basco submetidas a torturas durante o período de incomunicabilidade em que estiveram detidas nos cárceres do estado Espanhol, entre os anos de 1982 e 2010. As torturas foram levadas a cabo pelas diferentes polícias do estado Espanhol, ao abrigo da “legislação antiterrorista” vigente. Neste campo, lembramos as responsabilidades criminosas de diversos partidos como o PP e o PSOE, assim como de vários juízes, em particular de Baltazar Garzón.
O vídeo, realizado durante 4 anos e recentemente projectado, analisa o testemunho de 45 pessoas torturadas no País Basco (entre os quais se encontram 11 dos protagonistas deste documentário), demonstrando a veracidade dos testemunhos realizados.
Ver documentário.



Grito global pela Palestina. A Palestina não tem voz, usa a tua!

Bandeira-Palestina1 de Agosto, 18:00
Lisboa: Concentração no Saldanha / Ida para a embaixada de Israel
Porto: Concentração na Rotunda da Boavista / Ida para Câmara de Comércio Luso-Israel
O mundo nada faz. E tu? A única voz que a Palestina tem é a tua. Usa-a e junta-te a nós.
Não é preciso ser muçulmano para defender Gaza!

Este evento foi criado a partir de um evento mundial de protesto contra meios de comunicação parciais favoráveis a Israel. O agravamento dos bombardeamentos a Gaza fez antecipar a acção para 1 de Agosto.



Repressão na Palestina

Irritados com o acordo de reconciliação entre a Fatah e o Hamas, que levou à formação de um governo de unidade nacional, e a pretexto do desaparecimento (rapto?) na Cisjordânia de três jovens colonos, os dirigentes israelitas ordenaram uma vaga repressiva, realizada pelo exército terrorista de ocupação. Centenas de palestinianos foram presos e há já vários mortos. Apesar de nenhuma organização ter reivindicado o rapto dos três colonos e de Israel não deter provas sobre eventuais implicados no desaparecimento, as forças de ocupação israelita têm usado o habitual método de punição colectiva, semeando o terror. Face ao que está a acontecer, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina, Riyad Malki, manifestou a sua “incredulidade pelo silêncio internacional sobre a actual agressão e os crimes de Israel contra as vidas da população e sua existência em sua própria terra”.



Egipto, uma sentença repugnante

A ditadura militar que governa o Egipto, na sequência da demissão do presidente Morsi, deposto pelo Exército, revelou uma vez mais aquilo de que é capaz: mais de 700 pessoas, na maioria partidários da Irmandade Muçulmana, já foram recomendadas para condenação à morte, pela violência verificada em meados de 2013. Desde que o exército derrubou Morsi, mais de um milhar dos seus partidários morreram vítimas de uma sangrenta ditadura e outros milhares foram detidos, numa repressão que também se estendeu à oposição laica. Quase todos os líderes da ilegalizada Irmandade Muçulmana têm estado a ser julgados e correm o risco de lhes ser aplicada a pena de morte, incluindo Morsi. Todos respondem por actos de violência que provocaram a morte de dois polícias e por ataques contra bens públicos e privados.



25 Abril . 40 anos

Os valores de Abril e os valores populares revolucionários

José Borralho

25AEm Portugal, há 40 anos, o 25 de Abril constituiu um golpe de morte no regime fascista, e nesse desígnio esteve junta a maioria do povo português — as várias classes a quem o fascismo oprimia — a começar nas classes trabalhadoras, e na mais explorada de todas: a classe operária. Mas também as classes burguesas ansiosas de modernização do país. Foi assim, um acontecimento histórico que pareceu capaz de, momentaneamente, unir trabalhadores e patrões, as camadas populares e os burgueses; e como se sabe, esta é uma união impossível porque contém em si dois pólos opostos que se repudiam. Ler o resto do artigo »



Mekorot fora de Portugal!

No dia 25 de março, estaremos no Largo de Camões, entre as 18h e as 19h. Participa, traz garrafões de água vazios. Junta-te à semana mundial contra a Mekorot, empresa israelita responsável pelo apartheid da água na Palestina. A empresa das águas holandesa Vitens cancelou a sua parceria com a Mekorot. Na Argentina, o movimento de boicote fez perder à Mekorot um contrato milionário. Em Lisboa, queremos que a EPAL denuncie o seu acordo com a Mekorot.
Organizações participantes: Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa – Associação Água Pública – Associação Intervenção Democrática – Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque – Casa Viva – Colectivo Mudar de Vida – Colectivo Mumia Abu-Jamal- Comité de Solidariedade com a Palestina – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Conselho Português para a Paz e a Cooperação – Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal – Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos – Grupo Acção Palestina – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente –
SOS Racismo.



A quem serve esta Justiça?

Enquanto era inaugurado o novo edifício da Polícia Judiciária, com a presença de Passos Coelho, António Costa, Alberto Costa e Paula Teixeira da Cruz, e era afirmado tratar-se de edifício do mais moderno a nível mundial (segundo Pedro do Carmo, da direcção nacional desta polícia), ficámos a saber que isto, para principiar, nos vai custar quase cem milhões de euros. Simultaneamente, esta mesma Justiça, de que a Polícia Judiciária faz parte, deixa prescrever milhões de euros de multas aos banqueiros Jardim Gonçalves, do BCP, e João Rendeiro, do BPP. E, entretanto, diz-se que falta dinheiro para escolas, hospitais, assim como para apoiar os desempregados.



Relvas, o indispensável

António Louçã

ZecaMendonçaO pontapé de “Zeca Mendonça” a um repórter fotográfico foi bem o símbolo de um estilo. Não havia dúvida possível: Relvas estava de volta. Com a agressão ao jornalista, o assessor do ex-ministro ilustrou todo um programa político. Era assim o Relvas que tutelou a RTP e era assim o que interveio na linha editorial de jornais que não tutelava (caso de Maria José Oliveira e do “Público”). Os jornalistas, quando saem da linha, devem ser tratados a pontapé.

Tratava-se de um mero resquício do passado? Se assim fosse, Relvas teria entrado no Congresso do PSD pela porta dos fundos e teria ocupado discretamente um lugar no meio da plateia. Mas ele reentrou pela porta grande e Passos Coelho pô-lo logo à frente da lista para o Conselho Nacional. Ler o resto do artigo »



Justiça para o Iraque

Rede de activistas contra a ocupação do Iraque reuniu em Lisboa

Cristina Meneses

IAONP1020904reduzPassados mais de dez anos sobre a violenta ocupação do Iraque, juntaram-se em Lisboa, entre 11 e 13 de Outubro, nas instalações da Biblioteca-Museu República e Resistência, cerca de 30 membros da rede de organizações e de activistas que, em diversos países, dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Tribunal Mundial sobre o Iraque. Em três dias, foram trocadas informações e travados frutuosos debates sobre a situação no mundo árabe e no Iraque. Duas das sessões foram abertas ao público e realizou-se ainda um concerto de canções aramaicas na Sé de Lisboa, com o músico iraquiano Behnam Keryo e o português António Pinto. Ler o resto do artigo »



A espionagem e o bom aluno

António Louçã

espionagemUSSucedem-se as revelações sobre a espionagem da NSA. Os alvos não foram apenas governos considerados hostis, mas também amigos tão estimados como os governos da Alemanha, da Itália, da França, de Espanha. Não se procurava, portanto, informações úteis na chamada luta antiterrorista, mas também aquelas que fossem úteis às multinacionais norte-americanas, para torná-las mais “competitivas” contra as concorrentes europeias. Não espiavam apenas a CIA e a NSA, mas também os serviços alemães, que entregavam aos colegas ianques informações sobre os concidadãos alemães, os serviços franceses, os italianos e os espanhóis que faziam exactamente o mesmo sobre os seus concidadãos. Ler o resto do artigo »



Os filhos ideológicos de Franco e Salazar manifestam-se

Carlos Completo

InesRioEm Madrid, milhares de pessoas protestaram contra a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem de mandar libertar a antiga militante da ETA Inés del Rio Prada, detida há 26 anos. Esta decisão do Tribunal evidencia que “o que está suspenso no Estado espanhol são os direitos fundamentais, os direitos humanos, e isso foi dito pelo Tribunal de Estrasburgo de forma clara”, declararam fontes afectas aos presos políticos bascos. Ler o resto do artigo »



Um alerta terrorista

Carlos Completo

O alerta contra o perigo de uma ofensiva terrorista lançado pelos EUA de Obama (à semelhança da “descoberta” das armas de destruição maciça no Iraque, nos tempos de Bush), e logo repetido por vários países satélites da potência imperialista, foi, além do mais, uma cortina de fumo criada para justificar o tenebroso programa de vigilância levado a cabo pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA — o PRISM.
O PRISM é um programa secreto que permite entrar em todo o tipo de comunicações (dentro e fora dos EUA) e que gerou forte polémica quando foi denunciado (e bem) por Edward Snowden, actualmente asilado na Rússia. Ler o resto do artigo »



A democracia levada à letra

Manuel Raposo

O primeiro-ministro, quase todos os ministros e secretários de Estado, o próprio presidente da República têm sido perseguidos e apupados por todo o país nos últimos meses. As suas intervenções públicas são muitas vezes sabotadas e mesmo impedidas. É a expressão do desprezo da população pelos governantes, do ódio à sua política e, em limite, da sua aversão ao poder. Não são grupos restritos: são trabalhadores, estudantes, jovens, sindicalistas, utentes de serviços de saúde ou de transportes, taxistas. Mesmo se os ajuntamentos contam dezenas de pessoas, eles expressam a opinião de milhões de cidadãos pelo país fora e, por isso mesmo, esses protestos são de facto protestos de massas. Por muito que isso custe à opinião dominante, é o direito à liberdade tomado à letra, é a democracia em acto. Ler o resto do artigo »



Crime continuado em Guantánamo

Pedro Goulart

Uma greve de fome, que se prolonga há 60 dias, atinge actualmente mais de metade dos 166 prisioneiros de Guantánamo. E alguns deles já estão a ser alimentados à força. Os prisioneiros combatem pela defesa dos mais elementares direitos humanos, incluindo os religiosos. Um deles, preso há 11 anos sem acusação nem julgamento, é o árabe Shaker Aamer, um prisioneiro de origem britânica. Ele afirmou ao jornal Observer que já tinha perdido um quarto do seu peso desde o início da greve. Ler o resto do artigo »



Fichar, atemorizar, desmobilizar

Após uma conferência de imprensa promovida pelo movimento Que se Lixe a Troika, à porta do Aeroporto de Lisboa (local de passagem da equipa da troika que regressava a Portugal), e onde foi publicitada a manifestação do próximo dia 2 de Março, uma agente da PSP mandou identificar um membro do Movimento, justificando-se com “ordens superiores”.Nuno Ramos de Almeida identificou-se. Não foi a primeira vez que um elemento do Que se Lixe a Troika foi identificado pela PSP. Também, Mariana Avelãs, após uma conferência de imprensa, a quando da manifestação de 15 de Setembro, foi identificada e, posteriormente, constituída arguida. Ler o resto do artigo »



Cuidado com os colaboradores da GNR!

Pedro Goulart

“A GNR está a dar formação a civis para que sirvam de interlocutores junto da população. De norte a sul do país já foram formadas cerca de 1700 pessoas, autarcas, padres, agentes de IPSS, que junto das populações vão ajudar a promover acções de sensibilização e prevenção das forças policiais”. Esta informação resulta de recentes declarações do chefe da repartição de programas especiais da GNR, o major Fonseca, à Antena 1. No dizer do major Fonseca, trata-se de uma relação biunívoca entre a GNR e as populações, considerando que os colaboradores locais também fornecerão às forças policiais “informação privilegiada sobre o que se passa nas suas comunidades”. Ler o resto do artigo »



Paula Montez perseguida

“Activista da desobediência civil e da resistência pacífica”, Paula Montez foi constituída arguida na sequência da manifestação de 14 de Setembro, em São Bento. Não tendo sido presa na manifestação, foi posteriormente convocada para se apresentar no DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal), saindo arguida por cometimento de “ofensas à integridade física da PSP”. Com algumas das habituais “provas” das chamadas forças da ordem: fotografias de qualidade duvidosa, onde se vê um braço erguido segurando um objecto (máquina fotográfica), e que, segundo os investigadores, baseados em “denunciantes” (leia-se provocadores), seriam pedras para atirar à polícia.



Mais uma execução impune

Amadora, Janeiro de 2009. Elson Sanches, conhecido por “Kuku”, 14 anos, é abatido à queima-roupa por um agente da PSP, na sequência de uma perseguição policial. No julgamento agora realizado nos Juízos Criminais de Lisboa provou-se que: o disparo do agente da PSP provocou a morte de Elson Sanches; esse disparo foi efectuado a 11 cm da cabeça do jovem; Elson não possuía qualquer tipo de arma. Apesar disto, na decisão da juíza de absolver o agente da PSP parece ter pesado mais o facto do assassinato se ter verificado num “bairro perigoso”, assim como a “credibilidade” do testemunho da PSP. Houve aqui preconceito racial? Houve, certamente, mais uma sentença de classe.



Nuno Santos, Luís Castro e Ana Pitas – tudo boa gente

Pedro Goulart

Ainda a propósito da manifestação de 14 de Novembro, que terminou com uma brutal carga policial, sabe-se que o inquérito interno da RTP concluiu que Nuno Santos (director de informação da estação) teria autorizado que “a PSP visionasse as imagens num sítio discreto que não no Arquivo”. E agora também se ficou a saber que dois elementos pertencentes a uma unidade secreta da PSP estiveram no gabinete de Luís Castro, subdirector da RTP (e com a presença de alguns membros da Direcção de Informação), a visualizar as imagens captadas durante a manifestação. Ler o resto do artigo »



O 14 de Novembro e o aparelho repressivo de Estado

Carlos Completo

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” Bertolt Brecht

Em anterior artigo de Urbano de Campos ficou expressa a posição do Mudar de Vida no apoio à Greve Geral de 14 de Novembro. A grande dimensão por esta assumida e o seu significado apareceram, contudo, por iniciativa própria dos jornalistas ou a mando dos seus chefes, ofuscados na comunicação social pelos acontecimentos da parte final da concentração de São Bento. Apesar de não estar de acordo com a acção de alguns dos manifestantes (embora uns pudessem estar sinceramente revoltados e, outros, provavelmente, não passarem de vulgares provocadores policiais), que dedicaram grande parte do seu tempo a atirar pedras à polícia fardada, considero dever repudiar fortemente a actuação das forças repressivas. Ler o resto do artigo »



Os frutos da troika

Empresários gregos têm recebido “visitas” do partido neonazi Aurora Dourada (com 18 deputados no parlamento), propondo-lhes que despeçam os trabalhadores imigrantes e contratem trabalhadores gregos de uma lista de desempregados na posse do Aurora Dourada. Por outro lado, a própria polícia grega mostrou-se recentemente preocupada ao sentir-se substituída por militantes do Aurora Dourada que efectuaram uma operação relâmpago de controlo de identidade a vendedores de rua imigrantes. Também há dias, um ministro do actual governo grego foi acusado de ter fornecido listas de imigrantes e de crianças filhas de imigrantes que os nazis prometeram expulsar dos hospitais e das creches.



A indústria em marcha

Manuel Raposo

O caso, divulgado pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, já não é muito recente, mas vale a pena recordá-lo para se ver como a imaginação terrorista do sionismo parece não ter limites. Em meados de Junho, a BBC Brasil noticiou que, sob o rótulo de “oferta turística”, foi criado em Israel um campo onde os “turistas” podem treinar “tiro ao terrorista”. Os alvos são figuras de árabes em tamanho real. Ler o resto do artigo »



O sr. Jonathan Winer e os donos do mundo

Uma queixa-crime e algumas notas sobre a questão de George Wright

Carlos Completo

Joana Lopes e Diana Andringa, indignadas com as declarações ao Expresso de um ex-vice-secretário de Estado adjunto do tempo de Bill Clinton, Jonathan Winer (*), a propósito da decisão judicial de não extradição por Portugal de George Wright, apresentaram no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa uma queixa-crime contra este ex-dirigente norte-americano.
As razões desta queixa estão na exposição ao Procurador Geral da República onde, entre outras coisas, se pode ler: Ler o resto do artigo »



Amadora: luta pela habitação

Os moradores do Bairro de Santa Filomena (Amadora), ameaçados de despejo das suas casas (pois estas vão ser arrasadas), dirigiram-se pacificamente à Câmara Municipal da Amadora para entregar uma carta ao Presidente, onde expunham as suas razões quanto ao direito à habitação, que lhes querem negar. Trabalhadores com salário mínimo, pobres, desempregados, doentes, não estão em condições de arcar com rendas mais pesadas. A alternativa é ficarem na rua. E como lhes respondeu a Câmara? Com a brutalidade da intervenção da polícia municipal a uma manifestação pacífica. Mas a luta continua. Atentos ao desenrolar dos acontecimentos, manifestamos a nossa solidariedade.



Para que servem os Serviços de Informações?

Proteger o capital e oprimir os trabalhadores

Pedro Goulart

Segundo Júlio Pereira, secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), ouvido em 1 de Junho na Comissão de Assuntos Constitucionais da Assembleia da República, os relatórios sobre figuras públicas (Pinto Balsemão ou Ricardo Costa, director do Expresso), que foram encontrados na posse de Jorge Silva Carvalho, não terão sido feitos pelos serviços que tutela. E no meio das grandes trapalhadas e da promiscuidade agora vindas a público, também surge um ministro – Miguel Relvas – mentiroso e manipulador, que procura apresentar-se como vítima! Ler o resto do artigo »



O 11 de Setembro de Sarkozy foi curto

ZAV / MV

A morte, às mãos da polícia francesa, em 21 de Março, do jovem de origem argelina Moamed Merah levanta enormes suspeitas. Assassinato de Estado para obter dividendos políticos? Todo o caso em volta dos sete homicídios de Toulouse, de que Merah foi acusado, só teve como fonte de informação as autoridades francesas, designadamente a presidência e a polícia. As suspeitas lançadas sobre Merah, não são provas provadas. Ler o resto do artigo »



Juízes europeus querem indulto para Garzón

António Cluny, presidente da Associação de Magistrados Europeus para a Democracia e as Liberdades (MEDEL), afirmou que esta organização, que conta com 15000 membros, pede indulto para o ex-juíz Baltasar Garzón, condenado a 11 anos de inabilitação profissional, por ter ordenado escutas ilegais no caso Gurkel (escândalo de corrupção política ligado ao Partido Popular). Só se lamenta-se que o Supremo Tribunal espanhol e estes senhores magistrados tenham tido diferente atitude (calando-se) aquando dos atropelos aos direitos do povo basco e às autênticas torturas infligidas aos seus presos políticos, ordenadas ou validadas pelo então juiz Baltasar Garzón.



“Porque apoiamos o boicote a Israel”

Noam Gur e Alon Gurman, refuseniks israelitas, explicam a sua posição

info-palestine.net / CSP

As condições em que o Estado de Israel tem actuado como ferro de lança do imperialismo, sobretudo norte-americano, estão a sofrer mudanças que favorecem os direitos dos palestinos e dos povos árabes em geral. A resistência palestina em primeiro lugar, depois o forte movimento popular no Egipto que minou a base da mais importante aliança de Israel, finalmente a solidariedade internacional para com os palestinos e o crescente boicote ao apartheid israelita – são factores que complicam a vida à política sionista. Um outro movimento, este interno a Israel, conflui com os demais: o dos refuseniks, militares que se recusam a colaborar na ocupação dos territórios palestinos e a reprimir a população árabe. A declaração que publicamos é o testemunho de dois desses militares. Ler o resto do artigo »



Importante vitória da resistência palestina

Governo israelita obrigado a ceder perante a greve de fome de 1600 presos políticos

CAPJPO-EuroPalestine / CSP

A direcção da luta dos presos palestinos em greve da fome desde 17 de Abril, alguns desde há mais de dois meses, chegou ontem a um acordo com o governo israelita, informa uma mensagem do Comité de Solidariedade com a Palestina. Esse acordo, que teve a mediação do Egipto, responde às reivindicações principais dos grevistas: o fim da detenção administrativa, a obrigação de os detidos serem julgados ou libertados e o fim das medidas de isolamento. O governo israelita foi obrigado a ceder diante da determinação dos presos e da onda internacional de solidariedade gerada em torno da luta que se saldou, assim, numa vitória importante para os grevistas e para o povo palestino. Ler o resto do artigo »



“Levar os traidores do povo ao pelourinho”

O apelo do reformado grego que se suicidou frente ao parlamento

ALR / MR / PG

Um reformado grego de 77 anos, Dimitris Christoulas, antigo farmacêutico, suicidou-se no dia 4 de Abril com um tiro na cabeça, na Praça Sintagma, no centro de Atenas, frente ao parlamento, para onde habitualmente convergem as manifestações de protesto da população grega. Deixou um bilhete explicando porque punha fim à vida, no qual culpava o governo e as medidas de empobrecimento impostas ao povo grego. Ler o resto do artigo »



O significado de uma carga policial

A propósito da repressão do dia 22 em Lisboa

Manuel Raposo

Foi preciso que dois jornalistas apanhassem umas valentes bordoadas da polícia, no dia da greve geral, para que a comunicação social viesse clamar contra a brutalidade e o “excesso” das forças repressivas. Bem vindos, senhores jornalistas, ao clube dos que apanham da polícia – não por prazer de vos ver sovados, mas porque essa é uma das realidades do país, e que não é de agora. Nestas ocasiões, com efeito, é bom lembrar às memórias selectivas que várias outras cargas policiais fizeram vítimas entre manifestantes, sindicalistas e pacíficos cidadãos nos últimos tempos sem que nenhuma onda de indignação se levantasse na comunicação social empresarial e sem que se considerasse que as liberdades estavam a ser espezinhadas. Ler o resto do artigo »



Crise humanitária em Gaza

Um milhão e 700 mil pessoas sem água, nem electricidade, nem combustível

Ziad Medoukh / MV

Quando todas as atenções noticiosas se viram para os três judeus franceses mortos nos atentados de Toulouse (das restantes vítimas quase nem se fala), importa lembrar que a matança diária de palestinianos prossegue às mãos do Estado israelita, quer através de ataques militares, como nas últimas semanas, quer estrangulando a vida das populações árabes, especialmente em Gaza, por meio de um bloqueio criminoso. É para isso que nos alerta o artigo seguinte sobre os efeitos da falta de energia eléctrica na faixa de Gaza, vai para quase dois meses. Ler o resto do artigo »



Polícias, como do antigamente

Quem viu as imagens da polícia a bater no Chiado, em Lisboa, no dia 22, não pode ficar com grandes ilusões sobre a polícia de choque que os “democratas” no poder estão dispostos a usar na repressão sobre quem questione as suas medidas, ou até, sobre simples jornalistas, que divulguem a actuação selvagem destes “agentes da ordem”. Quem “levou” da polícia de choque antes do 25 de Abril de 1974, sabe bem do que se está a falar. Porque o assunto mereceu destaque internacional, o governo de Passos Coelho e as suas polícias vão fazer uns inquéritos, dos quais não sairá grande coisa. E ainda continua a haver, à esquerda, quem bata palmas a estes “filhos do povo”!



Solidariedade com Falcão Machado

João Falcão Machado, membro da Plataforma 15 de Outubro e que informou o Governo Civil da realização de uma das duas manifestações ocorridas em 24 de Novembro último, foi constituído arguido pela PSP, por “crime” de desobediência civil. Isto, a pretexto de que tal manifestação contrariou a lei vigente, que, aos dias de semana, só permite manifestações a partir das 19 horas e esta se terá iniciado às 15. Com tais medidas, as forças repressivas pretendem intimidar os militantes, visando desmobilizar as lutas do movimento de massas contra as medidas de austeridade impostas pela troika e pelo governo do patronato. Não nos deixemos intimidar!



Nove anos depois da invasão

Os efeitos da guerra suja no Iraque

Cristina Meneses

Por ocasião do 9.º aniversário da invasão do Iraque pela coligação liderada pelos EUA, o Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa) organiza, no próximo dia 17 de Março, uma sessão pública no Centro Arte e Recreio, em Guimarães – Capital Europeia da Cultura.
Dois resistentes iraquianos, Mundher Adhami e Haifa Zangana, apresentarão depoimentos sobre o assassinato de professores e cientistas iraquianos e sobre os efeitos do uso de armas proibidas pelos ocupantes. Eis alguns dados referentes aos crimes de guerra cometidos nos últimos nove anos que serão debatidos na sessão de Guimarães. Ler o resto do artigo »



Celebrar Zeca e Adriano

O movimento Amigos Maiores que o Pensamento, com mais de 460 adesões individuais e 120 colectivas, escolheu as escadas da Casa da Música, no Porto, para arrancar com a celebração da vida e obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Na passada terça-feira, ouviram-se os bombos do grupo Ritmo de Fogo, seguidos da actuação dos Canto D’Aqui. “José Afonso e Adriano Correia de Oliveira foram exemplos de cidadania política, cultural e social. Tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de estímulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana”, lê-se no Manifesto do movimento. Consulta o site.



Guantânamo, dez anos depois

São 171 os detidos que ainda permanecem em Guantânamo. “A maioria deles, diz Victor Nogueira, da Amnistia Internacional, com uma situação indefinida, sem acusação nem julgamento. No limite, podem passar toda a vida presos. Foram detidos e transportados de forma ilegal, torturados e não têm acesso a justiça”. Só uma hipocrisia criminosa pode silenciar o que se passou nos últimos 10 anos com estes presos, a pretexto de que os EUA seriam uma democracia. Um regime que criou a prisão de Abu Ghraib, que construiu e mantém Guantânamo e que massacrou centenas de milhares de pessoas no Iraque e no Afeganistão não pode ser um regime recomendável. Na campanha eleitoral para a presidência que agora começou, o tema de Guantânamo é passado em silêncio, num acordo tácito entre democratas e republicanos. Não é isto um sintoma de que muita da política de Bush criou raízes?



Assalto ao quartel de Beja faz 50 anos

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, vai comemorar o 50.º aniversário do assalto ao quartel de Beja – acção ocorrida em 1 de Janeiro de 1962 e inserida num plano para o derrube do regime fascista. Realizar-se-á uma sessão aberta ao público na Biblioteca Museu República e Resistência, na Rua Alberto de Sousa,10 A, em Lisboa, com início às 15h horas, no próximo dia 14 de Janeiro. Serão oradores o coronel Matos Gomes e os historiadores António Louçã e Irene Pimentel, contando-se ainda com a presença de alguns dos participantes naquela acção.



Otelo processado?

Segundo a agência Lusa, o Departamento de Investigação e Acção Penal abriu um inquérito a Otelo Saraiva de Carvalho, por este, a propósito de uma manifestação de militares, ter admitido a hipótese de um golpe militar, caso fossem “ultrapassados os limites, com perda de mais direitos”. Este inquérito terá resultado de uma queixa apresentado por um “grupo de cidadãos”. Certamente estrénuos defensores do actual governo PSD/CDS e saudosos do fascismo, que Otelo ajudou a derrubar. Embora consideremos que a resolução dos problemas de fundo das classes exploradas passa por uma revolução de massas e não por qualquer golpe de estado, estamos com Otelo contra qualquer tentativa de incriminá-lo.



Ministro Miguel Macedo mete os pés pelas mãos

...mas persiste no seu trabalho policial

Carlos Completo

miguelmacedo.jpgGeralmente os ministros das polícias dizem desconhecer os abusos e crimes praticados pelos seus subordinados e procuram fazer-se passar por cidadãos éticos e democratas. Mas a crescente degradação da situação económica e social das classes trabalhadoras não vai facilitar a tarefa de branqueamento ao actual Ministro da Administração Interna. Miguel Macedo, que já anteriormente, em entrevista a José Rodrigues dos Santos na RTP, elogiara a actuação da PSP no dia da greve geral de 24 de Novembro, considerando-a “competente e contida”, veio depois à TVI 24, após o escândalo dos infiltrados e provocadores, procurar dourar a pílula em relação ao comportamento policial. Ler o resto do artigo »



Em apoio de Jorge dos Santos

Depois de uma primeira batalha ganha, com a decisão de um tribunal de Lisboa de não o extraditar para os EUA, Jorge dos Santos (George Wright) terá de passar por segunda prova, uma vez que as autoridade norte-americanas recorreram da decisão. Na próxima 6.ª feira, 9 de Dezembro, na livraria Ler Devagar / Lx Factory, em Lisboa, realiza-se um acto de solidariedade, promovido pela Plataforma Guetto, com a finalidade de divulgar a causa e a situação de Jorge dos Santos e angariar fundos para pagar as despesas legais. Haverá um concerto com diversos participantes e um debate a partir das 21h30 com Ana Benavente, António Pedro Dores (ACED) e um membro do Colectivo Mumia Abu-Jamal.



As provocações no dia da greve geral

Testemunhas desmentem a polícia e o ministro da Administração Interna e identificam um dos provocadores

Portugal Uncut / MV

oinfiltrado_72.jpgO blogue Portugal Uncut publicou um relato das agressões e das detenções de que foram alvo alguns manifestantes que participaram no desfile realizado em Lisboa, no dia da greve geral, junto à Assembleia da República. O testemunho, prestado por pessoas que presenciaram os acontecimentos, revelam a presença de agentes policiais provocadores e desmentem as versões oficiais postas a correr pela policia e pelo ministro da Administração Interna. Publicamos a denúncia feita pelo referido blogue. Ler o resto do artigo »



De novo em apoio de Gaza

Mais uma flotilha (“Ondas de liberdade para Gaza”), composta por dois barcos, que estava a caminho de Gaza, foi interceptada pela marinha de guerra israelita. Os civis a bordo do “Tahrir” e do “Saoirse”, de vários países, tentaram de novo quebrar o cerco ilegal imposto por Israel a 1,6 milhões de palestinos de Gaza. Repetiu-se assim o que sucedera no verão passado com uma outra flotilha, a maior parte dela detida pelas autoridades gregas que actuaram em conluio com o governo de Tel Aviv. Agora, uma vez mais, as forças israelitas violaram o direito internacional em total impunidade e com a complacência das potências ocidentais.



PSP e SIS espiam

Valentina volta a atacar

Carlos Completo

orelha.jpgEm diversos textos publicados no Diário de Notícias, Valentina Marcelino tem-nos habituado a olhá-la como uma espécie de porta-voz das forças repressivas, trabalhando e divulgando relatórios e informações pretensamente confidenciais, quando interessa ao Serviço de Informações e às várias polícias torná-los públicos. E voltou a ser assim agora, após a manifestação de 1 de Outubro convocada pela CGTP. Embora desta vez também tenha sido acompanhada por vários outros órgãos de comunicação do regime. Ler o resto do artigo »



Não à extradição de George Wright

George Wright, ex-membro de uma organização de luta armada dos EUA – o Exército de Libertação Negra – foi recentemente preso em Sintra, a pedido das autoridades norte-americanas. É acusado por actos alegadamente praticados há cerca de 40 anos. Dada a conhecida subserviência do Estado português em relação aos EUA, é de prever que fortes pressões políticas sejam exercidas sobre o aparelho judicial português para a entrega de Wright a um país – os EUA – cujo desrespeito pelos direitos humanos é notório e em que a aplicação da pena de morte ou da prisão perpétua são práticas habituais.



Notícias da Frota da Liberdade V

Terrorismo de Estado

Manuel Garcia Morales / MV

rumoagaza3.jpgProsseguimos a publicação dos relatos enviados por Manuel Garcia Morales, sindicalista e activista político, que integra segunda Frota da Liberdade com destino a Gaza, fundeada em Atenas. Depois de ter noticiado os dois dias de greve geral na Grécia e os impedimentos levantados à partida da Frota, Manuel Garcia dá conta de mais uma saboagem e da colaboração das autoridades gregas com o governo de Israel. É o que nos diz nas mensagens de 1 de Julho. Ler o resto do artigo »



Notícias da Frota da Liberdade IV

Rescaldo da greve geral na Grécia

Manuel Garcia Morales / MV

grevegeralgrecia.jpgUm grupo de 50 pessoas de todo o estado espanhol partiu no dia 22 de Junho de Madrid para Atenas onde se integrará na segunda Frota da Liberdade com destino a Gaza. Do grupo faz parte um amigo do Mudar de Vida, Manuel Garcia Morales, sindicalista e activista político, que se propõe enviar regularmente crónicas da viagem. Estamos a publicar os seus relatos à medida que nos chegam.
Nesta mensagem, de 29 e 30 de Junho, relatos do segundo dia de greve geral na Grécia e mais notícias da Frota. Ler o resto do artigo »



Notícias da Frota da Liberdade III

O primeiro dia de greve geral na Grécia

Manuel Garcia Morales / MV

rumoagaza2.jpgUm grupo de 50 pessoas de todo o estado espanhol partiu no dia 22 de Junho de Madrid para Atenas onde se integrará na segunda Frota da Liberdade com destino a Gaza. Do grupo faz parte um amigo do Mudar de Vida, Manuel Garcia Morales, sindicalista e activista político, que se propõe enviar regularmente crónicas da viagem. Estamos a publicar os seus relatos à medida que nos chegam.
Nesta mensagem, de 28 de Junho, ainda em Atenas, é dada conta do primeiro dia de greve geral na Grécia e de uma sabotagem no barco grego. Ler o resto do artigo »



Notícias da Frota da Liberdade II

Irlanda adverte Israel

Manuel Garcia Morales / MV

rumoagaza1.jpgUm grupo de 50 pessoas de todo o estado espanhol partiu no dia 22 de Junho de Madrid para Atenas onde se integrará na segunda Frota da Liberdade com destino a Gaza. Do grupo faz parte um amigo do Mudar de Vida, Manuel Garcia Morales, sindicalista e activista político, que se propõe enviar regularmente crónicas da viagem. Publicaremos os seus relatos à medida que nos forem chegando. Eis os testemunhos de 26 e 27 de Junho. Ler o resto do artigo »



Notícias da Frota da Liberdade I

Rumo a Gaza, via Atenas

Manuel Garcia Morales / MV

rumoagaza.jpgUm grupo de 50 pessoas de todo o estado espanhol partiu no dia 22 de Junho de Madrid para Atenas onde se integrará na segunda Frota da Liberdade com destino a Gaza. Do grupo faz parte um amigo do Mudar de Vida, Manuel Garcia Morales, sindicalista e activista político, que se propõe enviar regularmente crónicas da viagem. Publicaremos os seus relatos à medida que nos forem chegando. Aqui vão os primeiros testemunhos de 19 e 24 de Junho. Ler o resto do artigo »



EUA: a tortura de Manning

O soldado Bradley Manning, de 23 anos, está detido desde Julho de 2010 na base militar de Quântico, por suspeita de ter fornecido ao WikiLeaks um vídeo militar que mostra um ataque contra homens desarmados no Iraque, documentos das guerras do Iraque e do Afeganistão e mais de 250 mil telegramas do Departamento de Estado. Tem sido mantido em isolamento, privado de sono, de exercício e de leituras. Por vezes, obrigado a manter-se de pé e nu perante guardas e agentes, com o objectivo de o humilhar. Em mais uma evidente violação dos direitos humanos. Acusado de “colaborar com o inimigo”, corre o risco de ser condenado a prisão perpétua. Solidariedade com Bradley Manning!



Crimes de estado

A utilização de uma arma eléctrica (taser) pelo Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais contra o preso Carlos Gouveia, em greve de fome na prisão de Paços de Ferreira, apesar de alguns o apresentarem como um caso isolado, é um indicador significativo do tipo de sociedade repressiva em que vivemos. Foi um acto repugnante, particularmente no contexto em que se verificou. E que teve o apoio do Sindicato dos Guardas Prisionais. Provavelmente é para acções repressivas deste tipo (cá dentro e lá fora) que recentemente aumentaram os gastos dos Ministérios da Administração Interna, da Justiça e da Defesa.



“Hoje Battisti, amanhã tu”

É uma canção de apoio à não extradição de Cesare Battisti, da autoria de Manuela de Freitas e José Mário Branco, em que intervêm diversos cantores e músicos: Aldina Duarte, Amélia Muge, Camané, Duo Diana & Pedro, Duo Virgem Suta, Fernando Mota, João Gil, Jorge Moniz, Jorge Ribeiro, José Mário Branco, Luanda Cozetti, Norton Daiello, Paulo de Carvalho, Pedro Branco, Tim, José Peixoto e Paulo Curado. Pode ser vista e ouvida em http://passapalavra.info/?p=35123



Missão sindical europeia no Sahara Ocidental

Uma delegação de sindicatos europeus composta por oito centrais sindicais de Espanha, Euskadi, Galiza, França, Itália e Portugal, deslocou-se a El Aiun, capital do Sahara Ocidental, entre os dias 23 e 25 de Janeiro. Durante a visita, a delegação constatou a falta de liberdades políticas, sociais e sindicais da população e dos trabalhadores e trabalhadoras saharauis e expressou a sua solidariedade com o povo saharaui, exigindo que se respeite o seu direito à autodeterminação através da realização do referendo reconhecido em inúmeras resoluções das Nações Unidas e reiteradamente não cumpridas pelo reino de Marrocos.



Libertem Cesare Battisti

Pedro Goulart

cesarebattisti_1.jpgEm 30 de Dezembro último, como aqui informámos, o presidente Lula recusou extraditar o perseguido político italiano Cesare Battisti e concedeu-lhe asilo no Brasil. Fê-lo contra a opinião das forças mais conservadoras e reaccionárias do país, onde se encontram parte dos elementos do Supremo Tribunal Federal. Hoje, apesar da decisão de Lula da Silva, este Tribunal continua a manter arbitrariamente Battisti na prisão (para entregá-lo ao estado italiano?).
Na linha daquilo que temos feito no MV contra a repressão – informação, denúncia e solidariedade – divulgamos aqui alguns extractos de uma carta de Cesare Battisti, de 18 de Janeiro, dirigida aos companheiros que têm lutado pela sua libertação. Ler o resto do artigo »



Vida e Resistência na Palestina

A convite da Biblioteca Orlando Ribeiro, o Comité de Solidariedade com a Palestina participa numa sessão sobre Vida e Resistência na Palestina. Será apresentado o documentário O Muro de Ferro a que se segue um debate. A sessão decorre no sábado 15 de Janeiro, às 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, 146).



Caso Battisti em debate

Sábado, 15 de Janeiro, às 15h, no Teatro Comuna (Pr. Espanha, Lisboa), realiza-se uma sessão de solidariedade com Cesare Battisti, exigindo a libertação deste preso político italiano, detido no Brasil. Apesar de Lula da Silva ter decidido não extraditar Battisti e conceder-lhe asilo, o Supremo Tribunal Federal brasileiro mantém-no preso, naquilo que pode ser uma manobra dilatória para, posteriormente, o devolver a Itália, como não cessam de exigir Berlusconi e o poder judicial italiano. A sessão é promovida pela Comissão de Defesa de Cesare Battisti e conta com a participação, entre outros, de Diana Andringa, José Mário Branco, Leandro Vichi, José Nuno de Matos e João Bernardo. Comparece.



Eles entregam os nossos dados aos EUA

A corja que actualmente domina o País, representada pelo governo de José Sócrates, aqui com particulares responsabilidades dos ministros Rui Pereira, Alberto Martins e Luís Amado, prepara-se para entregar aos EUA numerosas informações. O governo já assinou um acordo bilateral com este país, que só espera ratificação da Assembleia da República, e pelo qual, a pretexto da luta contra o terrorismo, dará ao FBI acesso aos dados biográficos, biométricos e de ADN dos portugueses. E, sem as reticências levantadas pela Comissão Europeia sobre o mesmo assunto, o governo português revelou-se ainda mais capacho perante os EUA do que a própria União Europeia!



Lula recusou extradição de Battisti

No último dia do seu mandato, em 30 de Dezembro, Lula da Silva recusou a extradição do perseguido político italiano Cesare Battisti e concedeu-lhe asilo no Brasil. Em artigo recente do MV tratávamos deste caso, que pode ainda não estar acabado, dada a perseguição reaccionária que lhe movem o Estado e o governo italianos, que continuam a exigir a sua extradição. Apesar de o Tribunal Federal brasileiro ainda ir apreciar o caso em Fevereiro, é de crer que a decisão de Lula seja a definitiva. De saudar a vitória de Battisti e de todos aqueles que se empenharam nesta luta. Mas, também, a não esquecer a natureza política daqueles que, à esquerda, e conhecendo-a, se mantiveram silenciosos.



Dois anos após o massacre de Gaza

Grupos de cidadãos e diversas organizações (entre as quais o Comité de Solidariedade com a Palestina e o Tribunal-Iraque) assinalam hoje, dia 27, os dois anos do mortífero ataque a Gaza levado a cabo pelas tropas israelitas, que provocou perto de milhar e meio de mortos palestinianos. Para o efeito, terá lugar em Lisboa uma concentração, às 18h30, no Largo de S. Domingos, junto ao Rossio. A iniciativa pretende expressar solidariedade com o povo da Palestina e condenar o apoio do governo português à ocupação dos territórios palestinos e ao apartheid israelita.



Amigos e aliados

O jurista suíço Dick Marty, denunciou em relatório, solicitado pelo Conselho da Europa, o tráfico de órgãos humanos, retirados a prisioneiros sérvios liquidados com bala na cabeça. O tráfico foi praticado (pelo menos entre 1999 e 2000) pelo chamado Exército de Libertação do Kosovo. O seu dirigente, o actual primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi, é apontado como o chefe desta máfia, que se estendia à Albânia. O ELK e Thaçi foram apoiados pelos EUA e pela União Europeia, com o fim de separar o Kosovo da Sérvia, e dados como legítimos representantes dos albaneses kosovares. O Kosovo, como a Albânia, é hoje um território sem lei dominado por máfias e por bases militares da NATO e dos EUA.



Ao menos isso, também

Richard Holbrook, diplomata dos EUA, morreu de problema cardíaco. Evidenciou-se no conflito dos balcãs, nas negociações em que a União Europeia e os EUA promoveram o desmembramento da Jugoslávia (1995). A sua estirpe de canalha revelou-se em pleno em 1999 como portador de um ultimato a Belgrado para que a Sérvia retirasse do Kosovo e aceitasse a devassa do seu território pelas tropas da NATO. Meses antes, os EUA e o Reino Unido sabotaram as conversações de paz (Rambouillet, França) impondo sucessivamente aos sérvios condições inaceitáveis, mantidas secretas. Argumentando com a “recusa” sérvia, a NATO bombardeou a Jugoslávia. Holbrook era agora emissário de Obama no Afeganistão e Paquistão.



Ao menos isso

Jorge Videla, o principal responsável pela ditadura argentina (1976-83), foi condenado a prisão perpétua. Tratou-se da segunda condenação, depois de o presidente Menem o ter amnistiado da primeira, em 1985, numa decisão considerada inconstitucional. Em sete anos, a ditadura militar fez desaparecer 30 mil pessoas, consideradas “marxistas” e “subversivas”. Muitas delas foram atiradas de aviões para o mar. Rapto e tráfico de crianças filhas de prisioneiros foram também prática corrente dos militares. Milhares de argentinos saudaram a condenação aos gritos de “assassino”. Tal como as ditaduras chilena (1973-89) e brasileira (1964-85), os tiranos argentinos tiveram o apoio e a colaboração dos EUA.



Voos da CIA

Da forte suspeita à evidência

Governo vai pondo as barbas de molho

Manuel Raposo

socrates-amado.jpgDesde que as últimas denúncias da WikiLeaks sobre os voos da CIA vieram a público, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo têm-se desdobrado em explicações com o fito de negar as evidências. Mas se observarmos em pormenor as declarações, percebe-se que o ministério e o governo estão sobretudo a acautelar prováveis desenvolvimentos do caso que venham desmentir, pura e simplesmente, a tese oficial de que “não houve nada”. Ler o resto do artigo »



Apelo a Dulce Pontes

Organizações e pessoas de vários países, incluindo Portugal e Israel, estão a enviar cartas à cantora Dulce Pontes, pedindo-lhe que cancele o concerto que tem marcado para dia 21 de Dezembro em Telavive, à semelhança do que fizeram dezenas de artistas famosos internacionais. A iniciativa, que o Comité de Solidariedade com a Palestina está a divulgar, pretende convencer a cantora a não associar o seu nome à ocupação da Palestina e aos crimes de guerra de Israel e a não colaborar com a política de branqueamento do apartheid israelita. O apelo insere-se na campanha internacional de Boicote-Desinvestimento-Sanções a Israel.



Comício da FPLP em Gaza

Dezenas de milhares de palestinos participaram em Gaza, a 11 de Dezembro, num comício de celebração do 43.º aniversário da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Jamil Majdalawi, da comissão política, insistiu na legitimidade de resistir à ocupação por todos os meios até que os direitos palestinos sejam concretizados, tanto os direitos nacionais, com a criação de um estado independente, como o direito de regresso dos refugiados. Numa crítica à Autoridade Palestiniana, denunciou a acumulação de riqueza, de poder e de influência à custa da luta do povo. Apelou ainda à reconciliação entre o Hamas e a Fatah. Todas as tendências palestinianas estiveram presentes na celebração.



Palestina livre e independente

“O governo argentino reconhece a Palestina como um Estado livre e independente, dentro das fronteiras existentes em 1967, e de acordo com o que as partes definam no decurso do processo de negociação.” Esta decisão foi agora oficialmente comunicada pela presidente Kirchner a Mahmoud Abbas. Recorde-se que as fronteiras de 1967 incluíam a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, hoje ocupados por Israel. Também o Brasil, em carta do presidente Lula, já fizera igual reconhecimento na semana passada. E o Uruguai anunciou que fará o mesmo em 2011. Dois estados não gostaram: Israel e os EUA lamentaram o reconhecimento.



Festa SOS Racismo

Para comemorar o seu 20.º aniversário, o SOS Racismo organiza de 7 a 10 de Dezembro uma festa contra o racismo sob o tema “Um planeta muitas culturas”, com um vasto programa de música (Tito Paris, João Afonso, Couple Coffee, Maria Viana, entre muitos outros) e ainda cinema, teatro, fotografia, performances, poesia, literatura, exposições. As diferentes iniciativas decorrem na Cinemateca Portuguesa (dia 7) e no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia (nos restantes dias).



Solidariedade com a Palestina

O MPPM promove uma sessão pública evocativa do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina (29 de Novembro, 21 horas, na Casa do Alentejo, Lisboa). Intervenções de Maria do Céu Guerra, Carlos Almeida e Adel Sidarus, da direcção do MPPM, e do embaixador Mufeed Shami, representante diplomático da Palestina. Em 29 de Novembro de 1947, a ONU aprovou a criação, na Palestina, de dois estados, um árabe e um judaico. Só o estado judaico foi constituído. Passados 30 anos, a ONU adoptou nova resolução em que proclamou o 29 de Novembro como Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, convidando governos e organizações a cooperar na solução do problema da Palestina.



NATO não!

“Poucas expectativas” sobre a nova estratégia

Manuel Raposo

lajescimeira.jpgEm declarações feitas à Lusa em 13 de Novembro, o Comandante Operacional dos Açores, tenente general Alfredo Cruz, manifestou “poucas expectativas quanto ao novo conceito estratégico da NATO” porque “a sua principal razão de ser, um inimigo, desapareceu”, desde o fim do Bloco de Leste e a dissolução do Pacto de Varsóvia. Ler o resto do artigo »



NATO não!

Dois terços do gastos militares mundiais são dos países da NATO

Pedro Goulart

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Segundo dados divulgados em Junho deste ano pelo Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI), só em 2009 os gastos militares em todo o mundo atingiram 1,5 biliões (milhão de milhões) de dólares. O valor representa um aumento de 5,9% em relação aos gastos de 2008.
E a perspectiva de gastos é de mais crescimento para 2010. “O governo britânico investiu um total de 15 mil milhões de dólares em operações militares no Afeganistão até Março de 2010. E, para 2010-2011, estão destinados mais 4 mil milhões”, refere Sam Perlo-Freeman, director de um projecto sobre gastos militares do SIPRI. Ler o resto do artigo »



NATO não!

A estratégia da aranha

Para perceber o que se vai passar na cimeira da NATO em Lisboa

Paulo Esperança

aranha_web.jpgO novo conceito estratégico da NATO – a debater e aprovar hoje e amanhã, na Cimeira de Lisboa – foi apresentado em 17 de Maio deste ano por um grupo de doze especialistas liderado pela ex-secretária de Estado de Bill Clinton, Madeleine Albright (1), membro do “clandestino” Grupo de Bildeberg e da Trilateral.
O último modelo estratégico da Nato remonta a 1999, ou seja, antes da “campanha” do Afeganistão, da invasão do Iraque em Março de 2003, dos ataques aos EUA em 11 de Setembro de 2001, de todo o desenvolvimento social que tem gerado mudanças de “cor política” na América Latina, da afirmação do Irão, da instabilidade latente em várias ex-repúblicas da antiga União Soviética.

A definição do novo conceito estratégico da NATO estará claramente influenciada pela “actualização” que, sob a administração Obama, os EUA produziram relativamente ao seu próprio conceito estratégico. O anterior estabelecia que as forças armadas dos EUA deveriam estar aptas a disputar vitoriosamente duas guerras simultâneas (perderam as duas em que se envolveram, Iraque e Afeganistão). O actual estabelece que devem estar aptas a disputar uma multiplicidade de ameaças em qualquer parte do mundo e que, para isso, devem contar com as parcerias estratégicas – UE, ONU, etc. Ler o resto do artigo »



NATO não!

Uma máquina de terror

Pedro Goulart

natonao1.jpgA NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma organização político-militar imperialista criada em 1949, pretensamente com o objectivo de se opor ao chamado Bloco Socialista e defender o “mundo livre”. Foi formada de início por 12 países, dois norte-americanos (EUA e Canadá) e dez europeus (França, Itália, Reino Unido, Luxemburgo, Bélgica, França, Holanda, Noruega, Islândia e Portugal). Pouco depois integrou a Alemanha, a Grécia e a Turquia.
Só em 1955, o então Bloco de Leste havia de contrapor-lhe outra organização político-militar, com a criação do Pacto de Varsóvia. Ler o resto do artigo »



Aminetu Haidar em Portugal

A activista saharauí veio agradecer o apoio que lhe foi dado durante a greve de fome, de 32 dias, em Novembro de 2009, feita em protesto contra as autoridades marroquinas, que não a deixavam entrar no seu país. Regressava então dos EUA onde recebera o Prémio Robert F. Kennedy, atribuído a defensores dos direitos humanos. No dia 10 participará numa sessão pública, promovida pela Reitoria da Universidade de Lisboa, que terá lugar às 18h30 no Salão Nobre da Reitoria da Cidade Universitária. A homenagem tem ainda mais significado depois do massacre praticado por tropas marroquinas, ontem dia 8, num acampamento de saharauís que exigiam o reconhecimento dos seus direitos nacionais.



Liberdade para Cesare Battisti

Destino do activista italiano nas mãos de Lula da Silva

Carlos Completo

cesarebattisti.jpgComo o MV noticiou por mais de uma vez, Cesare Battisti, ex-militante político da esquerda revolucionária italiana, está ilegalmente preso no Brasil, há quase quatro anos. As forças mais conservadoras e reaccionárias deste país pretendem entregá-lo ao fascistóide Berlusconi.
Battisti foi, na década de 70, sucessivamente, militante do Partido Comunista Italiano, da Lotta Continua, da Autonomia Operária e da organização Proletários Armados para o Comunismo. Foi, várias vezes, preso em Itália, abandonando a luta armada em 1978. Conseguiu fugir (em 1981) e exilou-se, passando, depois, “numa fuga sem fim”, por vários países como a França e o México, onde escreveu um livro e exerceu várias actividades culturais. Foi condenado a prisão perpétua em Itália, por via de um “arrependido” utilizado pela justiça italiana. Ler o resto do artigo »



Solidariedade com militantes saharauis

A Amnistia Internacional apelou às autoridades marroquinas a que procedam à libertação imediata e sem condições de três militantes saharauis que estão presos há mais de um ano e começaram agora a ser julgados com outros quatro companheiros (estes em liberdade provisória), todos acusados de “atentado à segurança interna e à integridade nacional”. “É verdadeiramente inaceitável que as autoridades marroquinas inculpem estas sete pessoas por terem visitado livremente e sem segredos um acampamento de refugiados e se terem encontrado e reunido com membros da Frente Polisário”, declarou Malcolm Smart, da Amnistia Internacional.



Manifestação a 20 de Novembro

Contra a guerra e contra a NATO

Pedro Goulart

natolegalterror.jpgA organização político-militar NATO, que há quase nove anos leva a cabo a criminosa guerra no Afeganistão em parceria com os EUA, vai realizar este ano uma cimeira em Portugal, nos dias 19 e 20 de Novembro. Aqui será discutido e votado o novo conceito estratégico da aliança belicista. O país, especialmente Lisboa, vai estar vigiado e cercado por terra, mar e ar, por militares e polícias. E, apesar da “crise”, para estes gastos não falta dinheiro!
Um eventual silêncio ou inacção da nossa parte face aos actuais crimes desta organização militar imperialista podem ser comparados aos silêncios e às inacções cúmplices do passado, de que foram responsáveis muitos portugueses quando confrontados com os crimes do fascismo salazarista e das guerras coloniais. Ou será que todos aqueles que hoje apoiam ou votam nos partidos da guerra são inimputáveis?
Logo que foi conhecida a concretização desta cimeira de Lisboa, começaram a desenhar-se e desenvolver-se algumas iniciativas e movimentos contra tal realização. De entre as iniciativas previstas, é de salientar a manifestação do dia 20 de Novembro, em Lisboa, pelas 15h, do Marquês de Pombal aos Restauradores. Ler o resto do artigo »



Casa Pia: sentença para o “lado errado”

Manuel Raposo

casapia.jpgQue os agora condenados no caso Casa Pia clamem inocência não admira. O que admira (ou não…) é que toda a comunicação social lhes dê publicidade sem limites. Como que a justificar este alinhamento pelos réus, o director de informação da RTP atreveu-se mesmo a pôr em causa a sentença por não ter produzido, acha ele, uma “certeza serena”! A campanha é tal que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social e a administração da RTP se sentiram na necessidade de vir a terreiro pedir moderação. Ler o resto do artigo »



A expulsão dos ciganos de França

Uma política securitária assente num longo passivo racista

François Pechereau

romsfrance.jpg“Os ciganos são todos ladrões” – é com fundamento neste preconceito, neste estereótipo, que o governo francês actua desde o início do Verão. A política de expulsões em massa é sustentada por sentimentos profundamente enraizados na sociedade contra os ciganos.
Na Europa, os ciganos foram sempre alvo de dois tipos de política: a rejeição, a expulsão, o extermínio (sob Luís XIV, eram enviados para as galeras) ou a assimilação forçada e, consequentemente, a sua anulação cultural (a sedentarização forçada praticada por José II da Áustria). Ler o resto do artigo »



Boicote ao futebol do apartheid!

A equipa israelita do Hapoel de Telavive joga contra o Benfica, hoje, 14 de Setembro, em Lisboa, a 20 de Outubro em Gelsenkirchen (Alemanha) e a 7 de Dezembro em Lyon (França). Em todas estas cidades se preparam acções contra a presença de Israel na Liga dos Campeões integradas na campanha internacional BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções). Em Lisboa, a concentração de protesto terá lugar, a partir das 19 horas, à saída do túnel proveniente do Centro Comercial Colombo. A iniciativa foi convocada pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, a Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental e o Colectivo Mumia Abu Jamal, e conta com o apoio do Tribunal-Iraque.



País Basco: a paz é possível

Carlos Completo

ezkerabertzalea.jpg O recente anúncio de cessar-fogo efectuado pela organização independentista basca ETA provocou reacções positivas em vários sectores da opinião pública e fez renascer a esperança de uma solução progressista e de futuro para o País Basco.
De destacar a reacção da Esquerda Abertzale (EA – esquerda independentista do País Basco), que considerou a decisão unilateral da ETA, de continuar por tempo indefinido e sem condições a paragem das suas acções armadas, como uma contribuição de valor inquestionável para a instauração da paz e a consolidação de um processo democrático, como enquadramento imprescindível à abordagem de espaços de diálogo e negociação com vista à resolução definitiva do conflito. E que, em conjunto com o debate e as conclusões de carácter estratégico adoptadas pela EA nos últimos meses, e já plasmadas em documento, se traduzem na abertura de portas a um cenário que permite a superação definitiva da actual realidade de bloqueio, violência, repressão e espezinhamento massivo dos direitos democráticos e nacionais. Ler o resto do artigo »



Sahara Ocidental: uma enorme prisão

Os 14 activistas do colectivo pró-saharaui das Canárias, que recentemente procuraram inteirar-se das condições em que vive o povo do Sahara Ocidental, e que foram presos e espancados pela polícia marroquina, prestaram declarações ao chegar ao porto de Las Palmas, tendo um deles, Sara Mesa, afirmado que “O Sahara Ocidental é como uma enorme prisão, onde a gente vive sob um clima de continua repressão”. No porto esperavam-nos um grupo de simpatizantes da causa, empunhando cartazes onde se apelava à realização de um referendo livre e democrático naquela que foi a última colónia de Espanha em África e que é ocupada há mais de 35 anos por Marrocos.



Em apoio da população cigana. Concentrações, Lisboa e Porto. Sábado, 4 Setembro

Face à situação da comunidade cigana em toda a Europa, nomeadamente ao que está a ocorrer em França, com o governo reaccionário de Sarkozy a expulsar centenas de pessoas de origem cigana, um grupo de cidadãs e cidadãos e muitas associações ciganas e de defesa dos direitos humanos, convoca concentrações no Porto e em Lisboa para este sábado, frente ao consulado de França (Av. da Boavista, n.º 1681, Porto) e na embaixada deste país em Lisboa (Calçada Marquês de Abrantes n.º 5, em Santos). Associam-se assim às manifestações que vão decorrer em várias cidades francesas.



CIA: jogo sujo para neutralizar Wikileaks

Os serviços secretos dos EUA têm no seu activo uma longa lista de malfeitorias: assassinatos, desestabilizações, golpes de estado, etc. Julian Assange, criador do site Wikileaks, divulgou recentemente milhares de documentos secretos sobre os crimes norte-americanos na guerra do Afeganistão e afirmou que iria divulgar mais. Como Assange não se dispusesse a denunciar as fontes e a retirar essas informações do site, foi ameaçado pelo governo dos EUA. Assim, recorrendo à sua prática de guerra suja, a CIA terá conseguido (a que preço?) alguém para acusar Assange de abuso sexual, tentando neutralizá-lo. Será que a justiça sueca vai colaborar?



Soldado israelita posa com as suas vítimas

À semelhança do que fizeram os torturadores americanos de Abu Ghraib, também a ex-soldado israelita Eden Aberjil publicou fotos suas com prisioneiros palestinianos atados e com os olhos vendados. Éden acha que não fez nada de mal e que é uma soldado exemplar. As imagens foram recentemente publicadas no Facebook, num álbum intitulado “O exército: os melhores dias da minha vida”. Segundo Yishai Menuchim, do Comité Israelita Contra a Tortura, este caso mostra uma atitude que se converteu em norma em Israel e que consiste em tratar os palestinianos como objectos e não como seres humanos.



Guerra e contra-informação

Valentina Marcelino prossegue no DN a sua saga a favor do estado policial. Em artigo de 8 de Agosto escreve: “A polícia quer ‘blindar’ o Parque das Nações durante a realização da Cimeira da NATO, agendada para os dias 19 e 20 de Novembro”. Depois prossegue descrevendo e justificando um conjunto de medidas a adoptar (leis de excepção para proibir manifestações e expulsar desordeiros) e de meios que vão ser mobilizados (polícias, carros blindados) para fazer face àquilo que ela refere como de previsível violência urbana. O artigo é um notável exemplo de propaganda a favor dos fautores de guerra (NATO) e de tentativa de atemorização dos opositores à guerra.



Um Verão em França

Sarkozy insiste na tecla que lhe garantiu a eleição: a segurança

François Pechereau

sarkozy.jpgA expulsão violenta dos «ocupas» de Courneuve, que está disponível em vídeo na internet (http://www.youtube.com/watch?v=9WxAYLNEQ3Y), é sintomática do que se passa neste momento em França. O vídeo mostra as famílias a serem retiradas, pela polícia, dos passeios onde se tinham instalado em protesto por terem sido expulsas das suas habitações situadas na Cité des 4000, em Courneuve. Estas imagens tornaram-se quase banais em França de há uns anos a esta parte, mas verifica-se uma “subida de tom” na acção do governo face a esta população e às questões que coloca. Ler o resto do artigo »



Papéis do Pentágono revelam crimes de guerra

Organizações internacionais apelam a que mais militares denunciem as guerras do Afeganistão e do Iraque

Manuel Raposo

bradleymanning.jpgA fuga de informações secretas do Estado-Maior dos EUA, divulgada pelo site Wikileaks, é histórica. Mais de 92 mil telegramas com mensagens trocadas entre representantes do poder norte-americano põem à luz do dia crimes de guerra e revelam a incapacidade de derrotar a resistência afegã. Os jornais New York Times, nos EUA, Guardian, no Reino Unido, e Der Spiegel, na Alemanha, publicaram várias páginas com resumos dos telegramas, dando projecção mundial ao assunto. Ler o resto do artigo »



Liberdade para todos os presos políticos bascos

Está em marcha uma campanha pela libertação de Arnaldo Otegi. O conhecido dramaturgo Alfonso Sastre reclama a sua libertação, pela importância do político independentista no processo democrático em desenvolvimento no País Basco. Sastre defende, igualmente, a libertação de todos os presos políticos, como “condição sine qua non para a tão desejada paz em Euskal Herria”. Também Gerry Adams, líder do Sinn Féin (Irlanda do Norte), em carta enviada a vários jornais europeus, pede a libertação do dirigente independentista, assim como a legalização do Batasuna, para mostrar a vontade do governo espanhol de “contribuir para pôr fim a um dos mais velhos conflitos da Europa”.



Manifestantes absolvidos

No dia 14 de Julho terminou o julgamento dos 11 detidos em 25 de Abril de 2007, quando levavam a cabo uma manifestação contra o fascismo e contra o capitalismo. Todos os arguidos foram absolvidos de todas as acusações. Assim, o tribunal não deu como provados os actos atribuídos aos arguidos por um Ministério Público quase sempre pronto a dar crédito às polícias e que se podiam enquadrar nos crimes de ofensa à integridade física, injúria agravada, coacção e resistência a funcionário. Faltaria agora levar a polícia a tribunal pela brutalidade da repressão e pelas acusações infundadas.



EUA: manifestantes boicotam navio israelita

Em 20 de Junho, na Califórnia, centenas de activistas pela paz realizaram uma manifestação, formando um piquete no porto de Oakland, que impediu temporariamente um barco israelita de descarregar as mercadorias. Os activistas conseguiram os seus objectivos quando o sindicato local dos estivadores se recusou a atravessar o piquete. Segundo um dos manifestantes, se os israelitas cometem actos de pirataria em alto mar, matam civis a sangue frio, constroem um muro de separação, sitiam Gaza, não é possível aceitar o comércio israelita. Isto acontece, à semelhança de idênticos boicotes já realizados na Suécia, Noruega e África do Sul.



Repressão em Marrocos

Em 4 Junho, a polícia de Casablanca arrombou a porta do apartamento de Zineb El Rhazoui, jornalista e co-fundadora do Movimento Alternativo para as Liberdades Individuais, que se encontrava na companhia de Ali Amar, jornalista, antigo director do Journal Hebdomadaire (proibido em Janeiro) e autor do livro Mohammed VI, le grand malentendu. Os agentes transportaram os dois jornalistas à Prefeitura da Polícia onde os submeteram a longo interrogatório. O processo contra Zineb El Rhazoui faz menção ao consumo de vinho e à presença de um preservativo em sua casa. Ambos foram libertados, mas Ali Amar foi convocado a apresentar-se posteriormente na Perfeitura.



Concentrações hoje em Lisboa e Porto

Mais de duas dezenas de organizações convocam para hoje, dia 2, às 18 horas, frente à embaixada de Israel em Lisboa (Rua António Enes, 16), nova concentração de repúdio pelo ataque das tropas israelitas à “Frota da Liberdade” cometido na madrugada de segunda-feira. Será entregue na embaixada uma posição conjunta de condenação do crime e exigindo a punição do estado de Israel. O texto reclama ainda a libertação dos activistas sequestrados, o levantamento do cerco a Gaza e o fim da ocupação da Palestina. Também no Porto haverá uma concentração, à mesma hora, na Praceta Palestina, na Rua Sá da Bandeira, acima do Bolhão. Protestos semelhantes estão marcados por todo o mundo ao longo da semana.



Marinha israelita faz banho de sangue no mar de Gaza

Concentração de protesto, hoje, às 17h30, frente à embaixada israelita em Lisboa

mardegaza.jpgO Comité de Solidariedade com a Palestina divulgou um comunicado em que denuncia o massacre cometido esta manhã pela marinha israelita contra barcos que levavam ajuda humanitária à população palestiniana da Faixa de Gaza. Também a Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell para a Palestina tomou posição pública. O crime está a provocar protestos em todo o mundo e estão a ser convocadas manifestações junto das delegações diplomáticas israelitas. No nosso país, várias organizações apelam a uma concentração junto da embaixada israelita em Lisboa, hoje às 17h30. Para já, aderiram o Comité de Solidariedade com a Palestina, MPPM, Tribunal-Iraque, SOS Racismo, Pagan, Colectivo Mumia Abu Jamal, Fórum pela Paz. Outras organizações estão a ser contactadas ao mesmo tempo que se solicita a todas as pessoas que convoquem amigos e conhecidos por todos os meios. Ler o resto do artigo »



Garzón, um herói dos direitos humanos?

A. Chalmeta, Diagonal / Pedro Goulart

baltazargarzon_72.jpgRecentemente, no Estado espanhol, foram dirigidos poderosos ataques contra o juiz Baltazar Garzón, por este ter tentado investigar os crimes cometidos durante a ditadura franquista. Parte da esquerda espanhola e dos movimentos sociais mobilizaram-se a seu favor, tentando defendê-lo das manobras judiciais da direita (que visavam afastá-lo) e assumindo-se em apoio das vítimas do franquismo. No país vizinho, houve diversas manifestações e petições de intelectuais em sua defesa, mas considerando apenas este lado da acção do “juiz estrela”. Também, na mesma linha, surgiu em Portugal uma petição a seu favor. Entretanto, Garzón era suspenso das suas funções pelo Conselho Geral do Poder Judiciário. Ler o resto do artigo »



Solidariedade com o Sahara Ocidental

Hoje, 20 de Maio, duas sessões de apoio ao povo do Sahara Ocidental. Uma, no Auditório Municipal do Pinhal Novo, às 18h00, da iniciativa do Movimento Democrático de Mulheres. Outra, promovida por um grupo de organizações de que fazem parte o Graal e a Acção para a Justiça e Paz, terá lugar em Lisboa no terraço do Graal (Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA). Em ambas participa Haddu Ahmed Fadel, deputada da República Árabe Saharaui Democrática. O Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos em 1975 após a saída dos colonizadores espanhóis, é a última colónia de África e espera que a ONU promova o referendo de autodeterminação acordado em 1988 entre Marrocos e o movimento independentista Frente Polisário.



Sahara Ocidental

Em 30 de Abril, o Conselho de Segurança da ONU adoptou uma resolução em que reafirma o mandato da sua Missão para um Referendo no Sahara Ocidental, bem como todas as suas anteriores resoluções sobre o tema. Esta reafirmação constitui uma resposta directa aos prolongados intentos e tergiversações de Marrocos destinados a desviar o processo de paz dos seus objectivos e que são a organização de um referendo de autodeterminação, que permita ao povo saharaui eleger livremente o seu futuro. Assim, o Conselho reafirma a natureza da questão saharaui como um problema de descolonização, que deve ser resolvido na base da aplicação do direito à autodeterminação dos povos.



A Swift trabalha de espia para os EUA

Manuel Raposo

olhoespiao.jpgÀ conta da “ameaça terrorista”, os EUA vasculham, diariamente, 15 milhões de transacções bancárias feitas por cidadãos em 8 mil bancos de todo o mundo. Os dados são geridos pela empresa Swift e incluem os nomes das pessoas (emissários e destinatários) e os comentários escritos que eventualmente acompanhem as transacções. A Swift é uma empresa privada com sede na Bélgica e uma sucursal nos EUA. Ler o resto do artigo »



Novo impulso na luta contra a guerra?

Milhares de norte-americanos exigiram retirada das tropas do Afeganistão e do Iraque

MV/A.N.S.W.E.R.

euamanif20march1_web.jpgNo dia em que se completaram sete anos sobre a invasão do Iraque (20 de Março), milhares de pessoas convergiram para a Casa Branca na Marcha 20 de Março sobre Washington – a maior manifestação anti-guerra desde o anúncio, feito pelo presidente Obama, da escalada da guerra no Afeganistão. Dezenas de autocarros deslocaram-se de, pelo menos, 44 cidades em 19 estados. Os manifestantes desfilaram exigindo “E.U.A fora do Iraque e do Afeganistão já”, “Palestina Livre”, “Reparações para o Haiti” e “Não às sanções contra o Irão”, bem como “Dinheiro para empregos, educação e saúde”. Manifestações idênticas realizaram-se em outras cidades do país. Ler o resto do artigo »



Liberdade para Cesare Battisti

Preso há três anos no Brasil e tendo obtido refúgio político neste país (assunto que já temos referido no MV), a decisão de extraditar ou não Cesare Battisti para a Itália de Berlusconi compete agora a Lula da Silva. Depois de uma greve de fome de Battisti e da solidariedade que lhe tem sido demonstrada por diversos militantes da esquerda anticapitalista, em contraposição às várias manobras e pressões de direita (incluindo de magistrados brasileiros), um recente acórdão do Supremo Tribunal deste país deixou a decisão final nas mãos do presidente Lula. É altura de reafirmarmos por vários meios a nossa a nossa solidariedade com Battisti, exigindo a sua libertação!



Sobre o assassinato de Nuno Rodrigues

SOS Racismo denuncia a impunidade das polícias

SOS Racismo / MV

mcsnake_72dpi.jpgA propósito do assassinato de Nuno Rodrigues (o cantor de rap MC Snake) – morto a tiro pela polícia no dia 15 de Março, em Lisboa, por não ter parado numa operação stop – a organização SOS RACISMO emitiu um comunicado onde condena a habitual impunidade da polícia. A morte de Nuno Rodrigues, diz o comunicado, relança com uma urgência inadiável a necessidade de um debate sério sobre a violência policial. Nos últimos dez anos, foram dezenas as mortes de jovens dos bairros às mãos da Polícia de Segurança Pública, sem que isto tenha acarretado consequência alguma para os criminosos. Ler o resto do artigo »



Brigadas de limpeza

A Defensoria do Povo de Buenos Aires acusou o governo da capital argentina de expulsar os sem-abrigo das ruas por meios violentos. Foram apresentadas em CD provas de maus-tratos a pessoas isoladas e da expulsão de 103 famílias de um edifício. Uma chamada Unidade de Controlo do Espaço Público (encarregada também de retirar cartazes considerados ilegais e de atender denúncias) é o instrumento desta repressão. Vários elementos da UCEP são vistos nos CD a pontapear uma mulher grávida e a insultar outros sem-abrigo. A directora de um centro de estudos sociais disse que os elementos da UCEP “saem à noite, sem identificação, não fazem autos e tratam as pessoas como se fossem coisas”.



OSCOT

Um instrumento do terrorismo de Estado e das agressões imperialistas

Carlos Completo

camaravigilancia.jpgOs objectivos do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) “centram-se na sensibilização do público, relativamente aos temas de Segurança em geral, na formação de futuros especialistas e na formação complementar de especialistas nestas áreas e na realização de relatórios periódicos sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo”.
José Manuel Anes, professor universitário e criminalista, foi recentemente empossado como presidente da Direcção do OSCOT, sucedendo a Jorge Bacelar Gouveia, deputado do PSD e também professor universitário, que há pouco se demitira do cargo. Hoje, são também responsáveis deste Observatório, entre outros, os generais Loureiro dos Santos (presidente da Assembleia Geral), Garcia Leandro (presidente do Conselho Consultivo) e Ângelo Correia (do Conselho Consultivo), este último igualmente presidente da Associação de Empresas de Segurança Privada e ex-ministro da Administração Interna. Ler o resto do artigo »



O assassinato de Nuno Rodrigues

Nuno Rodrigues (conhecido por MC Snake) era negro e rapper, tinha 30 anos, morava em Chelas. Foi abatido a tiro pela PSP, na radial de Benfica, após perseguição movida pela polícia e resultante, segundo esta, de ele não ter respeitado uma operação stop. Nuno Rodrigues cantava música do conhecido rapper português Sam the Kid, que não se conforma com a morte do amigo. Como, igualmente, não se podem conformar os seus familiares. Se fosse branco, trajasse “bem” e tivesse um bom carro talvez isso não lhe acontecesse. Como um é polícia e o outro era negro e pobre, é fácil prever o resultado do pleito em tribunal. Ou não fosse a justiça portuguesa uma justiça de classe!



Contra a tortura em Espanha

Não à extradição dos independentistas bascos

Carlos Completo

rubalcabaruipereira_web.jpgPerseguidos pela Guardia Civil em Espanha, Garikoitz Garcia e Iratxe Yañez entraram em Portugal, por Trás-os-Montes, onde foram presos pela GNR. Foi uma “coordenação espectacular” disse Pérez Rubalcaba, o ministro espanhol das polícias, ao referir-se à rápida detenção pela GNR dos dois independentistas bascos. “Agradeço a Portugal e às suas forças de segurança, pela sua eficácia”, acrescentou ainda Rubalcaba. As palavras do ministro espanhol são, no fundo, o reconhecimento da crescente cumplicidade repressiva entre as autoridades portuguesas e espanholas. Ler o resto do artigo »



Bilbau: manifestação pelos presos políticos bascos

Milhares de manifestantes (muitos deles idos de outras localidades de Espanha) desceram às ruas de Bilbau, no dia 2 de Janeiro, convocados por organizações políticas e sindicais. Isto, apesar da proibição e das manobras do Ministério do Interior, com o ministro Rubalcaba a anunciar um sequestro ou um atentado da ETA, visando a desmobilização da esquerda independentista. Os manifestantes criticaram a criminosa política penitenciária do Estado espanhol, defenderam os direitos dos presos bascos e reivindicaram a sua ida para o País Basco. Entretanto, prossegue o debate sobre o futuro entre as diversas forças da esquerda independentista basca.



Fuga de Peniche, há 50 anos

Em 3 de Janeiro de 1960, dez presos políticos, entre eles, Álvaro Cunhal, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues e Jaime Serra, levaram a cabo uma espectacular fuga do Forte de Peniche. O salazarismo e a PIDE sofriam uma pesada derrota: dez destacados militantes comunistas iam continuar cá fora a luta contra a ditadura. Quando muitos procuram branquear os crimes do fascismo, é importante hoje reafirmar a vitória de então. Mas é de assinalar também que o percurso político dos fugitivos não seria o mesmo para todos eles. Francisco Rodrigues demarcar-se-ia da linha dominante no PCP, vincando o sentido de classe, proletário e anticapitalista, da luta contra o fascismo e a guerra colonial.



Campanha contra a Guerra e contra a NATO

Pedro Goulart

nato_big_web.jpgNos dias 11 e 12 de Dezembro realizou-se em Lisboa, no Ateneu Libertário, um encontro do Comité Internacional de Coordenação (ICC) da campanha contra a Guerra e contra a NATO – No to War, no to NATO. Tratou-se de um encontro de particular importância, pois esta agressiva aliança militar imperialista pretende realizar a sua cimeira em Portugal, nos finais de 2010. Esta data representará, inevitavelmente, um momento alto de mobilização internacional contra a aliança militar reaccionária. Ler o resto do artigo »



Solidariedade com Aminetu Haidar

Manuel Raposo

aminetuhaidar_72.jpgAminetu Haidar, uma mulher sarauí impedida pelas autoridades marroquinas de entrar no seu país, está desde 15 de Novembro em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, Espanha, para onde foi recambiada depois de detida, interrogada e privada do passaporte. O seu protesto é contra a arbitrariedade a que foi sujeita mas também contra a ocupação do Sara Ocidental por Marrocos e pela Mauritânia desde 1975. Ler o resto do artigo »



O boicote a Israel tomou balanço há um ano e cresce rapidamente

Três perguntas a Robert Bibeau

Manuel Vaz

bibeau_web.jpgRobert Bibeau, funcionário aposentado do Ministério da Educação do Quebeque, é um especialista em questões de educação e projectos educativos através da rede Internet. Dirige, desde Abril 2009, o grupo Samidoun (Resistência) que no Quebeque tem vindo a apoiar o movimento de boicote contra Israel, denominado BDS. Com efeito, em 2005, 170 organizações da sociedade civil palestiniana decidiram lançar um apelo mundial de boicote, que designaram BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções). Em véspera do dia 27 Dezembro 2009, data do primeiro aniversário do massacre de Gaza que fez 1 300 mortos e mais de 5 mil feridos numa vintena de dias, procuramos, com Robert Bibeau e em 3 perguntas, delinear os objectivos do movimento de boicote e estabelecer um primeiro balanço geral. Ler o resto do artigo »



Grécia rebelde

Assinalando o primeiro aniversário do assassinato do jovem Alexandros Grigoropoulos pela polícia, milhares de estudantes, professores e outros trabalhadores vieram para as ruas de Atenas e de outras cidades gregas manifestar-se (como há um ano) contra a repressão e as más condições sociais vividas neste país, nomeadamente o desemprego. Dos confrontos violentos entre manifestantes e polícias já resultaram numerosos feridos de um e outro lado e quase mil manifestantes presos. Solidariedade com a luta (que continua) dos trabalhadores e estudantes gregos.



A escravatura não acabou

Francisco Colaço Pedro

escravatura.jpgA “crise” mundial está a fazer crescer o apetite pelo trabalho escravo: a cada dia que passa, milhares de pessoas são vendidas e forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. O tráfico de seres humanos, escravatura dos tempos modernos, está a aumentar por todo o Mundo. A maior parte das histórias não são tão espectaculares – e não têm final feliz. Ler o resto do artigo »



SOS Honduras

Organizações portuguesas exigem à Cimeira Ibero-Americana reunida em Lisboa condenação dos golpistas hondurenhos

hondurasgolpe_72dpi.jpgTrês dezenas de organizações portuguesas (cívicas, políticas, sindicais) lançaram um apelo aos chefes de estado e de governo reunidos em Lisboa na XIX Cimeira Ibero-Americana (que decorre neste fim-de-semana) para que, de forma clara e sem ambiguidades, condenem o golpe militar levado a cabo nas Honduras em 28 de Junho passado. A mensagem denuncia os preparativos dos golpistas para se legitimarem no poder através da convocação de eleições que não oferecem garantias de liberdade.
Em Julho deste ano, um mês depois do golpe, as mesmas organizações convocaram um protesto de repúdio pelo golpe militar, associando-se à movimentação internacional pelo restabelecimento pela legalidade nas Honduras. Na altura, o protesto apontou as responsabilidades dos EUA nos acontecimentos, mostrando que o golpe faz parte duma ofensiva das forças reaccionárias e imperialistas para contrariar os avanços de vários povos do continente americano na defesa da sua soberania e de sistemas sociais mais justos e igualitários. Ler o resto do artigo »



Estado espanhol: repressão continua

Na vizinha Espanha, para além das altas taxas de desemprego e da exploração desenfreada de imigrantes, mantém-se elevada a repressão. Na mira, novamente os independentistas. Na madrugada do dia 24, mais de 650 polícias e magistrados desencadearam uma mega operação no País Basco e em Navarra, detendo 35 jovens e “visitando” 92 locais – residências e estabelecimentos diversos, incluindo associações de moradores. Segundo o governo espanhol (do “socialista” Zapatero) e o seu aparelho judicial, estes jovens estariam ligados à organização juvenil Segi, que por sua vez estaria ligada à Batasuna, que por sua vez estaria ligada à ETA.



Boicote e resistência: Israel e África do Sul

Nadine Rosa-Rosso

israel-barcode.jpgO boicote a Israel é uma palavra de ordem muito antiga. Nos anos 80, os anti-imperialistas boicotavam tanto as toranjas de Jaffa ou os abacates de Carmel, como as laranjas de Outspan ou as maçãs do Cabo. O que hoje torna o boicote a Israel mais massivo e popular é acima de tudo o massacre selvagem da população de Gaza pelo Tsahal (as Forças armadas de Israel) e a resistência encarniçada dos combatentes palestinianos. A vitória da resistência libanesa de 2006, dirigida pelo Hezbollah, preparara já a mudança na opinião internacional.
A luta pela abolição do apartheid na África do Sul pode servir de referência à actual luta pela Palestina, na condição de que a respectiva história seja fielmente reconstituída. E, nessa história, o papel do boicote internacional deverá ser correctamente avaliado. Ler o resto do artigo »



Cesare Battisti em greve de fome

Preso há mais de dois anos no Brasil e tendo obtido refúgio político neste país há cerca de um ano, Cesare Battisti iniciou uma greve de fome contra a sua eventual extradição para Itália. Em carta a Lula da Silva, Battisti coloca a sua vida nas mãos do presidente brasileiro. A extradição está dependente da decisão do conservadorismo empedernido do Supremo Tribunal Federal brasileiro que, assim, poderá entregar este preso político nas mãos do fascistóide Berlusconi. Além do mais, tal entrega representaria um recuo no campo dos direitos humanos, desrespeitando o direito ao refúgio e ao asilo político. Solidariedade com a luta de Cesare Battisti!



Almada: querem despejar o CCL

O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário. O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de anarquistas e libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal. Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.



Noruega: universitários pelo boicote a Israel

O jornal francês Le Monde noticiou que a universidade norueguesa das ciências e da tecnologia (NTNU), a segunda do país, vai pronunciar-se no dia 12 de Novembro sobre uma proposta de boicote académico a Israel apresentada em carta aberta por cerca de 30 universitários. A carta acusa as instituições universitárias israelitas de terem “papel chave na política de opressão” e defende a pressão sobre Israel até que “seja posto termo à ocupação dos territórios palestinianos”. Esta iniciativa vem na sequência de campanhas semelhantes lançadas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, seguindo o exemplo do boicote académico decretado contra a África do Sul no tempo do apartheid.



Acusação no caso “Verde Eufémia”

Em 2007, dezenas de activistas ambientais invadiram um campo, no Algarve, protestando e destruindo uma plantação de milho transgénico. O Ministério Público escolheu três deles e acusa-os agora de”promotores da acção e da prática de crimes de dano com violência”, com pena de um a oito anos de prisão, e de “desobediência qualificada”, com pena até dois anos. Mas o proprietário do campo quer ir mais longe, acusando mais activistas e atribuindo-lhes mais “crimes”: o de invasão de propriedade privada e de apologia e incitamento a crime com recurso a violência. Isto, na linha da histeria que, na altura, se apossou dos políticos do sistema e dos média ao seu serviço.



O direito a ter direitos

Um milhar pessoas participou, dia 17, numa manifestação em Madrid pedindo a revogação da nova Lei de Imigração, considerada um grave retrocesso para os direitos dos imigrantes. Os manifestantes, convocados por quase 70 associações de apoio aos imigrantes, percorreram as ruas da capital espanhola exibindo, entre outras, uma faixa com os dizeres “Paremos a reforma da Lei de Imigração. Temos direito a ter direitos”. O protesto decorreu ainda em mais nove cidades espanholas. A reforma da lei, segundo os organizadores, “consolida uma visão eminentemente policial da gestão das migrações, ligando perigosamente a crise à imigração”. Em Espanha, dos quase 46 milhões de habitantes 12% são imigrantes.



Roma: milhares contra o racismo

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se no dia 17 contra o racismo no centro de Roma, denunciando uma lei do governo de Berlusconi que torna crime a imigração clandestina. Os manifestantes reclamaram contra o racismo e contra o repatriamento dos imigrantes, dizendo “Estamos todos no mesmo barco”, referindo-se aos imigrantes clandestinos que chegam ao sul da Itália vindos da África em barcos. O protesto celebrava o 20.º aniversário da primeira grande manifestação contra o racismo, realizada em 7 de Outubro de 1989, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Roma depois de um refugiado sul-africano, Jerry Essan Masslo, ter morrido na província de Caserta (sul de Itália).



Contra a recente prisão de dirigentes políticos e sindicais

País Basco: milhares de manifestantes mostram que a luta prossegue

Pedro Goulart

paisbasco_web.jpgNo dia 14 de Outubro, dez militantes sindicais e políticos do País Basco, entre os quais Arnaldo Otegi, Rafa Diez e Rufi Etxeberria, parte deles reunidos na sede do Sindicato LAB, em São Sebastião, foram detidos pela mão do juiz Baltazar Garzón e dos partidos espanholistas. A acção policial foi levada a cabo sob pretexto de que estes militantes estariam a tentar reconstruir o Batasuna, organização política da esquerda abertzale (a esquerda basca independentista) anteriormente ilegalizada pelas autoridades espanholas. Ler o resto do artigo »



Plataforma Anti-Nato

pagan_72dpi.JPGEm reunião realizada em Lisboa a 30 de Setembro, um conjunto de activistas constituiu uma Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN). Trata-se de um movimento anti-militarista que participa na campanha internacional No to War, No to NATO (Não à Guerra, Não à NATO).
Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a Plataforma foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado dos cidadãos portugueses com as políticas belicistas da NATO. Ler o resto do artigo »



País Basco: paz impossível?

No País Basco, o costume: mais 10 prisões de militantes da esquerda independentista, sob a batuta do juiz Baltazar Garzón. No dia 14, parte deles, entre os quais Arnaldo Otaegi, foram detidos na sede do Sindicato LAB, em Donostia. Esta ofensiva da justiça espanhola é mais uma prova da quase impossibilidade da esquerda independentista fazer política legal no País Basco. De entre as várias manifestações de protesto contra esta situação, destacamos a carta aberta de Alfonso Sastre dirigida aos magistrados espanhóis em que afirma: “aqueles que estão aplaudindo estas detenções não são partidários da paz, antes preferem a existência da violência armada”.



A deriva nacionalista da falsa esquerda

Manuel Vaz

colagem_varlez_72dpi.jpgO uso da burca ameaça a ordem republicana burguesa. Em nome do “orgulho de ser francês” apela-se ao “combate comum direita/esquerda” para preservar “a identidade da França”. Numa palavra, tratar-se-ia de um “desafio de civilização” para o qual nos convida não um qualquer partido fascista ou um agente particularmente tonto do partido republicano norte-americano, mas simplesmente o deputado do PCF, André Gérin, ex-presidente da câmara de Vénissieux (arredores de Lyon).
O homem é já conhecido pelas suas posições nacionalistas tacanhas que confirmou em Os guetos da República, um livro publicado em 2007 onde justificava os célebres propósitos do então presidente Chirac, de Junho de 1991, acerca de insuportáveis “ruídos e odores” das famílias imigrantes, que perturbariam o quadro de vida idílico das famílias autóctones… Ler o resto do artigo »



Os prisioneiros sírios e o “humanismo” do governo

Manuel Raposo

guantanamoflag_72crop.jpgO governo prontificou-se a acolher presos libertados de Guantânamo, no que passa por ser um gesto “humanitário”. Na verdade, trata-se de mais um serviço prestado aos EUA. As autoridades portuguesas apoiaram sem condições a “guerra santa” lançada por Bush em 2001 contra o “terrorismo”. Desde então, os EUA raptaram e prenderam quem quiseram em todo o mundo sem que as autoridades portuguesas dessem um pio. Os voos com gente raptada passaram por território português com o compadrio de sucessivos governos. Agora que os EUA encerram Guantânamo por não saberem o que fazer aos presos, o governo português acede de novo, aceitando a exportação dos detidos. Ler o resto do artigo »



Repressão na Lisnave, concentração dia 22

Um dirigente sindical e membro da Comissão de Trabalhadores da Lisnave, Filipe Rua, foi despedido pela Administração da empresa, em 10 de Setembro. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul, o trabalhador foi despedido numa atitude vingativa dos dirigentes da empresa, por ter participado num plenário dos trabalhadores precários, que a Administração tentara inviabilizar. O Sindicato decidiu contestar o despedimento, recorrendo à via jurídica e a uma acção de luta (greve e concentração de solidariedade), que decorre dia 22, entre as 8 e as 10h, junto à porta da Lisnave.



Defender Cesare Battisti

Saudávamos no MV13 a concessão de asilo político ao militante italiano Cesare Battisti, decidida pelo governo brasileiro. E, na altura, o ministro brasileiro da Justiça justificava a concessão de asilo com “um fundado temor de perseguição” por parte do estado italiano. Entretanto, por pressão do governo italiano e sob pretexto de “controlo judicial de actos de administração”, o Supremo Tribunal Federal decidiu intervir no processo de extradição de Cesare Battisti, temendo-se seriamente pela sua sorte, dadas as conhecidas posições conservadoras de grande parte dos elementos daquele tribunal. Para mais informações, consulte o site do Comité de Solidariedade a Cesare Battisti.



Contra a pena de morte

Segundo a Amnistia Internacional, em 2008 foram executadas em todo o mundo cerca de 2400 pessoas e mais de 8800 foram condenadas à pena capital. No ano passado, cinco países totalizaram 93% das execuções: Paquistão, China, Irão, Arábia Saudita e Estados Unidos da América. Apesar de uma moratória nas execuções aprovada em 2007 na Assembleia-Geral da ONU, estas medidas criminosas de diversos estados prosseguem. É preciso combatê-las e eliminá-las.



Iraque

“As tropas dos EUA retiram porque a resistência a isso as obriga”

Três perguntas a Gilles Munier

Manuel Vaz

gilles-munier-1.jpgA Associação de Amizade Franco-Iraquiana (AFI) foi fundada em 1985 por um grupo de personalidades defensoras da política árabe do governo francês. O seu secretário-geral desde 1986, Gilles Munier, é um profundo conhecedor desta região do mundo na qual efectuou mais de 150 viagens entre 1974 e 1983, tendo encontrado por várias vezes os principais dirigentes do partido Baas, então no poder. A agressão norte-americana de Abril de 2003 veio alterar profundamente as relações franco-iraquianas e, por tabela, o funcionamento da associação.
Antes de 2003, Gilles Munier participa activamente no programa “Petróleo por alimentos”, único meio concedido às autoridades iraquianas para atenuar os efeitos do embargo económico ao Iraque imposto pelos EUA e sancionado pela ONU. Em 2005, Munier é acusado, conjuntamente com outras personalidades, de ter furado o embargo. As autoridades judiciais decidem-se a instruir um processo (que continua sem data de julgamento marcado), retiram-lhe o passaporte e proíbem-lhe a saída do território nacional. Ler o resto do artigo »



Não esquecer Gaza

As Nações Unidas publicaram esta semana um relatório sobre o impacto humanitário do bloqueio israelita a Gaza que em Julho passado entrou no seu terceiro ano. Dados a destacar: desemprego acima dos 40%, mais de 75% das famílias dependentes de assistência alimentar, impossibilidade de reconstrução das mais de 6 mil estruturas destruídas ou danificadas durante a última ofensiva israelita, mais de 20 mil pessoas a viver em habitações precárias, 2-8 horas de cortes de electricidade diários, cerca de 10 mil pessoas sem acesso a água corrente, impossibilidade de tratamento médico fora de Gaza, salas de aulas superlotadas. (Comité Palestina)



STOP à execução de mulheres iraquianas

Associação sueca de solidariedade com o Iraque lança campanha para salvar a vida de 9 iraquianas

Manuel Raposo

iraq_woman_son.jpgPor iniciativa da IrakSolidaritet (Associação Sueca de Solidariedade com o Iraque, sedeada em Estocolmo) foi lançada uma campanha de denúncia e um apelo à intervenção junto das autoridades iraquianas para impedir a execução de nove mulheres iraquianas. De acordo com a Amnistia Internacional, pelo menos nove mulheres estão em risco de ser executadas a todo o momento. Três outras foram executadas desde o início de Junho. Ler o resto do artigo »



Apartheid fora do futebol

Dia 6 de Agosto, das 18h às 21h, simpatizantes da causa palestiniana juntam-se frente ao estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, onde o Paços de Ferreira joga com a equipa israelita Bnei Yehuda. A iniciativa, do Comité de Solidariedade com a Palestina, visa denunciar a ocupação da Palestina e o regime israelita de apartheid. Respondendo a apelos de organizações palestinianas, estão em curso duas campanhas internacionais contra Israel: uma, de “Boicote, desinvestimento e sanções”, como aconteceu contra a África do Sul na era do apartheid; outra, designada “Chutem o apartheid para fora do futebol”, para que a FIFA aplique sanções às equipas israelitas, tal como fez à África do Sul.



O antiterrorista

António Nunes, presidente da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) acaba de obter um Mestrado com 18 valores na Universidade Nova de Lisboa. Talvez a tese que defendeu – subordinada ao tema “Terrorismo, novos terrorismos e segurança interna em Portugal” – ajude a explicar a sanha repressiva com que a ASAE muita vez actuou. Na dissertação, António Nunes contou com um júri onde participaram conhecidas figuras da direita portuguesa ligadas aos serviços de informações: Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Observatório de Segurança, Crime Organizado e Terrorismo, José Manuel Anes, especialista em terrorismo islâmico e Heitor Romana, director de formação do SIS.



Porque se justifica um boicote académico a Israel

Apelo de uma feminista e professora universitária israelita

Rachel Giora / MV

boicotisrael_72dpi.jpgRachel Giora, destacada feminista israelita e professora de Linguística na Universidade de Telavive, apela ao boicote contra Israel numa carta, divulgada em final de Maio pelo colectivo “Jewish Peace News”, em que apoia os esforços desenvolvidos pelo Comité Britânico para as Universidades da Palestina. Na sua mensagem, refere alguns dos êxitos do movimento de boicote até à data e explica porque se justifica um boicote académico. Publicamos um resumo das principais passagens. Ler o resto do artigo »



Cinco trabalhadores do MST assassinados no Brasil

Pedro Goulart

mst.jpgNa tarde de 6 de Julho, no estado de Pernambuco, foram assassinados cinco camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e um outro, que ficou ferido, foi hospitalizado. O massacre ocorreu no Assentamento Chico Mendes (na fazenda Garrote), propriedade há anos atribuída legalmente ao MST. Os seis construíam uma casa, quando os assassinos chegaram de moto, obrigaram os trabalhadores a deitar-se no chão e dispararam. Ler o resto do artigo »



Livraria parisiense atacada por grupo sionista armado

Três perguntas a Olivia Zemor, animadora da livraria Résistances e do movimento de apoio à Palestina

Manuel Vaz

livrariaresistances_003.jpgUm comando de cinco homens encapuzados e declarando pertencer à Liga de Defesa Judaica (LDJ) atacou no passado dia 3 de Julho a livraria Resistances [Resistências], situada no 17.° bairro parisiense, ocasionando várias destruições materiais. Não é a primeira vez que esta livraria é objecto de agressões orquestradas pelas organizações sionistas armadas, como é o caso da LDJ, organização terrorista proibida em… Israel e… nos Estados Unidos da América!
A livraria, aberta em 2007, desenvolve uma vasta actividade de apoio ao mundo árabe e à Palestina em particular. Na véspera da agressão, tinha acolhido nas suas instalações uma conferência de Mahmoud Suleiman, presidente da câmara da aldeia de Al-Masara, na Palestina ocupada. Ler o resto do artigo »



Paris

Imigrantes expulsos à força da Bolsa do Trabalho pela CGT

Manuel Vaz

101_pana_002.jpgVerão é tempo de férias para quem pode. Não será o caso para mais de metade da população parisiense que não tem meios para tanto. A imprensa por seu lado, já vai falando de uma baixa significativa de turistas em visita à capital. Efeitos evidentes da crise. Mas, se tal não é o seu caso e está a pensar em visitar Paris, aproveite para descobrir uma das facetas do Paris operário actual: o Paris dos imigrantes sans papiers [sem papéis], clandestinos. Ler o resto do artigo »



Nova caravana de apoio à Palestina

O deputado britânico George Galloway, que organizou, a partir do Reino Unido, uma caravana de solidariedade com a população de Gaza, logo após o ataque militar de Israel de Dezembro-Janeiro, está agora a organizar um segundo comboio, com origem nos EUA. Desta vez, as 500 viaturas previstas permitirão transportar, via Cairo, centenas de pessoas e fazer chegar à Palestina uma ajuda médica de 10 milhões de dólares.



Espanha: solidariedade com Alfonso Sastre

Iniciativa Internacionalista de novo debaixo de fogo

Pedro Goulart

alfonsosastre72dpi.jpgPrimeiro foi a tentativa frustrada de impedirem a Iniciativa Internacionalista (encabeçada por Alfonso Sastre) de participar nas eleições para o parlamento europeu, com o pretexto de que esta candidatura teria algum tipo de articulação com a ETA. Agora, na sequência do recente artigo de Sastre no jornal Gara, intitulado A prosa e a política, onde defende uma saída negociada e pacífica para o problema basco e manifesta as suas preocupações caso tal não se verifique, surge uma campanha deturpadora e torpe do PSOE, do PP e dos média do sistema (RTVE, El País, ABC e El Mundo) contra este grande dramaturgo do estado espanhol. O El País chega a titular que há “indignação contra o partido de Sastre”. Ler o resto do artigo »



Protestos em Cabul

Centenas de mulheres manifestaram-se em Cabul, Afeganistão, em 15 de Abril, pela revogação de uma lei que lhes nega direitos básicos. A lei protege a violação marital, sujeita as saídas de casa à autorização dos maridos e priva-as da custódia dos filhos e do direito de herança. Protestos, dentro e fora do país, coagiram o presidente Karzai a recuar. Os EUA ocupam e tutelam o país desde 2001 e exercem nele influência decisiva há 30 anos, desde que apoiaram o derrube do governo progressista então no poder.



Comunistas revolucionários condenados em Itália

Enquanto o corrupto e fascistóide Berlusconi governa a Itália e goza impunemente dos seus privilégios, um tribunal de Milão condenou, em 13 de Junho e em primeira instância, vários comunistas revolucionários italianos a pesadas penas de prisão e a elevadas indemnizações. Foram condenados por “terem tentado constituir o partido comunista político-militar”, organização que o aparelho judicial italiano considera terrorista. Os advogados destes militantes de esquerda já declararam que as referidas condenações são típicas dos tribunais especiais fascistas dos anos 20 e 30 do século passado.



Festa de apoio a Mumia Abu-Jamal

O Colectivo de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal promove uma festa de apoio a este preso político norte-americano. Ao recusar um pedido de recurso, o Supremo Tribunal Federal dos EUA pôs em perigo a vida de Mumia. A manter-se a pena actual, Mumia cumprirá prisão perpétua. Mas a pena de morte ainda pode ser-lhe aplicada se um pedido nesse sentido, feito pelo Estado da Pensilvânia, for atendido pelo Supremo. A festa de solidariedade tem lugar no próximo sábado, 6 de Junho, a partir das 19h no Grupo Desportivo da Mouraria – Travessa da Nazaré, 21, 2º, Lisboa. Ver programa



Apesar das tentativas de ilegalização

Iniciativa Internacionalista concorre em Espanha às eleições europeias

Pedro Goulart

iniciativainternacionalista.jpgA fúria persecutória do estado espanhol contra quem defenda a independência dos povos ou ponha em causa o sistema capitalista vigente parece não ter limites. As classes dominantes espanholas, com os seus principais instrumentos partidários – PSOE e PP – quando pressentem o perigo mandam avançar o aparelho judicial. E começa a ser claro que o fazem mesmo independentemente da participação ou não de elementos ligados à ETA. Ler o resto do artigo »



A “justiça” aqui ao lado

Por recurso do governo espanhol, uma juíza decidiu que devem ser retirados os nomes de Otaegi e Txiki de uma praça do país basco. Txiki e Otaegi foram dois combatentes antifascistas fuzilados pela ditadura terrorista de Franco. A senhora juíza justifica a sua “mui douta” decisão, afirmando que “ eram dois terroristas culpados de pertencer a um grupo terrorista”. O nome de Franco, responsável por uma guerra civil e por quase 40 anos de ditadura, esse continua por ruas e praças de Espana sem que o governo se sinta incomodado. É mais uma sentença do aparelho judicial espanhol que ajuda bem a caracterizar e perceber a justiça praticada por um estado com papel de relevo na União Europeia.



Heranças pidescas

O interrogatório feito a jovens estudantes da Escola Secundária de Fafe por um funcionário da Inspecção-Geral de Educação parece inspirado nos interrogatórios da polícia política de Salazar. Estas averiguações do Ministério da Educação têm por alvo uma série de protestos dos estudantes, com ovos e tomates atirados contra Maria de Lurdes Rodrigues e os seus secretários de Estado. As perguntas da Inspecção foram conduzidas de forma a tentar incriminar os professores, procurando fomentar a bufaria dos alunos. É um sinal do retrocesso nas liberdades públicas que continuem a existir funcionários de um Estado dito democrático que se prestem a desempenhar tão repugnantes papéis.



Trabalhinho de contra-informação

Carlos Completo

25a2007_cravocaido.jpgO Diário de Notícias publicou no dia 25 de Abril um texto, assinado por Valentina Marcelino, prevenindo-nos contra manifestações convocadas por movimentos “anarco-libertários” para esse mesmo dia. Significativamente intitulado Polícias e secretas reforçaram a vigilância a radicais de esquerda, o escrito indica, como fontes de informação: polícias, SIS, Europol, procuradores, enfim, “as forças de segurança” do sistema. Ler o resto do artigo »



Tribunais

O Regabofe

António Louçã

tribunais72dpi.jpgÀ primeira vista, parece ser um sinal animador, este de ser acusado de homicídio por negligência um agente da PSP que baleou na cabeça, a um metro de distância um jovem de 14 anos, presumível delinquente e presumivelmente armado. Em toda esta presunção, o agente não hesitou – agora o juiz de instrução do processo entende que ele foi “negligente”. Alguma satisfação havia que dar aos habitantes da Quinta da Laje e do Casal de Santa Filomena, que na altura se manifestaram contra o homicídio. Ler o resto do artigo »



Tortura nas esquadras de polícia e nas prisões

Comité do Conselho da Europa denuncia situação em Portugal

Carlos Completo

prisao.jpgNão. Não é uma organização “esquerdista” ou “anarquista” a denunciar a situação. É do próprio Comité de Prevenção da Tortura e das Penas ou Tratamentos Desumanos ou Degradantes do Conselho da Europa, que esteve recentemente em Portugal, e que considera que desde há 6 anos, quando cá esteve pela última vez, nada mudou. Afirma que continuam os maus tratos nas cadeias portuguesas e a tortura nos interrogatórios policiais. Ler o resto do artigo »



Presos em luta

No dia 5 de Março começou o julgamento do “Motim de Caxias”, 13 anos depois dos acontecimentos. A acusação tentou limitar toda a história ao 23 de Março de 1996. Estas acusações “isentas” esquecem-se da situação prisional então vivida pelos que agora estão a ser julgados. E, logicamente, das suas razões de revolta. Mas alguns dos acusados estão a “lembrá-las” ao tribunal. Numa concentração de solidariedade com os acusados, frente ao Tribunal de Oeiras, podia ler-se numa faixa: “se defender os direitos dentro e fora das prisões é um crime, então eu sou criminoso”.



Contra o apartheid israelita

John McDermott, professor de História canadiano, participa numa sessão pública contra o apartheid israelita a realizar na Faculdade de Ciências de Lisboa, hoje, 6 de Março, às 15 horas. Será projectado o filme Wadi Funkin, a aldeia cercada. A semana internacional contra o apartheid israelita foi iniciada há três anos na Universidade de Toronto, Canadá, alcançando enorme repercussão em universidades de todo o mundo. Um exemplo recente foi o cancelamento de um intercâmbio de estudantes entre as universidades de São Paulo, Brasil, e Tel-Aviv, Israel. O responsável internacional do PT brasileiro justificou a decisão pelo parentesco entre o apartheid israelita e o apartheid sul-africano.



A censura

A PSP de Braga apreendeu numa feira alguns exemplares de um livro por considerar que a capa, com uma obra do pintor francês Gustave Courbet, era pornográfica. Em Torres Vedras, pelo Carnaval, uma magistrada proibiu uma sátira ao computador Magalhães, considerada ofensiva por ter nus femininos no ecrã. Os dois casos metem pelo meio a velha e repugnante figura do bufo, que denuncia as “ofensas” às polícias. Isto é próprio de uma sociedade autoritária e faz lembrar as buscas da PIDE, quando a ignorância e a boçalidade de alguns agentes os levava ao ponto de apreender livros sobre Cimento Armado, por poderem indiciar a existência de perigosos terroristas.



Obama, apoiante da pena de morte

António Louçã

pena-de-morte72di.jpgNo seu discurso de 25 de Fevereiro, Barack Obama distanciou-se enfaticamente da prática da tortura que a quadrilha Bush-Cheney-Rumsfeld vinha assumindo com toda a desfaçatez. O encerramento do centro de tortura de Guantánamo parece um sinal concebido para reforçar essas categóricas garantias verbais do novo presidente. Fica por observar o que fará Obama doutros centros de tortura, como o de Bagram, no Afeganistão, e até onde responsabilizará os torcionários e seus mandantes, que durante a administração anterior praticaram a tortura sem peias nem escrúpulos. Ler o resto do artigo »



Porto debate Palestina

Decorre este sábado, dia 31, no Porto, um debate sobre a Palestina no Sindicato dos Seguros, Rua do Breyner. Participam Randa Nabulsi, representante da Autoridade Palestiniana; Fernando Maurício do CPPC; o jornalista Rui Pereira; e Emílio Rubio, da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. A sessão unitária é promovida pelas seguintes organizações: Associação José Afonso/Norte, BE, Frente Anti-Racista, JCP, MDM, Movimento Humanista, PCP, Porto com Cuba, Casa Viva, STAL/Porto, Terra Viva, Tribunal-Iraque, União dos Sindicatos do Porto, UNICEPE e Universidade Popular do Porto. Defendendo uma Palestina Livre, a convocatória afirma que “Esta agressão acabou, mas a guerra não terminou”.



País Basco: detidos 8 independentistas

O Estado espanhol, através do juiz Baltasar Garzon, colocou em “detenção preventiva” 8 militantes independentistas que procuravam formar uma lista concorrente às eleições locais de 1 de Março. Segundo Garzon, os factos apontados aos 8 militantes “poderiam constituir um delito de participação em organização terrorista”. Dada a ilegalização do Batasuna, as duas novas organizações independentistas que pretendem concorrer às eleições no País Basco são a Askatasuna (“Liberdade”) e D3M (Democracia 3 000 000). A engenharia jurídica do “democrático” Estado espanhol está a tentar retirar qualquer hipótese de luta legal aos independentistas bascos.



Rumo a uma sociedade nazi?

É conhecido como nos “democráticos” EUA há regras tão rígidas para determinadas questões – já não falando na perseguição a comunistas e a “terroristas” – que tornam o dia a dia dos cidadãos verdadeiramente irrespirável. São numerosos os exemplos por todo o país, desde o aparelho de estado às empresas, mas há uma empresa que se esmera nas regras. A Clarian Pledge promete rescindir os contratos aos seus trabalhadores fumadores, hipertensos, obesos ou que tenham os níveis de glucose ou colesterol elevados. Não, seguramente, pela saúde de quem trabalha, mas pela saúde da empresa.



Peões contra PSP

Várias pessoas agredidas à bastonada por elementos do corpo de intervenção da PSP de Almada durante uma manifestação, no dia 16, vão apresentar queixa contra esta força policial. E tratava-se apenas de uma manifestação/festa de celebração e defesa da nova zona pedonal de Almada, onde participavam diversos jovens acompanhados de crianças!



Brasil dá asilo político a Cesare Battisti

O governo brasileiro concedeu asilo político a Cesare Battisti, cuja extradição era pedida pelo estado italiano, em evidente demonstração de perseguição política. E o ministro brasileiro da justiça justificou a concessão do asilo com “um fundado temor de perseguição”. Cesare Battisti, a quem já nos havíamos referido solidariamente no MV, foi militante, na década de 70, da organização política italiana Proletários Armados para o Comunismo e, em Junho passado, apresentara um pedido de refúgio ao Comité Nacional para os Refugiados.